Fonte: http://www.tribuna.inf.br/bis.asp?bis=cultura04
Máquina de fazer sambas Em "Sambista perfeito", Arlindo Cruz mostra versatilidade como compositor Zeca Miranda Samba na casa de Arlindo Cruz deve dar em árvore, tamanha quantidade de composições na bagagem do artista. São mais de 500. Tantas, que ele até já perdeu a conta. Trabalho a pleno vapor é a justificativa do ex-integrante do Fundo de Quintal para a gravação do terceiro CD solo, "Sambista perfeito", lançado pela Deckdisc. "Quando comecei a conversar com a gravadora, queriam que fizesse um DVD ao vivo, com meus maiores sucessos, mas eu tinha muita coisa inédita que precisava registrar", diz. O resultado é que "Sambista perfeito" virou o disco mais autoral da carreira, segundo o próprio Arlindo. Das 15 faixas, apenas duas - o pot-pourri "A rosa/Flor que não se cheira" e "Minha porta-bandeira" - não são de sua lavra. Para celebrar este momento tão produtivo, velhos e novos parceiros juntaram-se à empreitada. O álbum conta com as participações de Zeca Pagodinho, ao lado das Velhas Guardas do Império Serrano e da Portela, em "Se eu encontrar com ela". "O Zeca está em todos os meus discos, é quase uma obrigação", brinca Arlindo. "A gente quis homenagear o samba de Velha Guarda, fazendo do mesmo jeito deles", conta. Sereno, do Fundo de Quintal, é outro antigo parceiro que está em "Sambista...", dividindo os vocais em "A rosa (Efson e Neguinho da Beija-Flor) / Flor que não se cheira" (Darcy Maravilha e Barbante). "Com muito respeito por todos que fazem ou fizeram parte do Fundo de Quintal, mas Sereno é a melhor voz que o grupo já teve", decreta. Na ala dos novos amigos também estão Maria Rita, em "O que é o amor" - música que a filha de Elis também gravou em seu novo CD - e Marcelo D2, inserindo rap no partido alto "O Brasil é isso aí". Ambos entraram para o primeiro time de amizade de Arlindo Cruz devido à falta de purismos que o compositor tem com o samba. "Entendo quem é tradicional, mas procuro o melhor de cada um para poder crescer". Com D2, ele diz que a afinidade já ultrapassou as barreiras artísticas: "Fomos ao Maracanã assistir a Flamengo e Corinthians". Raízes - Reverenciar o berço também faz parte da máquina de sambas chamada Arlindo Cruz. "Quem gosta de mim" é autobiográfica: "Já fui milico, bancário de horário e gravata". Na faixa de abertura, "Meu lugar", canta os pagodes de Madureira, Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo e Irajá, que o formaram sambista dono de um jeito próprio de tocar banjo, ainda no Fundo de Quintal. "Só não sou tão boêmio quanto àquela época (início dos anos 80), quando tinha 21 anos. Já estou com quase 50. Tem que maneirar", reflete, sorrindo. _________________________________________________________________ Encontre o que procura com mais eficiência! Instale já a Barra de Ferramentas com Windows Desktop Search GRÁTIS! http://desktop.msn.com.br/_______________________________________________ Para CANCELAR sua assinatura: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/cancela Para ASSINAR esta lista: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/assina Antes de escrever, leia as regras de ETIQUETA: http://www.samba-choro.com.br/tribuna/netiqueta
