> Só pra deixar claro novamente, eu existo, tem uma porrada de gente na
> tribuna que me conhece, não tenho nenhum personagem fake aqui, gosto do
> terreiro e da cristina, não aguento mais essa punhetagem de pró e contras
> terreiro, acho uma babaquice sem cabimento esse papo de gente fake, acho que
> isto aqui tá pobre, e acho que é hora de virarmos a página porque o ano
> mudou e vamos acabar essa putaria que começou com o
> e-mail-protesto-xingamento do Eugenio lá pra tras quando o cara da Folha fez
> uma porcaria de materia com o terreiro grande.
>
> Chega, gente... ja deu!!


Tenho acompanhado essa punhetagem, conforme bem classificou o André, e até 
então não me apeteceu opinar sobre nada. Mas, resolvi tecer algum comentário. 
Primeiramente há que se ter respeito quanto a pessoa do artista. Seja a 
Cristina Buarque. Seja o Paulinho da Viola. Seja o Nelson Ned.
É óbvio que cada um tem o seu gosto e que até mesmo gêmeos univitelinos poderão 
discordar entre si. Mas desde que esse discordar seja manifestado de forma 
educada e com conteúdos informativos sobre o porquê do não "apreciar" a arte 
deste ou daquele artista.

Este é um espaço importante de compartilhamento de informação. E, segundo eu 
sei, esta é sua finalidade primeira e única.

E quanto a Cristina Buarque, pode-se até não gostar dela (eu gosto), mas há que 
se respeitar a sua trajetória de sambista (sambista, isso mesmo!) e de 
recolhedora de pérolas deste gênero musical que tanto amamos: o samba.

Talvez os olhares em sua direção a vejam somente como uma "Buarque de 
Hollanda", oriunda da classe média alta, mais uma "branca" que quer faturar em 
cima da "arte do povo". E eu acho que esse olhar é um olhar muito reducionista 
e talvez preconceituoso.

Façamos uma coisa. Esqueçamos que Cristina Buarque de Hollanda é uma Buarque de 
Hollanda, branca e filha da classe média alta. Imaginemos que ela seja negra, 
suburbana de Madureira, Oswaldo Cruz ou Irajá. E, com este biótipo nas retinas 
íntimas, ouçamo-la. Certamente vamos acha-la  de canto comovente como as 
pastoras do Ataúlpho Alves ou como as cabrochas que ouvimos nos velhos discos 
do Jamelão e nos primeiros discos do Candeia.

Um abraço à todos,

Henrique Silva
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