Eu entendo quem gosta de samba-raiz cantado somente por sambistas da nata.
Tem lá o seu charme, sua história, enfim...Eu também adoro e valorizo MUITO
isso. Mas antes de criticar os novos artistas, eu parto do principio de que
qualquer artista tem o direito de fazer o que bem quiser com sua carreira e
nós temos todo o direito de não ouvir e comprar os seus cds. É tudo tão
simples. Pra que perder tempo escrevendo textos e mais textos criticando um
artista que não gosta? Na minha visão, acho mais coerente ocupar o precioso
tempo escrevendo algo mais construtivo, dividir o conhecimento, que
tal escrever sobre Metre Fuleiro, Hélio Cabral, etc?
Isso me fez lembrar dos tempos em que a capoeira era vista como algo
marginal, quando o samba era visto como coisa de vagabundo, quando o
tropicalismo foi vaiado por ter colocado guitarras no samba, sempre tinha
alguém para jogar a pedra...
Criticar é fácil, mas as vezes soa purista demais, prepotente demais,
contraditório demais...
On 3/6/08, André Carvalho <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> Normalmente estes discos comerciais estilo "casa de samba" e "cidade do
> samba", misturando artistas não-sambistas com sambistas não costumam ter
> longa vida não.
>
> Pra sobreviver tem que haver emoção, inspiração... Esse é apenas mais um
> produto totalmente comercial que não merece o menor destaque... Além de
> colocar artistas que provavelmente nunca foram numa roda de samba e nem
> sabem da história das escolas de samba, tem um repertório um tanto
> manjado.
>
> Vejamos bem:
>
> Simone, Maria Rita e Toni Garrido não devem saber quem é Mestre Fuleiro,
> nem
> devem imaginar o que seja Prazer da Serrinha.
>
> Zélia Duncan (oportuna ou oportunista?) sabe quem é o genial compositor
> Hélio Cabral, compositor do clássico que ela canta?
>
> Moska, Toni Garrido, Lenine?
>
> SAMBA NÃO É APENAS MAIS UM ESTILO MUSICAL, É ESTILO DE VIDA!!!
>
> Dá licença... O samba merece um tratamento melhor, não dá mais pra ficar
> vendo esses oporturtunistas se aproveitando dele. Onde já se viu a Maria
> Rita ficar pagando de sambista? O samba não precisa de gente de fora pra
> vender disco. O samba não precisa virar mais um enlatado...
>
> Queria ver a Maria Rita fazer um registro cool numa roda de samba....
>
>
>
>
> On 3/5/08, Eugenio Raggi <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> >
> > Taí um trabalho que deve ser muito legal. Ainda não ouvi:
> >
> >
> > A gravadora Biscoito Fino põe nas lojas o CD "Aula de Samba", reunindo
> > diversos intérpretes; já a gravadora Som Livre lança o novo trabalho
> > de Oswaldo Montenegro...
> > 25/02/2008 - 09:30
> >
> > R E S E N H A 1
> >
> >
> > Cantores: VÁRIOS
> >
> > CD: "AULA DE SAMBA"
> >
> > Gravadora: BISCOITO FINO
> >
> >
> >
> > De vez em quando surge, no mercado fonográfico nacional, em meio a
> > tantos projetos que visam somente ao lucro fácil, uma idéia realmente
> > interessante. Embora não original (no sentido de ser inédito), é este
> > o caso do CD "Aula de Samba", produzido pela cantora Mart'nália e
> > encampado pela gravadora Biscoito Fino.
> >
> > Trata-se de um elogiável trabalho de pesquisa que resultou na seleção
> > de onze sambas-enredo cujas letras ressaltam alguns personagens e
> > fatos de importância na história do nosso Brasil e através dos quais
> > se constata que, em algum tempo não muito remoto, as Escolas de Samba,
> > além de garantir a conquista do campeonato, também se preocupavam em
> > resgatar feitos relevantes para o conhecimento do nosso povo.
> >
> >
> > É fato que Martinho da Vila, pai da citada Mart'nália, já havia
> > gravado, em 1980, o disco "Samba Enredo" nos mesmos moldes. A
> > diferença com relação ao CD recém lançado é que para este foram
> > convocados grandes nomes da nossa MPB, ficando cada um deles
> > responsável por conferir cores novas a sambas antológicos da Império
> > Serrano, Mangueira, Beija-Flor, Salgueiro e Vila Isabel.
> >
> > Assim, o herói da Inconfidência Mineira é o mote de "Exaltação a
> > Tiradentes" que ganhou interpretação contida de Chico Buarque.
> > Alcione, por sua vez, tranqüila em uma praia que conhece como poucos,
> > apresenta as façanhas de Getúlio Vargas em "O Grande Presidente". É o
> > caso também de Leci Brandão, à vontade em "Dona Beja, a Feiticeira de
> > Araxá".
> >
> >
> > Grandes momentos ficam por conta dos contagiantes registros de
> > "Aquarela Brasileira", apresentada por uma surpreendentemente
> > extrovertida Simone, de "Benfeitores do Universo", a cargo da sempre
> > oportuna Zélia Duncan, e da obra-prima "Heróis da Liberdade", em
> > registro cool de Maria Rita. Completam o estelar time: Lenine (correto
> > em "Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade"), Moska (dando tudo de si em
> > "Dia do Fico"), Emílio Santiago ("Sublime Pergaminho"), Fernanda Abreu
> > ("Os Sertões"), Toni Garrido e Dona Ivone Lara (em "Os Cinco Bailes da
> > História do Rio").
> >
> > Um CD bem legal que merece vida longa!
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