Usar esse argumento do ABBA também é mais ridículo ainda, como se esse grupo fosse representativo, dentro de toda musicografia Sueca. Esse grupo foi montado na sombra dos Bee Gees da vida, feito pra ganhar o mundo e conquistar um mercado aberto a esse tipo de produto. Isso não quer dizer que toda musica sueca é nesse nível, e também não quer dizer que todo povo letrado tenha bom gosto, mas que os semi-analfabetos são muitíssimo mais fáceis de convencer a consumir qq coisas que a mídia promova como um bom produto, isso se confirma na prática. Basta dizer que está na moda ou então paguesse a qq ator (ou atriz)global pra dizer que esse ou aquele produto tem qualidade, que vende como água.

Caio Pontual.



----- Original Message ----- From: "Eugenio Raggi" <[EMAIL PROTECTED]>
To: "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
Cc: "Tribuna" <[email protected]>
Sent: Thursday, March 20, 2008 11:45 AM
Subject: Re: [S-C] RE: É para rir ou para chorar =3F?=


Exatamente Caio,

Quem consome o som do ABBA são os suecos bem educados nas melhores
escolas do mundo. Aliás, dizem que em Estolcomo estão, há muitas
décadas, as melhores escolas públicas do planeta.

É lá que estudaram os maiores fãs do ABBA.

Relacionar bom gosto musical com eficiência em educação chega a ser ingênuo.




Em 20/03/08, Caio Pontual<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Vc nunca perde a oportunidade de xingar, por que isso?......
Acho que vc não faz nenhum esforço para entender, o que alguem diz quando
 não é concordar com suas colocações.
Eu não falei de quem produz,eu falei de quem consome, são coisas totalmente
 diferentes....

 Fui.

Caio Pontual


 ----- Original Message -----
 From: "Eugenio Raggi" <[EMAIL PROTECTED]>

To: "Caio Pontual" <[EMAIL PROTECTED]>
 Sent: Wednesday, March 19, 2008 2:29 PM
 Subject: Re: [S-C] RE: É para rir ou para chorar =3F?=


 Pois é, Caio,

 Quando tivermos uma população com a escolaridade do nível da Suécia
 teremos o nosso verdadeiro ABBA.

 The winner takes it all...

 Quanta estupidez associar alguma coisa à outra.

Nossos maiores gênios musicais são aqueles que jamais frequentaram a escola.

 Quanto à gente feito Waldick, Celestino...Poxa, você nunca iria
 entender mesmo...

 Em 19/03/08, Caio Pontual<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
 > Não vejo relação entre o que foi dito e o que representou o Vicente
> Celestino na nossa música, que tem uma obra piegas por natureza, mas que
 > nem
> por isso perde o seu valor por isso, a questão colocada pelo Alexandre,
 > se
 >  entendi bem, é o nivelamento por baixo, quanto a qualidade musical
 > colocada
> na mídia. Na minha humilde opinião, enquanto não tivermos uma população
 >  minimamente bem escolarizada (ontem mesmo estava lendo um artigo que
 > dizia
> que a qualidade das nossas escolas (públicas e privadas) são das piores
 > do
 >  mundo) essa realidade não muda.
 >
 >
 >  Abraços.
 >  Caio Pontual
 >
 >
 >  ----- Original Message -----
 >
 > From: "Eugenio Raggi" <[EMAIL PROTECTED]>
 >  To: "Tribuna" <[email protected]>
 >  Sent: Tuesday, March 18, 2008 11:05 PM
 >  Subject: Re: [S-C] RE: É para rir ou para chorar =3F?=
 >
 >
 >
 > Alexandre,
 >
 >  O que você convenientemente chama de "crise de valores" chega a ser
 >  risível. Ser reverente, delicado, receptivo, ter gratidão, livrar-se
 >  de preconceitos, desnudar a alma, reconhecer erros do passado, abrir
 >  mão da estupida obtusidade heteroxa juvenil, enxergar alternativas
 >  diferentes pra cultura, enfim, trilhar novas perspectivas
 >  transmutou-se um desvio ético.
 >
 >  Quanto a Caetano e Gil...Putz...Falta-lhe mesmo conhecimento, preparo
 >  para lidar com o assunto. A Tropicália era por si só, a mais
> concessiva, condescendente e tolerante de todas as atmosferas musicais > já produzidas neste país. Muito antes do exílio, Caetano, Gil e Gal > apostavam na singeleza, na primitividade, na pieguice bela e ubíqua de
 >  nossa alma cultural. "Coração Materno", de Vicente Celestino, peça
 >  obrigatória para que se conheça o que é sentimentalismo,
 >  catastrofismo, bizarrice, cafonice mesmo, no "strictu sensu", não faz
> parte do repertório de "Tropicália ou panis et circensis" por acaso. A
 >  Tropicália foi a primeira a enxergar os valores enraizados de nossa
 >  importantíssima e bela simploriedade, brejeirice e cafonice. O Brasil
 >  é um país cafona, extravagante, grotesco, brega, sentimentalóide. E a
 >  Tropicália viu isso, com muito carinho.
 >
 >  E para que não fiquem dúvidas sobre o que eu quero dizer, acho tudo
 >  isso a grande fortuna de nossa herança cultural. É exatamente a nossa
 >  opção pelo simplório, pelo sentimental, pelo barango, pela pieguice é
 >  que produz a mais rica das culturas deste planeta.
 >
 >  Você citou aí Waldick Soriano. Fico pensando o que alguém feito você
 >  sabe a respeito dele. Poucos artistas nesse país são tão vastos, tão
 >  formidavelmente complexos feito ele. É a cara da nossa gente.
 >  Discriminado, criativo, desprezado, sagaz, excluído, bruto e sensível
 >  num mesmo instante, marginalizado, amado, odiado, capaz do mais
 >  estúpido dos arroubos à mais notável das sapiências. Complexo, quase
 >  incompreensível. Principalmente pra quem vive de conceitos prontos,
 >  feito você.
 >
 >  Paulinho da Viola, por ser tolerante, consciente, contemporâneo, por
 >  não entrar na onda estúpida do achincalhe, transformou-se, nesse seu
 >  sofisma sórdido, em um porta-voz dessa "crise de valores" que você
> criou. Se entendi bem você é um donatário incorruptível da ética, mais
 >  consistente moralmente do que Renato Teixeira, Jorge Aragão ou
 >  Paulinho da Viola, proprietário do inquestionável bom gosto, da mais
 >  sublime sofisticação de paladar cultural.
 >
 >  "Mas, e o povo? Ora, o povo. O povo é mera massa de manobra, que cai
 >  nas mãos gananciosas da (sempre ela!) Indústria Cultural." Êita
> argumentinho surrado, sofisminha de merda, repetido aos quatro cantos.
 >
 >  Quem sabe a bizarrice, o catastrofismo, a pieguice, a tragicomédia
 >  grotesca de Vicente Celestino, já endeusada e valorizada há 4 décadas
> pelo Tropicalismo, possa vir aqui te ajudar a entender um pouco do que
 >  é a cultura desse país:
 >
 >  "E a correr o campônio partiu
 >  Como um raio na estrada sumiu
 >  E sua amada quão ficou
 >  A chorar na estrada tombou
 >  Chega subleme o campônio
 >  Encontra a mãezinha ajoelhada a rezar
 >  Rasga-lhe o peito o demônio
 >  Tombando a velhinha aos pés do altar
 >  Tira do peito sagrando da velha mãezinha
 >  O pobre coração e volta a correr proclamando
 >  Vitória, vitória tem minha paixão
 >  Mais em meio da estrada caiu
 >  E na queda uma perna partiu
 >  E a distância saltou da mão
 >  Sobre a terra o pobre coração
 >  Nesse instante uma voz ecoou
 >  Magoou-se pobre filho meu
 >  Vem buscar-me filho, aqui estou
 >  Vem buscar-me que ainda sou teu!"
 >
 >  (Vicente Celestino - Coração Materno)
 >
 >  Abs,
 >
 >  Eugenio.
 >
 >
 >  Em 19/03/08, Eugenio Raggi<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
 >  > Alexandre,
 >  >
 >  > O que você convenientemente chama de "crise de valores" chega a ser
> > risível. Ser reverente, delicado, receptivo, ter gratidão, livrar-se > > de preconceitos, desnudar a alma, reconhecer erros do passado, abrir
 >  > mão da estupida obtusidade heteroxa juvenil, enxergar alternativas
 >  > diferentes pra cultura, enfim, trilhar novas perspectivas
 >  > transmutou-se um desvio ético.
 >  >
> > Quanto a Caetano e Gil...Putz...Falta-lhe mesmo conhecimento, preparo
 >  > para lidar com o assunto. A Tropicália era por si só, a mais
> > concessiva, condescendente e tolerante de todas as atmosferas musicais > > já produzidas neste país. Muito antes do exílio, Caetano, Gil e Gal > > apostavam na singeleza, na primitividade, na pieguice bela e ubíqua de
 >  > nossa alma cultural. "Coração Materno", de Vicente Celestino, peça
 >  > obrigatória para que se conheça o que é sentimentalismo,
> > catastrofismo, bizarrice, cafonice mesmo, no "strictu sensu", não faz > > parte do repertório de "Tropicália ou panis et circensis" por acaso. A
 >  > Tropicália foi a primeira a enxergar os valores enraizados de nossa
> > importantíssima e bela simploriedade, brejeirice e cafonice. O Brasil > > é um país cafona, extravagante, grotesco, brega, sentimentalóide. E a
 >  > Tropicália viu isso, com muito carinho.
 >  >
 >  > E para que não fiquem dúvidas sobre o que eu quero dizer, acho tudo
> > isso a grande fortuna de nossa herança cultural. É exatamente a nossa > > opção pelo simplório, pelo sentimental, pelo barango, pela pieguice é
 >  > que produz a mais rica das culturas deste planeta.
 >  >
> > Você citou aí Waldick Soriano. Fico pensando o que alguém feito você > > sabe a respeito dele. Poucos artistas nesse país são tão vastos, tão
 >  > formidavelmente complexos feito ele. É a cara da nossa gente.
> > Discriminado, criativo, desprezado, sagaz, excluído, bruto e sensível
 >  > num mesmo instante, marginalizado, amado, odiado, capaz do mais
> > estúpido dos arroubos à mais notável das sapiências. Complexo, quase
 >  > incompreensível. Principalmente pra quem vive de conceitos prontos,
 >  > feito você.
 >  >
> > Paulinho da Viola, por ser tolerante, consciente, contemporâneo, por > > não entrar na onda estúpida do achincalhe, transformou-se, nesse seu
 >  > sofisma sórdido, em um porta-voz dessa "crise de valores" que você
> > criou. Se entendi bem você é um donatário incorruptível da ética, mais
 >  > consistente moralmente do que Renato Teixeira, Jorge Aragão ou
> > Paulinho da Viola, proprietário do inquestionável bom gosto, da mais
 >  > sublime sofisticação de paladar cultural.
 >  >
> > "Mas, e o povo? Ora, o povo. O povo é mera massa de manobra, que cai
 >  > nas mãos gananciosas da (sempre ela!) Indústria Cultural." Êita
> > argumentinho surrado, sofisminha de merda, repetido aos quatro cantos.
 >  >
 >  > Quem sabe a bizarrice, o catastrofismo, a pieguice, a tragicomédia
> > grotesca de Vicente Celestino, já endeusada e valorizada há 4 décadas > > pelo Tropicalismo, possa vir aqui te ajudar a entender um pouco do que
 >  > é a cultura desse país:
 >  >
 >  > "E a correr o campônio partiu
 >  > Como um raio na estrada sumiu
 >  > E sua amada quão ficou
 >  > A chorar na estrada tombou
 >  > Chega subleme o campônio
 >  > Encontra a mãezinha ajoelhada a rezar
 >  > Rasga-lhe o peito o demônio
 >  > Tombando a velhinha aos pés do altar
 >  > Tira do peito sagrando da velha mãezinha
 >  > O pobre coração e volta a correr proclamando
 >  > Vitória, vitória tem minha paixão
 >  > Mais em meio da estrada caiu
 >  > E na queda uma perna partiu
 >  > E a distância saltou da mão
 >  > Sobre a terra o pobre coração
 >  > Nesse instante uma voz ecoou
 >  > Magoou-se pobre filho meu
 >  > Vem buscar-me filho, aqui estou
 >  > Vem buscar-me que ainda sou teu!"
 >  >
 >  > (Vicente Celestino - Coração Materno)
 >  >
 >  > Abs,
 >  >
 >  > Eugenio.
 >  >
 >  >
 >  >
 >  > Em 18/03/08, André Carvalho<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
 >  > > assino embaixo
 >  > >
> > > On 3/18/08, Alexandre Figueiredo Pereira <[EMAIL PROTECTED]>
 >  > > wrote:
 >  > > >
 >  > > > Pessoal,
 >  > > >
> > > > O grande mal dos autênticos cantores de MPB é uma certa piedade que
 >  > > > eles
 >  > > > têm com os aproveitadores.
 >  > > >
 >  > > > Quanto ao Paulinho da Viola ter elogiado É O Tchan, assim como
 > Jorge
 >  > > > Aragão elogiar Exaltasamba e Grupo Revelação, Renato Teixeira
 > elogiar
> > > > Chitãozinho & Xororó, etc., não significa que esses canastrões da
 >  > > > música
> > > > brega-popularesca que são elogiados tenham realmente valor. Nada
 >  > > > disso.
 >  > > >
 >  > > > Infelizmente o Brasil vive uma crise de valores e vemos gente
 >  > > > histórica
> > > > cometer erros. Vide o José Dirceu, figura de prestígio do movimento
 >  > > > estudantil, se envolver com os mensaleiros. Muitas vezes por
 > boa-fé,
 >  > > noutras
 >  > > > por má-fé, o que acontece é que os grandes mestres ou líderes
 > acabam
 >  > > tendo
 >  > > > algum escorregão na vida.
 >  > > >
> > > > A culpa toda está na acomodação de Caetano Veloso e Gilberto Gil
 >  > > > quando
> > > > voltaram ao Brasil, em 1972. Foi como a volta de Elvis Presley do
 >  > > > serviço
> > > > militar. De repente, aquele Tropicalismo que representava o debate
 >  > > > vivo
 >  > > da
 >  > > > cultura brasileira não existia mais. Virou uma condescendência
 > geral
 >  > > > para
 >  > > a
> > > > cafonice, para o comercialismo, e foi aí que a música brasileira > > > > descarrilou, não por falta de bons talentos, mas porque eles foram
 >  > > perdendo
 >  > > > espaço ao longo dos anos.
 >  > > >
> > > > Evidentemente que tem gente que gostaria de ver a MPB transformada
 > num
 >  > > > grande PMDB. Sabem o PMDB de hoje? Virou a casa da mãe Joana.
 > Entrava
 >  > > > de
> > > > comunista moderado a estelionatário, de latifundiário fantasiado de > > > > progressista a dirigente esportivo populista. E essa peemedebização
 > da
 >  > > MPB
 >  > > > singifica isso: entra Waldick Soriano, entra Gretchen, entra
 >  > > > Chitãozinho
 >  > > &
> > > > Xororó, Chiclete Com Banana, Alexandre Pires, entra Tchan, entra
 > Créu,
 >  > > entra
> > > > Marlboro, entra até Bee Gees. E todos acendendo vela para Roberto
 >  > > > Campos,
> > > > embora se proclamem "de esquerda". Lêem a revista Veja com orgulho
 > mas
 >  > > > a
 >  > > > escondem com a Caros Amigos para o pessoal não desconfiar.
 >  > > >
> > > > Quero MPB de verdade. Nem que se jogue fora 99% dessa "música de
 >  > > > sucesso"
 >  > > > que está aí. Quero cultura brasileira, chega de vale-tudo
 > populista!!
 >  > > >
 >  > > > Abraços a todos
 >  > > >
 >  > > > Alexandre Figueiredo
 >  > > > Site Ensaios Patrimoniais
 >  > > > http://br.geocities.com/alexfig1971
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