No começo da carreira todo mundo ria dos quadros de Picasso, mas depois descobriram que era genio y hoje são admirados no mundo inteiro. Quando eu desenho todo mundo ri também. Logo, sou genio. Um dia, portanto, meus rabiscos irão parar nos melhores museos do mundo. Só porque todo mundo ri de mim hoje como um dia riram de Picasso. A vida tem essas coisas.

JLV


Eugenio Raggi wrote:

André,

Graças aos que lutaram no início do século passado pela insistência em
fazer samba (gênero considerado vulgar, pobre, relacionado à
malandragem e, certamente tido como lixo cultural por aqueles que se
julgavam a vanguarda da cultura nacional) é que temos o samba, retrato
dos mais importantes de nossa vasta diversidade musical, ainda de pé.

O "velho malandro de corpo fechado" (na poesia de Franco e Arlindo
Cruz) durante muito tempo foi chamado de lixo. Sobreviveu.

Mas você jamais entenderia isso, porque se tivesse nascido nesse tempo
seria um dos defensores intransigentes do purismo do Lundu, do Maxixe,
da Modinha Portuguesa e da Embolada, desde - é claro - que "levasse
algum nisso". O André Carvalho Glovia do Morro do Chapelão dos anos
20, 30 e 40 atendia pelo nome de Madame Mag, defensora incondicional
do purismo cultural.

A vida tem - mesmo- dessas coisas...

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