Curiosidades:
No terreno estrito da música, a atitude antropofágica é uma vocação da arte
brasileira desde sempre, até antes mesmo dos próprios tropicalistas com sua
proposta espalhafatosa de deglutir as culturas invasoras e reprocessar ao
seu jeitinho brasileiro.
Chiquinha Gonzaga foi uma das primeiras "tropicalistas" da história da
musica popular brasileira ao fundir a musica de rua com a musica de salão de
proveniência européia.
Domingos Caldas Barbosa, violeiro-repentista-cantor de modinhas, já no
século XVIII, misturou sua ascendência portuguesa e africana com a alma e
vivências brasileiras.
Nessa perspectiva, canções como "Cinema Falado", de Noel Rosa, e "Canção
para Inglês Ver" de Lamartine Babo, seriam verdadeiros manifestos
tropicalistas, com sua crônica aguda da inevitável invasão estrangeira na
fala e nos hábitos nativos.
João Gilberto, Tom Jobim e a turma da Bossa Nova sabiamente já adotavam em
certa medida procedimentos tropicalistas ao buscar no jazz o suporte
harmônico de um novo samba, moderno e internacional.
Sem falar na música clássica de Heitor Villa-Lobos, que misturava
influências eruditas de Stranvinsky com sons da mata, eventos indígenas,
sambas, choros e outros generos do país.
Segundo o compositor Zeca Baleiro "a prática tropicalista está no DNA do
brasileiro, essa vocação pela mistura, improvisador por natureza, criativo
por excelencia e mestiço por condição. Para o nosso bem e para nosso mal"
pondera.
sds
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