Meu caríssimo professor Valdir Mengardo, faça-nos o favor de não sair mais
da lista.
abs.
Eduardo Martins
----- Original Message -----
From: "valldir_menga" <[EMAIL PROTECTED]>
Poxa vida entro e saio desta lista é a polêmica continua a mesma!
Só pra não perder o costume de polemizar acho que o nobre advogado tem
razão. É difícil imaginar música
desvinculada da política. Só alguns exemplos: o Paulinho da Viola, por
exemplo, todo mundo sabe que teve uma
rápida passagem pelo glorioso Partidão. Bom, quem ouve o Argumento
descuidado não percebe a influência daquela
tendência política no samba. Mas é só prestar atenção que lá no fundo,
quando ele fala "Faça como o velho
marinheiro/ Que durante o nevoeiro/Leva o barco devagar", está escrachando a
velha linha política do Pecezão,
de concialiação de classes, de esperar que as coisas rolasem mais devagar do
que de fato elas aconteciam. (Só
um parênteses quem seria o velho marinheiro?).
Outro exemplo é Chico Buarque que transitava entre algumas tendências do PC
e outras mais esquerdistas. Na sua
adptação de Quadrilha ( inspirada no poema de Drumond, outro trotskista de
carteirinha), Chico assinala com
perfeição toda a teoria da Revolução Permanente do velho Leon (Carlos, amava
Rita, que amava Dora...),
contrapartida clara do socialismo em um só país.Não vou citar outros
exemplos porque senão fica como o Paulinho
que quando fala da Portela não sabe quando vai terminar. Em todo caso deixo
um link para um samba meu, feito em
parceria com o Nando Távora que se chama Radio Batata, um libelo (ops eu
falei libelo, não libelu!) contra a
indústria cultural e a globalização.
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=381235299
Abraços e até qualquer hora
Valdir
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