De:"Gerdal Jose de Paula" [email protected]
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Data:Thu, 19 Feb 2009 06:58:23 -0300
Assunto:O mestre Heitor entre prazeres da arte popular no desfile da Alegria
Prezados amigos,
De rica inserção no cosmo da nossa arte popular, o carioca Heitor dos
Prazeres, crescido na área do Mangue, da Praça Onze e adjacências, será objeto
de justa homenagem, neste carnaval, da escola de samba Alegria da Zona Sul.
Embora mais lembrado na música popular do que na pintura, nesta, com seu naïf
de cabrochas e malandros de pés alteados na ginga do samba e na ambiência da
favela, logrou importantes feitos, como a participação em bienais em São Paulo,
nos anos 50, e o reconhecimento internacional, como o do MoMa, em Nova York.
Sobrinho de Hilário Jovino Ferreira, o Lalu de Ouro, fundador do seminal rancho
Rei de Ouros, introdutor do mestre-sala nesse tipo de desfile, e frequentador
da casa de Tia Ciata, Heitor esteve presente na fundação de várias escolas do
Rio de Janeiro, como a pioneira Deixa Falar, a Vizinha Faladeira, a Mangueira e
a Portela - à qual deu as cores azul e branco. Respeitado executante de
cavaquinho, criou um método para o estudo do instrumento e, em 1939, ao lado de
Grande Otelo e Josephine Baker, aparecia tocando no palco do então prestigiado
Cassino da Urca. Da aproximação com Noel Rosa surgiu, de ambos, a clássica
marcha "Pierrô Apaixonado", gravada pela dupla Joel e Gaúcho, e, com Herivelto
Martins, compôs outra maravilha, "Lá em Mangueira", em 1945, um samba ouvido
primeiramente nas vozes de Dalva de Oliveira e da Dupla Branco e Preto.
Vencedor do I Concurso Oficial de Músicas para o Carnaval, dois anos antes, com
"Mulher de Malandro", defendida por Francisco Alves, compôs a "Canção do
Jornaleiro", evocativa de um dos ofícios da infância, e dele o cantor e
pandeirista Pedrinho Miranda, revelação dos novos tempos da Lapa, regravou o
protesto "Chega de Rock Rock". Com o "passarinheiro" Sinhô, "rei dos seus
sambas", teve polêmica parceria, de que resultou, por exemplo, "Gosto Que Me
Enrosco", de amaxixado sob medida para a interpretação do refinado Mário Reis.
Pouco antes de falecer, em 1966, aos 68 anos, foi tema de um curta-metragem,
dirigido por Antônio Carlos Fontoura, em cujas imagens aparece no seu ateliê,
no Centro do Rio, e, à maneira de Ataulfo Alves, levando o seu samba com o
apoio vocal de pastoras.
O Rio É um Prazer e de Prazeres Vive o Rio é o enredo com o qual a
Alegria da Zona Sul homenageia o mestre Heitor dos Prazeres, sendo a primeira
das 14 escolas de samba que vão desfilar na terça-feira de carnaval, a partir
das 19h, pelo Grupo Rio de Janeiro I, ex-Grupo de Acesso B, na Marquês de
Sapucaí.
Um bom dia a todos. Muito grato pela atenção à dica.
Um abraço,
Gerdal
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