Vini,

O som desses caras é muito ousado. Fazem uma corajosa fusão de
tradição/pós-modernidade com muito bom gosto. guardadas as devidas
proporções, seguem a linha evolutiva do Chico science, só que com
outros ritmos.

Ainda vão dar o que falar.



2009/5/26 vini correia <[email protected]>:
> saiu no globo online
> blog MPB Player
> por Leonardo Lichote
> http://oglobo.globo.com/blogs/mpb/
>
> iandê pra todos!!!
> ________________________________
> Quatro perguntas para Siba
>
> *O repertório do show é todo do "Toda vez que dou um passo o mundo sai do
> lugar"? Tem coisas do primeiro CD de vocês, ou outras coisas mais? O quê? *
>
> Siba - O repertório principal é composto do material do "Toda vez...", mais
> alguma coisa do " Fuloresta do Samba" e também material novo, que eu sempre
> amadureço no palco antes de gravar. Boa parte do "Toda vez..." já acontecia
> ao vivo antes do CD ser gravado. As duas músicas do single "Canoa furada"
> que lançamos no carnaval em Pernambuco, disponíveis para download no Myspace
> *(baixe aqui <http://www.myspace.com/sibaeafuloresta>)* também são
> obrigatórias no palco, além de um final improvisado de maracatu de baque
> solto no meio da platéia...
>
> *O disco tem guitarras, teclados e inserções eletrônicas em meio a
> sonoridade da Fuloresta. Vi que a formação que se apresentará aqui não tem
> essas características. Como as músicas serão reproduzidas ao vivo? Elas
> foram adaptadas ou simplesmente foram suprimidas as partes de guitarra,
> teclados, eletrônica etc?*
>
> Siba - Nós não temos o compromisso de reproduzir ao vivo o que está
> registrado no CD. Eu gosto muito de experimentar com os recursos de
> gravação, edição e mixagem de estúdio, além de aproveitar a oportunidade
> para colaborar com outros músicos que admiro. Mas no palco eu prefiro uma
> pegada mais próxima da música de rua, percussão, metais, vozes e rima.
>
> *Você costuma falar que não é de forma nenhuma um defensor da manutenção das
> tradições, da música "de raiz" etc. Por outro lado, seu trabalho não raro é
> entendido dessa forma, digamos, etnográfica. Talvez essa percepção se deva a
> uma audição menos atenta de sua obra, mas, de qualquer forma, ela existe.
> Gostaria que você falasse, portanto, sobre o que há de "desrespeito" às
> tradições na sua música. Como essa relação entre manutenção e criação se dá
> no seu trabalho?*
>
> Siba - A percepção limitada em relação ao nosso trabalho vem da falta de
> conhecimento básico sobre a história, as particularidades estéticas, os
> principais artistas do passado e do presente, de estilos ou ritmos que nunca
> ultrapassaram seus limites geográficos locais. Todo mundo sabe quem foi John
> Lee Hooker, mas ninguém nunca ouviu falar de Baracho, de José Galdino, de
> Ivanildo Vila Nova, do que eles representaram ou representam em termos de
> renovação. É comum encontrar quem tenha este conhecimento detalhado em
> relação ao ska, reggae, ragga etc, mas quantos na imprensa ou no público
> saberiam diferenciar um samba em dez de um galope, uma sextilha de um
> martelo? Então a gente tem sempre que dialogar com o senso comum da "cultura
> popular", "raiz", defesa das "tradições" etc. A própria busca da subversão
> ou da ruptura no que a gente desenvolve pressupõe uma inércia criativa que
> não corresponde à realidade, ao menos nos estilos específicos da Mata Norte
> pernambucana que nós praticamos. Difícil avaliar algo partindo de categorias
> externas... No nosso caso, a formação da orquestra com 4 metais que dialogam
> em harmonias e contraponto, além das já citadas interferências de estúdio e
> parcerias não óbvias podem ser um diferencial em relação ao que boa parte
> dos poetas da Mata Norte faz hoje em dia.
>
> *Em que projetos você está envolvido agora?*
>
> Siba - Além da Fuloresta que é o principal, acabo de lançar o CD "Violas de
> bronze" *(fiz uma crítica
> aqui<http://oglobo.globo.com/blogs/mpb/posts/2009/03/10/as-violas-de-bronze-de-siba-roberto-correa-167420.asp>
> )* em parceria com Roberto Corrêa, um trabalho baseado nas violas e rabecas.
> Além disso faço parte do América Contemporânea, um coletivo de músicos de
> vários países da América Latina sob a direção de Benjamin Taubkin (saiba
> mais *aqui <http://www.nucleo.art.br/americacontemporanea/>*). Para o futuro
> breve, estou me preparando para a formação de um novo grupo, com viola e
> rabeca elétricos, tuba e bateria.
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