Não, Ary, não foi o Monsueto e sim o seu filho, o Bebeto. A história do 
Monsueto é outra. Reproduzo aqui artigo do Rodrigo Faour para o site 
Cliquemusic, segue:

 


"Monsueto por quem o conheceu
 

Beth Carvalho, Marlene, João Roberto Kelly, Haroldo Costa, Jorge Goulart e 
Toquinho lembram histórias do sambista
Rodrigo Faour
 
11/07/2000
 
"Monsueto era um gozador, muito brincalhão, estava sempre sorrindo. Nunca o vi 
sério. Estava sempre muito alegre e fazendo músicas incríveis", atesta Marlene, 
uma das cantoras que mais lançou músicas de Monsueto, como Mora na Filosofia e 
O Lamento da Lavadeira. "É uma pessoa que tenho muita saudade. Quando eu 
trabalhava no Copacabana Palace, ele ia lá toda noite bater papo", continua a 
cantora que estava preparada em 1954 para gravar o samba O Couro do Falecido 
mas acabou mudando de idéia. "A letra dizia: ‘Um minuto de silencio pro cabrito 
que morreu/ Se hoje você samba/ É que o couro ele nos deu/ Castiga o couro do 
falecido (...) Morre um para bem dos outros’. Só que nessa época o presidente 
Getúlio Vargas se matou. A direção do Copa não deixou que eu cantasse, e ele me 
deu o Mora na Filosofia, que acabei gravando". 

Assim como Marlene, vários de seus colegas artistas – cantores, compositores e 
produtores – se lembram dele com muita gratidão. O cantor Jorge Goulart, por 
exemplo, acompanhou de perto sua escalada ao sucesso e lembra de seu bom humor. 
"Ele formou um conjunto no mesmo estilo do que o Ataulfo Alves tinha, trabalhou 
muito em boates com Carlos Machado e chegou a viajar também pelo mundo. Era um 
tipo engraçado. Quase um cômico. Era muito careteiro. Foi um grande compositor, 
autêntico", depõe. 

Além de compositor, Monsueto brilhou como ator cômico em filmes, shows de 
variedades e na televisão. Atuou no cinema trabalhando 14 filmes – onze 
brasileiros, três argentinos e um italiano. Entre os nacionais, participou de 
Treze Cadeiras (de Franz Eichhorn), Na Corda Bamba (de Eurides Ramos), O Cantor 
Milionário e Quem Roubou meu Samba (ambos de José Carlos Burle), mas não chegou 
ao final das filmagens de O Forte, em 73, vindo a falecer. Integrou espetáculos 
bolados por Herivelto Martins, com o qual viajou para Europa, África e América, 
e até montar seu próprio grupo, sempre cercado de cabrochas e outros cantores. 
No palco, entre os anos 50 e 60, no auge de sua carreira como showman na TV, 
participou de diversos programas como Noites Cariocas, na TV Rio, ganhando o 
apelido de Comandante por causa de um dos esquetes que criou. 

Beth Carvalho também se lembra de tê-lo visto muito na TV, mas não chegou a 
privar com ele pois em 73, ano em que ele morreu, ela ainda estava gravando seu 
segundo LP. "Achava ele genial, impecável, um craque. Era um tremendo 
compositor, criativo. Cometi o pecado de nunca ter gravado suas músicas, mas 
com certeza ainda vou gravar", diz a sambista, cujo samba preferido do 
compositor é O Lamento da Lavadeira. "É originalíssima e de cunho social", 
atesta. Beth também riu muito com seus esquetes em programas de TV. "Ele era 
cômico, fazia umas blagues, tipo Mussum. Era o Mussum da época". 

Quem também lembra muito bem dessa sua faceta humorística é o compositor João 
Roberto Kelly. "Ele trabalhou na TV Rio na década de 60 e tive o prazer de 
tê-lo em quadros musicados por mim, em programas como Praça Onze e O Riso É o 
Limite", conta. "Monsueto era histriônico. Não era de chegar e fazer um 
monólogo como ator, ele fazia um tipo com muita graça. Era um crioulo de 1,80m, 
gordo, grandão com um sorriso maior que o tamanho dele, além de um compositor 
inspiradíssimo", elogia. Além disso, Kelly diz que era excelente ritmista e 
baterista. "Ele tocava pandeiro, surdo, reco-reco, chegou a participar de 
várias gravações como músico de estúdio. Era cantor, ritmista e baterista 
bissexto. Além de pintor primitivista", completa. De fato, Monsueto começou sua 
carreira atuando em vários conjuntos na noite carioca, como baterista. 
Inclusive na Orquestra de Copinha, no Copacabana Palace. 

Essa sua face de pintor (que se iniciou em 1965) também é lembrada pelo ator, 
diretor e produtor Haroldo Costa. "Era uma pessoa muito ativa. Além de formar 
conjuntos de samba e de atuar em grandes shows e quadros difíceis de humor na 
TV, era um pintor naïve da melhor qualidade", atesta. De fato, além de tudo, 
Monsueto passou a pintar quadros no fim da vida. Depois de ganhar de uma amiga 
um jogo de pincéis e telas, começou a pintar por diletantismo. Curiosamente, 
deu certo. Eram todas na linha primitivista, com enfoque centrado no folclore, 
samba, morro e Carnaval – assim como as suas canções. Até o poeta chileno Pablo 
Neruda comprou um de seus quadros. 

O artista que popularizou expressões como "Castiga", "Vou botar pra jambrar", 
"Diz", "Mora", "Ziriguidum" gravou muito pouco – um LP e algumas participações. 
Entrou pela última vez em estúdio para fazer uma participação na divertida A 
Tonga da Mironga do Kabuletê, ao lado de Toquinho e Vinicius, em 1971, no qual 
"xingava em nagô" aqueles que naquela época dura não se podia xingar em 
português. "Monsueto é um dos maiores sambistas brasileiros, com uma linha 
melódica fantástica, com intervalos africanos, na linha de Batatinha, Benjor e 
Baden Powell. Era um compositor bem primitivo, simples, mas importante. É ainda 
muito pouco reconhecido", elogia Toquinho que o convidou para participar da 
gravação da faixa. "Vivíamos uma fase de censura muito ativa e drástica. Tudo 
tinha que ser disfarçado. E a Tonga foi importante porque foi uma forma de 
mandar tudo para aquele lugar numa época em que não se podia fazer isso. Como o 
Monsueto era uma pessoa muito engraçada, eu e Vinicius o chamamos para fazer um 
fanho na faixa, que discursava e não dizia absolutamente nada! Falando coisas 
como se estivesse protestando. Foi muito divertido! Quase que ninguém conseguia 
gravar porque todo mundo ria muito"."

Fonte: http://cliquemusic.uol.com.br/materias/ver/monsueto-por-quem-o-conheceu
 
 
Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)

 


 





De: Sonia Palhares Marinho <[email protected]>
Para: [email protected]; [email protected]
Enviadas: Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009 11:34:57
Assunto: Res: [S-C] Monsueto




Que seja um belo show!!
 
 
Eu comprei o cd "O Importante É Que Essa Emoção Sobreviva I e II" num único 
volume. 
 
E por falar em Monsueto Menezes, conheci em Copacabana no Rio de Janeiro, na 
década de 80, um capoeirista de nome Bebeto que era filho do Monsueto. Soube há 
pouco tempo que ele havia morrido na indigência. Que pena!!!
 
 
Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)

 


 



De: Sonia Palhares Marinho <[email protected]>
Para: [email protected]; [email protected]
Enviadas: Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009 11:22:21
Assunto: Re: [S-C] Monsueto




Ary:
 
 
A Márcia ainda canta? Soube que ela havia virado astróloga, ou algo assim. Ela 
não é aquela que é casada com o locutor esportivo Silvio "pimba na gorduchinha" 
Luiz???
 
 
Sonia Palhares (BsB-DF)






Tribuneiros de oficio, hoje é dia de Monsueto na Radio do Alambique. 
Infelizmente muito pouco da sua obra teve registro mas consegui algo até que 
substancial.
Vale Conferir.
 
Por volta das 19:00 hs a pedidos tem repeteco do programa sobre Raphael 
Rabello, que está muito bonito.
 
Para o pessoal de Sampa hoje tem  a Cantora Marcia no Buteco do Gudin que 
juntamente com o Paulinho Pinheiro e o Gudin protagonizaram os historicos O 
Importante é que a Nossa Emoção Sobreviva. Comemoração de 41 anos do buteco, 41 
anos de resistencia cultural e trincheira da boa musica.Por lá passaram 
Paulinho Pinheiro, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Paulo Vanzolini entre 
outros Bambas. Parabéns mesmo ao Bar do Alemão e por conseguinte ao grande 
Gudin & Flavio por este quase meio seculo de bons serviços à cultura
 
Abraços
 
Ary Marcos
                                          
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