Legal o artigo, Caio:
Só que o Ruy Castro está meio atrasadinho, o carnaval voltou às ruas do Rio de
Janeiro desde o final dos anos 90, mas só agora que ele percebeu.
Abraços. Sonia Palhares (BsB-DF)
To: [email protected]
Date: Sat, 30 Jan 2010 21:00:54 +0000
From: [email protected]
Subject: [S-C] Folha de São Paulo: À solta nas ruas - RUY CASTRO (Carnaval de
Rua do Rio de Janeiro)
Hoje, na Folha de São Paulo, Ruy Castro fala da nossa paixão pelo Carnaval de
Rua do Rio de Janeiro.
O artigo está abaixo transcrito.
Caio Tiburcio
RUY CASTRO
À solta nas ruas
RIO DE JANEIRO - Todo ano, a 6 de janeiro, Dia de Reis, assim que minha vizinha
retira de sua porta a decoração de Natal -dois sininhos prateados e uma coroa
de azevinho amarrada com fita vermelha- aplico à minha a de Carnaval: um saco
de filó com confete e serpentina e uma pavorosa máscara de clóvis, tudo
comprado na Casa Turuna. Eu e a vizinha nos entendemos: respeito sua opção
religiosa, e ela, minha opção pagã.
Daí que, até março, a trilha sonora deste apartamento varia pouco. São
marchinhas dos anos 1930 a 1960 e sambas de Carnaval (dos mais nobres, como
"Agora é Cinza", de Bide e Marçal, aos mais fuleiros, como "Oba!", do Bafo da
Onça) e um ou outro samba-enredo, gênero este que deve ser apreciado com
moderação. Amigos de visita, em seus delírios, imaginam sentir no ar um aroma
de Rodo Metálico.
O Carnaval já está à solta no Rio, e o impecável site Bafafá On Line relaciona
mais de 40 eventos só neste fim de semana, entre rodas de samba, saídas de
bandas, ensaios de blocos, bailes à fantasia, concurso de marchinhas e um
dilúvio de feijoada quase equivalente à quantidade de chuva em São Paulo. Uma
novidade é a volta do Cacique de Ramos e do dito Bafo da Onça, os dois grandes
blocos de embalo, esteios do Carnaval carioca desde que Oscar Niemeyer usava
chuca-chuca.
Falando em blocos, este ano estou na dúvida entre seguir o Spanta Neném, na
Lagoa, o Xupa Mas Não Baba, em Laranjeiras, ou o Perereca Imperial, em São
Cristóvão. E não vejo a hora de me postar na fila do gargarejo diante do
palanque do rancho Flor do Sereno, em Copacabana, ouvindo aqueles sons de 1920,
que são o lirismo e a eternidade do Carnaval.
Parece um milagre, mas, depois de décadas condenado ao Sambódromo e aos
aparelhos de TV, o Carnaval está de volta, e para valer, às ruas do Rio.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz3001201005.htm
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