Venham a São Paulo! Sejam bem-vindos aqui!
Brincadeiras à parte, não é surpresa nenhuma esse tipo de pressão por
parte do ECAD. Não existe alguma forma de "desobediência civil"? Ou,
conforme o famoso jeitinho brasileiro, arrastar com a barriga até o
fato ser consumado e não ter mais volta?
Não é o ideal, claro, nem mesmo nobre. Mas uma maneira de protestar
pode ser também expor o outro ao ridículo...

Abs,
Marcos Virgílio

Em 10 de fevereiro de 2010 14:38, Sonia Palhares Marinho
<[email protected]> escreveu:
> Repassando para socializar com os participantes da TS&C:
>
>
>> Date: Wed, 10 Feb 2010 08:8:29 -0800
>> From: [email protected]
>> Subject: Protesto contra o Ecad
>> To: [email protected]
>>
>> Senhoras e senhores.
>>
>> O ECAD está pressionando os blocos, exigindo que se cadastre para pagar
>> direitos autorais. Mas pagar como, se a maioria dos blocos de rua são
>> amadores e não arrecadam nada? Argumentei que nosso bloco é espontâneo, uma
>> brincadeira só, que não arrecadamos nada, muito pelo contrário, gastamos
>> dinheiro para levar alegria e cultura para o povo, mas não surtiu efeito.
>> Perguntei então se eu saísse sozinho nas ruas cantando marchinhas teria que
>> pagar e a dona de lá falou que sim. Absurdo!!! Se fosse um valor justo,
>> pagaríamos pensando somente no compositor, sem a certeza que lá na outra
>> ponta chegaria uma compensação financeira digna. Tanto isto é verdade que
>> não cansamos de saber de compositores de sucesso passando necessidades. E os
>> diretores do Ecad, como estão? Eles estão pedindo os tubos, com cálculos
>> estratosféricos que eles fazem segundo os critérios autoritários deles, pela
>> quantidade de pessoas cantando na rua. O que podemos fazer, se temos um
>> bloco alegre e divertido que atrai gente de todos os cantos? Somos nós,
>> abnegados, voluntariosos que fazemos o carnaval de rua do Rio ser o melhor
>> do mundo sem cobrar nada para ninguém! E ainda temos que pagar quantias
>> exorbitantes que não temos a mínima condição de cumprir. Assim vão acabar de
>> vez com o carnaval de rua de vez. Então teremos que fugir do vazio que se
>> transformará nossa Cidade, indo para à Região dos Lagos, acampar em Visconde
>> de Mauá, dançar frevo em Olinda, axé-music em Salvador, ou para São Paulo?
>
>>
>> Bom carnaval (se possível ainda for).
>>
>> Parodiando somente a letra do samba “Praça Onze” de Herivelto Martins e
>> Grande Otelo, bolei uma marchinha para ser cantada pelos blocos que quiserem
>> protestar quando o ECAD chegar. Quem desejar, e souber, pode copiar e fazer
>> a música para cantar no desfile de seus respectivos blocos. O uso da mesma
>> está liberado, não cobro direito autoral dos verdadeiros foliões que só quer
>> ter e fazer alegria.
>>
>> Divirtam-se
>>
>>
>> VÃO ACABAR COM O CARNAVAL DE RUA
>>
>> VÃO ACABAR COM O CARNAVAL DE RUA
>> NÃO VAI TER MAIS FOLIA, NÃO VAI
>> CHORA ARLEQUIM, COLOMBINA E PIERRÔ,
>> JARDINEIRA E NEGA FULÔ
>> ARRECADE A FANTASIA E GUARDAI
>> PORQUE O BLOCO NA RUA NÃO SAI
>>
>> ADEUS, MEU CARNAVAL, ASSIM NÃO DÁ
>> VOU ACAMPAR EM VISCONDE DE MAUÁ
>> LEVO COMIGO MINHA INDIGNAÇÃO
>> BRINCAR NA RUA NÃO DÁ ARRECADAÇÃO
>> MARCHINHAS NINGUÉM CANTA NEM TOCA
>> POIS ACABOU O CARNAVAL CARIOCA
>>
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