Ué, mas eu não falei de sampa... eu disse que nós cariocas não ligamos para os
estereótipos e os preconceitos...
Querem nos chamar de malandros? Beleza, somos! Boêmios? Beleza, somos.
Mas também somos trabalhadores e muito.
Boa
parte da boêmia/malandragem da Lapa antiga era composta por gente que
ralava e muito, estivadores do cais do porto, operários fabris,
pedreiros... gente da raia miúda que complementava seus ganhos com
tudo, com samba e, para alguns mais privilegiados pela natureza, até
pela cafetinagem...
Mas é só olhar para a própria história dos sambistas que você vai ver esta
mistura.
Malandro não é vagabundo, via de regra. É o trabalhador braçal que rala e caça
uns caramingués com o samba.
Olha a vida do mundo do samba, Porteiro, lavador de carro, engraxate,
serventes, práticos de
farmácia...
Mas tem gente que confunde malandragem com vagabundagem.
Nem sempre são a mesma coisa, havia malandros vagabundos e havia maladros
trabalhadores.
Cartola lavou carro, foi porteiro, engraxate...
Monarco foi auxliar de serviços gerais, porteiro, feirante.
Zé Keti também foi feirante...
Então, malandragem e vagabundagem não é a mesma coisa.
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