Acho que está faltando a citação de alguma marcha do Tonhão, o 
Antonio Andrade, o compositor da minha infância, da minha terra,
Patos de Minas.
 Ele andava de bicicleta pela cidade e gostava quando a gente gritava
o nome dele:  "Tonhão!  Tonhão!".  Ele ficava todo alegre, vinha
conversar com a gente.
 Diziam que o Tonhão não sabia ler e escrever. Mas era muito
inteligente!  
 Veja algumas letras das músicas de Carnaval  do Tonhão, musicas
que não sairam da lembrança:  
 "Eu sou o garoto-estilingão
 Eu uso bem uma atiradeira
 Quando alguém mexe comigo
 Dou uma pedrada daquelas bem certeira
 Ringo, Rei do Gatilho
 Do estilingue eu sou coroado
 A Polícia quer me ver em cana
 Mas como pode haver um rei encarcerado?
 Eu sou ...
 Eu sou o garoto-estilingão ..."
 ....
 "Piriquito rói
 O cocô cai
 Vou comer cocô - cô - cô
 Sem tê trabái (bis)
 Piriquito é meu
 O cocô é seu
 Piriquito é a ave
 que Deus me deu.
 Vou comê côco - cô- cô
 Piriquitinho iô-iô
 De agora em diante
 Sou  um grande amigo seu."
 ... ...
 "Mataram o Jack Matador
 E o pistoreiro morreu - morreu
 Agora quem tá em seu lugar
 é o seu filho, sou eu, sou eu"
 .... ....
 "Roubaram a bicicleta do Tonhão
 Deixaram o meninão andar a pé
 Mas Isso é covardia do ladrão
 Sem bicicleta pra carregar muié"
 Pois é. Não citaram as músicas do Tonhão.
 Bem!  Em seguida, matéria da Ana Clara Brant, Correio Braziliense
de hoje, reportagem sobre as marchinas de Carnaval.
 Abraços.
 Bom Carnaval ! Juízo!
 Caio Tiburcio

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 As marchinhas ressurgem com força na folia, com concursos e blocos
de rua 
 Ana Clara Brant 

        Publicação: 04/03/2011 07:00 Atualização: 04/03/2011 07:40     
                Haroldo Costa: "Os blocos não deixaram a marchinha morrer"
 Que tal ouvir “O teu cabelo não nega, mulata”, em vezde
“Posso não, quero não, minha mulher não deixa, não”. Ou quem
sabe “Mamãe, eu quero mamar” no lugar de “Extravasa, libera e
joga tudo pro ar”. Vale também trocar o hit baiano Tchubirabiron
pelo clássico Ó abre alas. Essa é a proposta de muitos carnavais
espalhados país afora que estão preterindo axés, tecnobregas e
outros gêneros musicais similares e dando ênfase às tradicionais
marchinhas. O clima de nostalgia dessas canções — muitas vezes
até centenárias — tem contagiado foliões de todas as idades. 
 O centro de toda essa eclosão é o Rio de Janeiro, que revive mais
do que nunca seus tradicionais bailes e, principalmente, blocos. E
claro que boa parte da trilha sonora é feita de Alala-ô, Cabeleira
do Zezé e Cia. limitada. “Já há algum tempo o carnaval está
muito voltado para a Bahia, que é extremamente comercial. As pessoas
pagam fortunas pra correr atrás do trio, ao contrário do carnaval de
rua, de blocos, que é extremamente democrático. Não quero tirar o
mérito, mas a folia baiana é mais uma maratona do que um carnaval. E
agora, no Rio, alguma coisa começa a brotar e a cidade prova mais do
que nunca que o carnaval de rua voltou com força total. As marchinhas
também estão nessa onda”, acredita o historiador da música
popular brasileira, Renato Vivacqua, carioca radicado em Brasília.
 Para um dos principais pesquisadores e promotores do carnaval,
Haroldo Costa, na verdade, as marchas carnavalescas sempre estiveram
presentes, mesmo que de maneira discreta. Entretanto, a criação do
Concurso de Marchinhas da Fundição Progresso, no Rio, há seis anos,
acabou despertando um novo interesse sobre esse gênero musical tão
brasileiro. 
 “Antigamente, fazia-se um repertório exclusivo para o carnaval e
foi assim que surgiram as marchinhas notórias que conhecemos. Mas, ao
longo dos anos, a falta de interesse das gravadoras e das rádios por
elas fez com que a prioridade da folia fosse os sambas-enredo e depois
o axé, e elas ficaram sem estímulo. Com o concurso da Fundição e
os blocos de rua bombando, voltou a se difundir e a propagar as
marchinhas. Os blocos não deixaram a marchinha morrer”, comenta
Haroldo que é o diretor artístico dos Bailes Devassa, que vão ser
realizados pela primeira vez no Rio e terão um repertório
basicamente voltado para as tradicionais músicas carnavalescas. “É
outro ponto importante. A volta dos bailes adultos e infantis não é
só no Rio, mas em outras cidades. Não deixa de ser também um
resgate do nosso carnaval”, acredita ele, que também faz a
direção musical do famoso Baile do Copacabana Palace.
 [FOTO2]Segredo
 E qual será o segredo do sucesso das marchinhas? Mesmo canções
compostas há décadas estão na ponta da língua de crianças, jovens
e adultos. Não há quem resista aos versos de Me dá um dinheiro aí
ou Mulata bossa nova. “Não é querer ser saudosista, e toda época
tem seus bagulhos, mas músicas boas ficam para a história e esse é
o caso das marchinhas, especialmente as compostas entre os anos 30 e
50. Elas eram brejeiras, tinham letras e melodias maravilhosas, até
porque eram feitas pelos grandes compositores daquele período. Hoje,
o pessoal está preocupado em criar música hermética, que precisa de
bula pra entender”, alfineta Vivacqua.
 O historiador acrescenta que as marchinhas sempre arrebataram o
público pelo seu cunho social e por sua leveza, alegria e malícia.
“As marchas eram um almanaque do ano e do dia a dia. Tudo o que
acontecia virava música. A conquista da Lua, a eleição de um
político. Elas eram um verdadeiro jornal cantado. E o povo se
projetava naquilo, se via naquilo”, opina.
 As marchas carnavalescas de hoje também mantêm os assuntos da
atualidade e a crítica social como temática e, inclusive, uma das
que prometem fazer mais sucesso no carnaval 2011 é a Marcha do xixi,
de João Roberto Kelly, que alerta os foliões para a utilização de
banheiros nos blocos. 
 Pirenópolis
 Brasília também tem uma parte de sua folia voltada para as marchas
carnavalescas. Bailes em clubes e blocos tradicionais da cidade não
deixam de cultuar essas animadas canções. “O Pacotão é o nosso
grande exemplo. Sempre organiza concurso, tem esse cunho político nas
canções, apesar de não se preocupar muito com a estética. Mas é
louvável porque não deixa de manter a tradição”, destaca Renato
Vivacqua. 
 Na cidade histórica goiana de Pirenópolis, a 150km da capital
federal, há cinco anos, pelo menos, o repertório do carnaval é
basicamente tradicional. Em 2011, pela primeira vez, não será
permitido o som automotivo no centro da cidade. “A nossa folia é
bem voltada para a família, só com marchinhas mesmo. No começo,
tivemos uma certa resistência, especialmente por parte dos jovens,
mas fizemos um trabalho de conscientização e hoje já é algo
consolidado”, assegura o secretário de Turismo do município,
Sérgio Rady. Toda a folia acontece na Rua Direita, uma das principais
do centro histórico, onde casarões coloniais remetem ao passado
tornando a diversão dos antigos e novos blocos carnavalescos
garantida.
 Tradição
 A marchinha é reconhecida como a música de carnaval no Brasil. No
seu período áureo, que foi da década de 1920 a 1960, foram criadas
canções bem populares da nossa história, reunindo no seu time de
compositores alguns dos mais importantes nomes da música brasileira
tais como Braguinha, Mário Lago, Lamartine Babo, Noel Rosa, Herivelto
Martins, entre outros. Ó abre alas, de Chiquinha Gonzaga, é
considerada a nossa primeira marchinha e data de 1889. A fórmula de
sucesso das marchas carnavalescas era razoavelmente simples: compasso
binário, como a marcha militar, andamentos acelerados, melodias
simples e de forte apelo popular, além de letras irônicas, sensuais
e engraçadas.
 Programação Carnaval Pirenópolis
 5 a 8 de Março as 21h às 3h: 
 Tradicionais archinhas com Banda Phoenix ocal: Rua Direita, Centro
Histórico 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/03/04/interna_diversao_arte,240965/as-marchinhas-ressurgem-com-forca-na-folia-com-concursos-e-blocos-de-rua.shtml
[1]
 On Sex 04/03/11 07:37 , Sonia Palhares Marinho
[email protected] sent:
    Eu perguntei ao mal-me-quer Se meu bem ainda me quer Ele então
me responde que não Chorei... 
  Sonia Palhares (BsB-DF)
-------------------------
 Date: Fri, 4 Mar 2011 00:18:48 -0800
 From: [email protected]
 To: [email protected]; [email protected]
 Subject: Re: [S-C] Revista Veja: As 10 melhores marchinhas de
Carnaval de todos os tempos
 Bandeira Brancaaaaaaaa....
 --- Em QUI, 3/3/11, CAIO TIBURCIO __escreveu:
 De: Caio Tiburcio 
 Assunto: [S-C] Revista Veja: As 10 melhores marchinhas de Carnaval
de todos os tempos
 Para: [email protected]
 Data: Quinta-feira, 3 de Março de 2011, 14:52
        03/03/2011às 9:12  Carnaval, Diversão  

AS 10 MELHORES MARCHINHAS DE CARNAVAL DE TODOS OS TEMPOS [2]

Você conhece alguma marchinha carnavalesca? Antes de responder que
não, confira nossa lista com as 10 melhores – que foram bem
difíceis de eleger. Você vai ver que esses repetitivos refrões
estão colados (e muito) na nossa memória.
 Por Pollyane Lima e Silva
1. Turma Do Funil; 
2. Mamãe Eu Quero
3. O Teu Cabelo Não Nega
4. Abre Alas
5. Saca Rolha
6. Me Dá Um Dinheiro Aí
7. Aurora

(...)  

http://veja.abril.com.br/blog/10-mais/diversao/as-10-melhores-marchinhas-de-carnaval-de-todos-os-tempos/10/#ancoratopo
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