interessante este texto do (
http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2011/03/16/Por-que-o-MinC-esta-certo-em-autorizar-Maria-Bethania-a-captar-13-milhao-para-seu-blog.aspx
).

Em 21 de março de 2011 17:54, Jose-Luis Vivas Frontana <[email protected]>escreveu:

>  Aconteceu uma coisa curiosa comigo relacionada com este tema. A cantora
> Ilessi Silva tem uma página no Facebook, eu estava inscrito há algum tempo
> mas nunca tinha participado de nada. Aí apareceu ontem uma nota dela
> reproduzindo um depoimento de um tal de Lobão  (que não sei quem é), que
> apareceu no Jornal das Dez foi de sexta-feira (18/03/2011). Eu achei as
> declarações dele totalmente vazias e escrevi o seguinte na página dela:
>
> "Ele diz que não se ganha discussão com "retruques" como presidiário, cala
> a boca idiota, etc. Correto. Mas os que ele usa não são lá muito melhores:
> acho uma "imoralidade", "absurdo", "descabimento", "todo" o mundo faria "de
> graça", o Brasil não lhe pertence, etc. Truculento, mas sem muito argumento.
> Não é assim que alguém vai me convencer."
>
> Aí outra pessoa lá escreve o seguinte:
>
> "Qualquer pessoa, mesmo que a gente não admire ou discorde pode dizer o
> que pensa. Temos o direito de concordar ou não. Os argumentos dele são
> claríssimos e fortíssimos, concordar já é outra história, depende da visão
> de cada um."
>
> Como eu não tinha dito nada acerca do direito dele de dizer o que fosse,
> respondo o seguinte:
>
> "Eu não discordo nem concordo, simplesmente não vejo argumento. É o que eu
> penso, posso dizer, não?"
>
> Ai essa pessoa respondeu:
>
> "Claro que pode, como já disse acima. Mas continuo achando que ele deu
> argumentos, da maneira dele, mesmo que pareçam "truculentos". Mas aí já é o
> que eu penso..."
>
> Como eu continuava sem ver argumento algum nas palavras do lobão,
> perguntei:
>
> "Qual argumento?"
>
> Aí veio esta resposta, que não me dizia nada:
>
> "Eu li o texto e achei vários, se você não achou, aí é uma outra questão."
>
> Como eu sou uma pessoal racional e quero entender as coisas,  já que essa
> pessoa teimava em não me esclarecer, continuei batendo na mesma tecla:
>
> "Me diz um, seja específica."
>
> Não recebi resposta alguma. A pesar da minha insistência ninguém la
> conseguiu me dizer onde havia um único argumento no texto do Lobão. O que
> não seria muito difícil se realmente havia um.
>
> Aí hoje, essa pessoa coloca um link a um artigo do Pablo Vilhaça sobre o
> assunto, de um teor muito diferente (
> http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2011/03/16/Por-que-o-MinC-esta-certo-em-autorizar-Maria-Bethania-a-captar-13-milhao-para-seu-blog.aspx
> ).
>
> Li o artigo, e desta vez achei muito bom, ao contrario da gritaria do
> Lobão. Recomendo a todos. Ele explica tudo detalhadamente e assumindo que o
> leitor também é um ser inteligente.
>
> Aí eu resolvi escrever uma notinha em resposta, agradecendo pela informação
> e dizendo que desta vez sim achei o depoimento muito bom. Mas qual a minha
> surpresa, quando eu vi que não dava pra responder já que  eu havia sido
> eliminada da lista de amigos da Ilessi Silva!!!
>
> É isso aí que dá discordar dessa gente.
>
> JLV
>
>
> Aqui vai o depoimento do Lobão:
>
>  *Eu acho que é uma imoralidade, e se vem com esse recurso meio cínico de
> dizer que tá tudo certo judicialmente, às vezes o que é legal não é ético.
> Às vezes é muito reprovável, e nesse caso, o é. E acho que, com
> truculência... Eu venho ao longo desses meus 35 anos de carreira, ouvindo de
> réplicas e retruques e, tipo assim: "Drogado! Invejoso! Tá usando
> psicotrópicos! Presidiário! Cala a boca, idiota! Mal caráter!" ..., e não é
> assim que se ganha uma discussão. É dinheiro público sim, porque o imposto
> no Brasil custa 40% que a gente paga de taxas de impostos escorchantes,
> pr'um serviço público péssimo, e esse dinheiro é interceptado na fonte, é
> colocado, e aí o Ministério da Cultura vira um filtro, uma banca de
> negócios, pra mesma corriola.
> *
>
>
> *Eu quero deixar pra todo mundo saber que eu continuo com a mesma posição.
> Não houve nenhuma precipitação da minha parte; eu procurei saber. Eu acho
> que um blog por um milhão e 300..., que foi pleiteado por um milhão e 600,
> um absurdo. Todo mundo faria de graça. A tecnologia de hoje permite isso;
> isso é um descabimento; isso é uma fronta! Nós estamos numa crise artística
> excepcional, onde a MPB se prevalece do poder público pra artificializar sua
> vida, enquanto que as rádios artificializam o sucesso através do jabá.
> Então, a gente tá vivendo um momento muito crítico. Agora, meu querido
> Andrucha, se você quiser, eu faço de graça tudo o que você fizer. Agora, o
> carma vai ser muito sério. O Brasil não lhe pertence. Nem a nenhum de vocês.
> *
>
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