De onde saiu essa bobagem?

El 12/04/2011 13:40, Phadha Phada escribió:
  Choro pra Chines Ve...:-(


O repertório de Dilma

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/trivial-do-poder-soft-brasileiro-na-china


Dilma carregou para a China o grupo "Choro Livre", ligado ao Clube do
Chorinho de Brasília, e liderado por Reco do Bandolim. Os cinco
músicos farão uma apresentação em Pequim e outra em Shangai enquanto
Dilma estiver por lá em visita oficial.

Foi a própria Dilma quem escolheu o repertório - músicas de Roberto
Carlos. E indicou pelo menos uma das músicas: "Como é grande o meu
amor por você".


att
Fabio Padilha(gangaz)



Em 10 de abril de 2011 14:24, Sonia Palhares Marinho
<[email protected]>  escreveu:
DILMA LEVA PARA A CHINA O CHORO LIVRE DO BRASIL





Mais do que um gênero musical, junto com a Presidenta Dilma em sua viagem à
China no dia 07 de abril, segue a própria Alma Brasileira que mereceu
inclusive a nobreza deste título no “Choro Número Cinco” de Heitor Villa
Lobos, o gênio brasileiro que está entre os dez maiores compositores da
história da humanidade.



O choro brasileiro, livre em sua alma, é a expressão de todas as etnias e
formas sentimentais do povo brasileiro. O Brasil jamais esteve divorciado
dessa alma, dessa verdadeira identidade da nossa gente, tanto que Mário de
Andrade sentencia que é esta, “a música popular brasileira a mais totalmente
nacional e a mais forte criação de nossa raça até agora”.



Essa nacionalidade está condicionada aos fatores sociais e do tempo do
próprio Brasil. O Choro Brasileiro não é um fenômeno isolado, mesmo atento
às tendências de cada época e interligado com o sentimento de nossas artes.
Se ele liga uma arte à outra, com o fio invisível que Camargo Guarnieri
prefere chamar de “espírito do tempo”, o choro é o som e o ritmo desta forma
humana de sentir e fazer a arte do Brasil. É um mundo geograficamente visto
como uma peça de autêntica brasilidade. Ao mesmo tempo são os seus sons que
fazem a ponte entre dois fundamentais movimentos brasileiros, o popular e o
erudito. Por isso, o clima constante de disponibilidade emotiva dos segredos
espirituais de nossa arte que esteve presente na Semana de Arte Moderna de
22, é revelado também com os sons do nosso povo.



Mário de Andrade descreve de forma poética essa criação espontânea que
constrói de forma gradativa a síntese da linguagem da arte
brasileira. “Enquanto o povo boliviano traz a entre seus lábios a folha de
coca, o povo brasileiro traz em seus lábios a sua música, a sua
melodia”. Uma melodia alicerçada na filmagem de seus próprios sentimentos,
favorecendo todas as nossas infinitas fusões.



E é desta originalidade formidável que Mário de Andrade faz uma análise de
um dos clássicos do choro brasileiro do nosso gênio Pixinguinha que, aliás,
é justo no mês de abril que, em homenagem ao seu nascimento, é comemorado no
dia 23 o Dia Nacional do Choro. Em nota, Mário de Andrade diz sobre
“Urubatã” de Pixinguinha: “Disco admirável. Riqueza e beleza de combinações
instrumentais. Alfredo Viana é o próprio Pixinguinha. O título “Urubatã” é
digno de nota. Urubatã é um deus do catimbó cuja melodia registrei no
Nordeste. Pixinguinha, macumbeiro contumaz carioca, denominando uma obra sua
em nome de Catimbó”.



Ao mesmo tempo em que esta alma brasileira, o choro, é homenageada na viagem
da Presidenta Dilma à China, Chiquinha Gonzaga, a mais legítima
representante das mulheres brasileiras, aparece como uma das figuras
centrais desse caráter nacional que é o choro brasileiro. Pois foi ela,
Chiquinha que, ao lado de Joaquim Antonio Callado, fixou com detalhes e de
maneira afirmativa o termo “choro” como um gênero rigorosamente brasileiro,
extraído da multiculturalidade manifestada pelo povo até aquela época, a
segunda metade do século XIX.



E, mais uma vez, como disse Mário de Andrade: “Francisca Gonzaga continuou
demonstrando ao Brasil como eram ricas as peças populares”, com o seu
caráter generalizado com que ela compunha e executava para deixar impressa
esta alma nas instituições oficiais do Brasil, sendo o Corta Jaca – Gaúcha o
seu mais conhecido e executado choro.



Todos estes documentos distintos que seguem nesta viagem de Dilma à China,
são símbolos que estão contidos no extraordinário repertório do grupo Choro
Livre liderado e legitimado por um dos mais importantes personagens da
história contemporânea da música brasileira, Henrique Filho, o Reco do
Bandolim que, além de uma apresentação crítica e refinada, leva uma obra
positivamente artística como instrumentista, bandolinista, compositor e
Presidente do Clube do Choro de Brasília que é hoje considerado o templo
sagrado da música instrumental brasileira. E é esta mesma síntese que
possibilitou a expansão dos horizontes de sua liderança frente ao choro
contemporâneo brasileiro que ergue agora o Espaço Cultural do Choro em
Brasília, com a assinatura de Niemeyer e que deixa cada vez mais expresso
que a capital do Brasil é também a Capital do Choro Brasileiro.



Por isso temos muito que comemorar essa demonstração de respeito e carinho
que a Presidenta Dilma tem com o universo multidisciplinar que é a
manifestação musical do Brasil. Um universo riquíssimo que reflete a
característica do nosso povo que conforma a produção humana do país com a
realidade da arte nacional.



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