Repassando mensagem do querido amigo Gerdal! Beijos!
Prezados amigos,         Antônio Candeia Filho, o Candeia, legou à posteridade 
uma obra de alto relevo - hoje curtida especialmente pela rapaziada ligada no 
chamado samba de raiz e animadora de rodas de samba espalhadas pela cidade - e, 
movido pelo seu espírito crítico, criou, em 1975, o Grêmio Recreativo de Arte 
Negra e Escola de Samba Quilombo, como consequência do seu desagrado com a 
descaracterização do desfile principal das escolas de samba, já então "assim" 
de sambeiros da alta e "paraquedistas" da classe média. Filho de um tipógrafo 
flautista, cidadão muito considerado em Oswaldo Cruz e Madureira, amigo de 
Luperce Miranda, Zé da Zilda e Claudionor Cruz, entre outros nomes de realce na 
MPB, Candeia, desde menino, familiarizou-se com as rodas de samba, estendendo 
mais tarde tal proximidade à capoeira e ao candomblé, e com 14 anos já saía na 
Portela fantasiado de mecânico. Três anos depois, em 1957, integrando a ala de 
compositores da escola, ganhou o seu primeiro samba-enredo, "Seis Datas 
Magnas", em parceria com Altair Prego, que embalou um desfile histórico e 
campeão da Portela, "dez, nota dez" de ponta a ponta na apuração. No início dos 
anos 60, dirigiu o conjunto Mensageiros do Samba (ainda Picolino, Casquinha, 
Jorge do Violão, Bubu, Casemiro, Arlindo e Davi do Pandeiro), e, entre seus 
discos, na companhia de outros bambas, além de Casquinha, como Luíz Grande, 
Joãozinho da Pecadora, Wilson Moreira,  Velha da Portela e Anézio do Cavaco, 
participou de elepês de uma ótima série, Partido em 5. Ingressou na polícia 
civil em 1961, mas, quatro anos depois, com fama de "marrento", meteu-se em 
entrevero de trânsito e foi alvo de disparo de arma de fogo que lhe atingiu a 
espinha dorsal, o que, infelizmente, o prenderia a uma cadeira de rodas pelos 
últimos 13 anos da sua vida.             "Amor Não É Brinquedo" (com Martinho 
da Vila), "Pintura sem Arte", "Minhas Madrugadas" (com Paulinho da Viola), 
"Filosofia do Samba", "Dia da Graça", "Preciso Me Encontrar", "De Qualquer 
Maneira", "Peixeiro Grã-fino" e "O Mar Serenou" são daquelas páginas belas, 
como observaria Monarco, no livro de ouro da criação de Candeia, parte delas 
relida  nesta quarta, 13 de abril, a partir das 20h, com entrada franca, por 
Alan Rocha no show-homenagem "Luz Que Clareia no Samba", no Teatro Sesi 
Jacarepaguá ("flyer" abaixo). Cantor, cavaquinhista e ator, Alan faz parte da 
simpática e atraente formação da Orquestra Popular Céu na Terra, na qual faz 
ainda direção musical. Karla da Silva (foto abaixo), nascida para cantar e 
encantar, será uma presença e tanto no palco, em participação especial, para a 
qual Alan destinou a sua belíssima "Senhora dos Encantos", faixa de disco dela, 
o primeiro, a ser lançado em breve. Axé!       Um bom dia a todos. Muito grato 
pela atenção à dica.        Um abraço,        Gerdal Pós-escrito: no "link" 
abaixo, 1) imagens de Candeia, de 1969, entre outros sambistas, cantando 
partido-alto e dando, informalmente, uma aula magna sobre o assunto; 2) Karla 
da Silva canta "Fubá", de Raphael Gemal e Isaac Chuenk, outra faixa do seu 
primeiro disco; 3) Alan Rocha canta "Mora na Filosofia", de Candeia, em prévia 
do show de logo mais à noite.        
http://www.youtube.com/watch?v=-eQ4qDfl_zY&feature=related (Candeia e o 
partido-alto)       http://www.youtube.com/watch?v=_QHkwU8PiMg ("Fubá", com 
Karla da Silva)       http://www.youtube.com/watch?v=g2G2fhkU42M  ("Mora na 
Filosofia", com Alan Rocha)
 
 

Karla  da  Silva
acesse: www.myspace.com/karlavozes



 


                                          
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