Caro colega Olivier,

Vc tocou no ponto que eu abordei em meu email sobre o assunto:

A susceptibilidade, propensão das pessoas em absorverem frases e pensamentos
prontos oriundos das grandes corporações.

Este tal do "heterogêneo" foi argumento aqui na nossa companhia que dificultou e
dificulta a adoção do Ooo até hoje.

As pessoas tem preguiça de pensar por elas, e por culpa da própria Internet vão
buscar as experiências dos outros. A experiência que der menor trabalho elas
apresentam, pois elas mesmas não querem ter trabalho.

Volto a conclamar os colegas a uma coisa séria, até para a personalidade:

Leiam sobre um assunto, mas usem espírito crítico, e se perguntem:

1. Em tal lugar o ambiente é parecido com o nosso ?
2. Que tipo de gerente o outro lugar tem ?
3. Vou ter trabalho, mas o retorno vai ser favorável ?
4. Posso convencer meu gerente que ele vai ter ganhos pessoais com a migração ?
5. Quem é o autor de determinada idéia ? Está ligado a algum grande grupo ?
6. Que argumentos filosóficos posso colocar para facilitar a migração ?
7. Sou suficientemente articulado e tenho poder de convencimento para defender
meu ponto de vista ?
8. Tenho um grupo de discussão suficientemente numeroso e competente para
garantir a resolução de problemas ?

Vcs colegas são o item 8, e ele tem sim como resposta.

Ipso factum.

Bernardo



Citando Olivier Hallot <[EMAIL PROTECTED]>:

> 
> 
> Bruno Limmer wrote:
> 
> >
> > Onde trabalho, há anos usamos o StarOffice/OOo, não tem mais M$Office 
> > em máquina nenhuma. Só não nos livramos do Windows porque precisamos 
> > de suporte nativo ao formato DWG. Se tivéssemos um port medianamente 
> > razoável do CAD (AutoCAD, IntelliCAD, etc.) para Linux já teríamos 
> > mudado de SO.
> 
> Todo mundo usa Autocad?, se não, migre os que não precisam dele. 
> Acredite, é uma experiência e tanto. Recupere seus ciclos de CPU 
> desperdiçados com antivirus e outros anti...
> 
> OBS> Parece ser algo do sub-inconciente, mas muitos que planejam a 
> migração de ferramentas Office o fazem pensando que terão 
> obrigatóriamente de ter 100% dos computadores migrados. Efetivamente não 
> será este o resultado, exceto em casos muito especiais.  É a partir 
> desta premissa equivocada, que a argumentação da Microsoft funciona. 
> Cria-se o falso medo que as ferramentas serão heterogêneas e que o caos 
> se instalará na empresa.
> 
> O planejamento deve partir da premisssa que haverá um mix de ferramentas 
> e que o alvo será fazer com que a ferramenta a ser removida seja 
> completamente subjugada pela ferramanta nova em dado intervalo de tempo. 
> Se chegar a 95% do parque instalado em OO, é "case" de escola de  MBA e 
> matéria na Voce SA.
> 
>  Abs.
> Olivier
> 
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