Vê-se que a matéria foi produzida por pessoal que entende muito pouco
do projeto.
Vamos alguns fatos sobre as dicas e os "pontos negativos":

1. O OOo tem vários pontos negativos em relação ao Office da M$, mas
nenhum deles é relativo ao fato de ser limitado para se trabalhar com
textos - todos os pontos se refere a integração do ambiente com
servidores e compartilhamento de informação. O fato de OOo não ter
tantas informações no contar palavras somente será notada para quem
trabalha com editoração eletrônica (faz trabalhos de digitação e cobra
em função do número de parágrafos, páginas, palavras, caracteres, área
de texto, figuras, tabelas etc.) - todas essas informações estão
disponíveis no Navegador (F5) e portanto não é uma falha do OOo,
apenas as coisas estão em locais diferentes (o OOo só não dá tudo
resumido). Particularmente faço artigos, teses etc., tudo no OOo e não
me lembro de ter usado tal função. Chega a ser má fé uma informação
atravesada como essa.
2. A mudança para o .odt não é e jamais será algo para ser visualizado
como "por baixo dos panos". Em um bom plano de TI em uma empresa a
consideração do formato de arquivo deveria vir como uma das
prioridades a serem analizadas.
3. Considerar que o OOo não tem cliente de e-mail como o Outlook como
uma falha grave é um absurdo para a filosofia do software livre: se
você quizer, use o Evolution ou Mozilla (+ funcionalidades) ou mesmo o
Outlook Express (- funcionalidades). Aliás, a filosofia do software
livre é se ter liberdade de escolha (em breve prevê-se inclusive que
mais editores passem a utilizar o Open Document), bem diferente da
mentalidade M$ (tudo e todos para mim)
4. Sobre as dicas: você pode aumentar o cache mesmo em máquinas que
não tenham muita memória, mas exceto se o seu sistema for Linux (em
que o arquivo de paginação fica em uma partição própria), vai ficar um
carroção. O Windows terá que reajustar o arquivo de paginação e,
principalmente, fará um uso intensivo do disco, no lugar da memória,
não trazendo grandes benefícios. Você tem que ter sensibilidade para
ajustar os valores adequados ao seu uso, por exemplo, não há nenhum
motivo para você aumentar muito o tamanho do cache de objetos (leia-se
gáficos) quando você faz basicamente texto e possui uma ou outra
figura (como por exemplo o logo de sua empresa, o qual é inserido
somente uma vez no cabeçalho e aparece em todas as páginas) no
documento.
5. O OOo não é o concorrente gratuito do Ofice da M$, ele o
concorrente livre, não confundir gratuidade com liberdade (em inglês
as palavras podem até ser confundidas, mas em português, NÃO!). Em
breve qualquer distribuição Linux será vendida e, no seu bojo, o OOo.
Para Windows, diversas empresas começarão a vender pacotes de ERP para
escitório e, de quebra o OOo estará embutido. É uma questão de tempo.

Minha opião: este tipo de artigo mais atrapalha que ajuda.

André Cavalcante
Manaus, AM.

2005/11/29, Fatima Conti <[EMAIL PROTECTED]>:
>
> Oi
>
> Vc viu a matéria abaixo no "Web Insider"?
>
> Alguém pode me dizer se as 2 dicas finais só servem mesmo
> para pc´s com 256 Mb ou + de RAM?
>
> Agradeço antecipadamente :)
>
> --
> Beijins
> Fa
> -------------------------------------------------------------
> "Assim como os diamantes, as dividas do governo são eternas."
> -------------------------------------------------------------
>
> 23/11/2005 12:03
>
>
> OpenOffice 2 é opção gratuita ao MS Office
>
>
> Testamos a segunda edição do concorrente gratuito do Microsoft Office,
> recém-lançada. Possui qualidades e pontos a melhorar, mas pode ser usada
> tranqüilamente. Veja algumas dicas para melhorar o desempenho.
>
> Paulo Rebêlo com Folha de Pernambuco
>
>
> Parecia que não ia ter fim. Após dois anos de desenvolvimento euma
> dúzia de versões experimentais, finalmente sai a segunda edição do Open
> Office (OO), o principal concorrente do Microsoft Office em pacotes de
> escritório. Para quem ainda não conhece, o OO foi criado a partir do
> antigo Star Office, desenvolvido pela Sun, mas que hoje é vendido pela
> empresa, apesar de ter praticamente as mesmas funcionalidades do OO.
>
> O Open Office é completamente gratuito, ocupa menos da metade do espaço
> do concorrente da Microsoft e não possui formatos proprietáriosde
> arquivo, ou seja, você não fica dependendo do Windows. O pacoteinclui
> editor de textos, planilha, apresentações, banco de dados e utilitário
> para equações matemáticas. Tudo à distância de um download com 80 Mb e
> em 36 idiomas, incluindo português do Brasil.
>
> Para quem testou as edições beta anteriores, não há mudanças
> significativas na versão final. No entanto, a grande sacada é invisível
> ao usuário: a adoção do padrão "OpenDocument" para os arquivos criados
> no OpenOffice. Trata-se de um formato novo, não-proprietário,
> diferentemente da extensão .doc da Microsoft e que poderá ser utilizada
> por uma infinidade de programas e qualquer plataforma  Windows, Linux,
> MacOS, FreeBSD etc.
>
> Mas o Open Office também tem suas falhas graves. Não há umcliente de
> e-mail para concorrer com o Outlook e, apesar de possuir quase todas os
> recursos básicos  para usuários domésticos  do Microsoft Office,
> alguns detalhes e funções avançadas ficaram de fora. A função de "contar
> palavras" do editor de textos, por exemplo, é pobre e sem informações
> extras. Um obstáculo considerável para quem depende de textos,
> relatórios e outros documentos grandes para trabalhar.
> Dicas de velocidade
>
> - Se você tem 256 Mb de RAM em diante, duas dicas podem melhorar a
> performance do Open Office. Abra qualquer dos programas e vá ao menu
> Ferramentas.
>
> - Na opção de "memória", aumente o cache gráfico para 64 Mb e o "memória
> por objeto" para 8 Mb e salve as configurações. Vocênotará a diferença
> após algum tempo de uso.
>
> - Ainda em "Ferramentas", vá na opção de "Java" e desative.
> Aparentemente, o módulo de Java é desnecessário para a maioria dos
> usuários e sobrecarrega demais o sistema. [Webinsider]
>
>
>
> Retirado de
> http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php/id/2642
>
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