Vamos esperar prá ver.
Talvez não seja tão simples assim voltar com a licitação, ela está sendo
questionada na justiça pela Freedows Consortium, que por sinal é ligada à
Cobra Tecnologia, que é do Banco do Brasil, que é um banco público....

Esta informação está no JB.

E a história da "máfia" do software também é citada na reportagem...


http://www.jb.com.br/jb/papel/brasil/2006/01/05/jorbra20060105006.html

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 Câmara cancela pregão de produtos de informática

 Justiça Federal solicitou informações sobre a licitação de R$ 7 milhões

  Hugo Marques e Sérgio Pardellas

   BRASÍLIA - A Câmara cancelou ontem o pregão eletrônico para a compra de
R$ 7,48 milhões em licenciamento de software exclusivo da Microsoft. A
revogação ocorreu depois que a Justiça Federal de Brasília solicitou
informações sobre a licitação, em mandado de segurança impetrado pela
empresa brasileira Freedows Consortium, que alega ter sido impedida de
participar do certame. O principal executivo da Freedows, Luiz Souza,
comemorou a decisão da Casa em revogar o pregão.

 - É o início de uma grande guerra contra o monopólio. Vamos impetrar
recursos contra todos os órgãos que escolhem de antemão produtos Microsoft -
anunciou Luiz Souza.

 O pregão de número 71/2005 da Câmara para aquisição de licenciamento de
aplicativos (softwares) do pacote de escritório MS-Office e outros produtos
da Microsoft foi revogado às 10 horas de ontem.

 Oficialmente, foram quatro as alegações: insignificante economia, de apenas
0,3% em relação ao alto valor total envolvido; manifesta e não usual
ausência de interesse competitivo, retratada pela ínfima diferença entre o
lance vencedor e os valores originais das propostas; disputa de lances
praticamente inexistente; diferenças percentuais uniformes e inalteradas
entre os preços propostos pelas licitantes.

 A compra de software da Microsoft foi estimada em edital no valor de R$ 7,4
milhões. Mas o pregão gerou uma economia de apenas R$ 22.767,01 para a
Câmara. A área de informática tinha uma expectativa de conseguir uma redução
no preço para cerca de R$ 6 milhões.

 Nos bastidores da Câmara foram levantadas suspeitas de que a licitação
poderia estar dirigida para beneficiar uma das empresas revendedoras. A
empresa Allen Informática contaria com apoio de alguns deputados.

 Não foi a primeira vez que a Câmara abortou o processo licitatório. O
pregão eletrônico para substituição do sistema de informática, durante o
qual a Allen acabou levando 10 dos 14 itens licitados, chegou a ser suspenso
no dia 22 de dezembro após matéria publicada pelo *Jornal do Brasil*.

Na ocasião, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB), se comprometeu a
não dar prosseguimento ao pregão sem antes ouvir as ponderações da
comunidade e da Frente Parlamentar do software livre presidido pela senadora
Serys Slhessarenko (PT-MT). A senadora criticou a compra que representava,
segundo ela, ''desperdício de dinheiro público'' e um ''retrocesso'' para a
Casa que vinha implantando o software não-proprietário que independe do
pagamento de licença.

 Mas segundo informações repassadas ao gabinete da petista, à revelia de
Aldo Rebelo, o primeiro secretário da Câmara, Inocêncio Oliveira (PL-PE),
teria autorizado a reabertura do processo e teria se indisposto com Aldo ao
saber da revogação. Procurado, o gabinete do deputado Inocêncio negou que
ele tivesse autorizado a licitação por não estar há mais de 10 dias em
Brasília. Inocêncio foi um dos 79 dos 513 deputados que registraram queixas
contra a instalação do software livre na administração da Casa.

 Ontem, depois de cobrado pela senadora, Aldo teria determinado a revogação
definitiva da licitação. A versão política em contraste com a técnica
apresentada pela Câmara é outro ingrediente que torna todo o imbróglio
envolvendo a substituição do sistema de informática patenteado pelo livre
ainda mais nebuloso.

 Para especialistas do setor, o ''mensalinho'' obtido por intermédio das
agências de publicidade estaria migrando para a área de tecnologia. Em
Brasília, já se comenta sobre um ''clube dos sete''. Seriam sete empresas de
informática que teriam dividido o mercado para despejar produtos das
multinacionais no governo. O serviço público é o maior cliente de software
do país. Procurada, a assessoria da Microsoft informou que vai tentar
escalar executivo da empresa para se pronunciar sobre as licitações
exclusivas para seus produtos e ainda sobre as declarações do empresário
Luiz Souza. *(Colaborou Sergio Duran)*

 
===========================*<http://www.jb.com.br/jb/papel/brasil/2006/01/05/jorbra20060105007.html>
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<http://www.jb.com.br/jb/papel/brasil/2006/01/05/jorbra20060105007.html>*<http://www.jb.com.br/jb/papel/brasil/2006/01/05/jorbra20060105007.html>
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