Olá Alain!

O exemplo que você falou de codificação é bem diferente é do que acontece na documentação de software.

Enquanto os códigos podem ser reutilizados após vários anos, a documentação de um pacote de aplicativos como o BrOffice.org envelhece rapidamente, a cada nova versão, muito antes dos autores sumirem. Pensamos nisso e a garantia de atualização dessa documentação a cada nova versão está na própria licença Creative Commons que usamos, associada ao formato ODF (que permite mantermos um arquivo editável mesmo após muito tempo).

Veja o que está escrito na licença, em http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/br:

   "Você pode:
   * copiar, distribuir, exibir e executar a obra
   * criar obras derivadas

   Sob as seguintes condições:
Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.

Compartilhamento pela mesma Licença. Se você alterar, transformar, ou criar outra obra com base nesta, você somente poderá distribuir a obra resultante sob uma licença idêntica a esta.

* Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra. * Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que Você obtenha permissão do autor."

Ou seja, são permitidas cópias, distribuições e modificações no documento, desde que mantenham o crédito ao autor original, não sejam utilizadas para finalidades comerciais e utilizem a mesma licença.

Baseado na licença Creative Commons e no formato ODF, qualquer pessoa ou organização poderá fazer a distribuição, cópia e atualização do material. Se o uso for não comercial, como é o uso e a distribuição feitos pelo projeto BrOffice.org, não é necessário entrar em contato com o autor. A licença já deixa explicito que o autor autorizou essas ações. Assim, o projeto pode manter a documentação atualizada mesmo que o autor esteja impossibilitado ou não queira mais trabalhar no material. Se, hipoteticamente, o projeto não fizesse a atualização da documentação, qualquer pessoa ou organização também estaria habilitada a mantê-lo atualizado.

No entanto, se for feito qualquer uso comercial, seja cópia, distribuição ou modificação, aí sim a pessoa ou organização que está fazendo o uso comercial deverá solicitar a autorização do autor. Veja que, do ponto de vista do autor, o licenciamento não-comercial é atraente, pois ele tem o controle do tipo de publicação comercial que deseja do seu material. Se quiser, pode permitir a edição de um livro, ou, por outro lado, vetar uma distribuição comercial do seu documento modificado para o uso com software proprietário, por exemplo.

Por isso, não é necessário mudar a licença. O uso licenciado é muito amplo e o uso comercial é possível, desde que com a autorização do autor.

Abraço,
Gustavo Pacheco.



Alain M. escreveu:

A opinião do Gustavo parece correta, mas temos que aprender com a história: participo do projeto www.freedos.org e hoje o pesadelo são programas exelentes escritos há muitos anos atrás e que não podem mais ser usados porque os autores sumiram, mudarem de emails, sairam das listas e etc..

É contra isso que estou tentando avisar os autores mais jovens: quando vocês não forem mais encontrados para fornecer a tal autorização, ficamos proibidos de divulgar seus escritos em qualquer publicação?

É ISSO QUE ESTÁ ESCRITO NA LICENÇA, volto a perguntar é isso que vocês querem?

Então, modifique a tal licença para permitir veiculação ou algo assim...

Ou usem a GNU FDL que tem garantia contra esse problema

Alain


Gustavo Buzzatti Pacheco escreveu:

   Olá Alain!

Os autores estão todos claramente identificados nos documentos. Certamente que não será pela preguiça de um editor chefe em contatá-los que flexibilizaremos esse licenciamento.

Entenda que o que o projeto BrOffice.org sugere é a proteção da autoria contra utilizações comerciais não autorizadas. O que queremos é que o uso comercial das obras esteja sempre em concordância com o desejo e o reconhecimento do autor. Imagine a situação onde um autor de um documento com mais de 100 páginas (e temos esses casos aqui no projeto), ao passar por uma banca de jornais, veja que o seu material virou um livreto de uma editora obscura sem ao menos o seu conhecimento. É esse tipo de situação que não desejamos e, por isso, usamos uma licença de uso não-comercial.


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