Em 13/11/06, Thyago Furtado da Silva <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Descordo completamente. Apenas compare: Canais abertos = Linux Tv por assinatura = Rwindows...
Não é bem assim, a programação da TV é um serviço. Software ainda é um produto. São coisas diferentes. Eu não posso plugar um computador na Internet, por exemplo, e fazer boot nele com linux num dia e depois no outro fazer com windows. Talvez evoluamos para este tipo de coisa, mas, por enquanto não é assim que as coisas funcionam... Eu sou defensor do software livre. Acho mesmo que não vale essa discussão somente para notes. Os maiores impecilhos para a proliferação do software livre no Brasil, ao meu ver, são justamente os ditos "integradores" de máquinas, que montam PCs, fazem acordo com a M$ e, quando vendem para empresas, vai com agreement, eula e tudo mais, mas quando vendem para pessoas físicas, simplesmente instalam Windows pirata para a pessoa ficar usando em casa. Infelizmente vivemos num país em que a corrupção somente é corrupção quando os "outros" a fazem e não quando "eu" a pratico. Daí já ouvi muita gente dizendo que não sente remorso de estar usando um monte de softwares piratas em casa... E ainda justificam dizendo que o problema é o preço! Para um país em que a maioria (maioria mesmo uns 99%) dos usuários não sabe a diferença entre sistema operacional, aplicativos e internet, a coisa é difícil: não adianta alguns poucos quererem dizer que querem poder escolher o SO. As pessoas simplesmente não querem saber dessas coisas. Querem comprar um computador, ligá-lo, dar um clique num ícone e poder ouvir a rádio uol ou qualquer outra que valha, e que usa um formato proprietário para o stream (de propósito). Claro aí eles "dão" o player, que você instala com alguns cliques (às vezes nem sabe que instalou) e você cai na rede (deles!). Desculpem-me o e-mail longo, mas até que eu veja realmente um processo aberto no MP contra a M$ e mais uma porção de fabricantes de PCs, aqui no Brasil, e que dê algum resultado, realmente vou continuar descrente e bancando um advogado do diabo nestas discussões. Aliás estou tentando fazer a minha parte. Sou professor de graduação na federal do Amazonas e, para todos os alunos das minha turmas digo: "Se me mandarem um .doc, excluo na mesma hora." "Se o aluno vier reclamar depois, que entregou o trabalho, ainda digo: não consta na minha caixa de e-mail (claro eu deletei). - Mas eu mandei um doc pro senhor!. - O meu anti-virus deletou! Se não é para eu alterar, mande um pdf. Se é para eu alterar, .odt ou .txt mesmo." E sou xiita quanto a isso! André Cavalcante Manaus, AM.
