Não sei se é válido ressuscitar esse defunto, mas assista a entrevista do Jô
'contra' Julio Neves e Sergio Amadeu:

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=9s690u52SxM
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=GyM0tY3yHVQ

E veja a resposta da comunidade SL:

Uma palestra do 8º Fórum Internacional Software Livre - o fisl8, realizado
no último fim de semana em Porto Alegre (RS) - rebateu as bobagens ditas
pelo apresentar Jô Soares contra a comunidade pró-software livre.

Em 5 de outubro de 2006, o Programa do Jô exibiu uma entrevista com Sérgio
Amadeu da Silveira, sociólogo e ex-diretor-presidente do Instituto Nacional
de Tecnologia da Informação, e Julio Neves, analista de suporte de sistemas
da Dataprev. Uma frase de Amadeu resume sua defesa do software livre: "É
mais estável, é mais seguro e é desenvolvido colaborativamente".

Aparentemente desconfortável no tema - e um pouco impaciente com os
entrevistados -,  Jô Soares abusou da desinformação e da deselegância. Mal
deixou, por exemplo, Amadeu explicar por que o software livre, ao contrário
do software proprietário, tem código-fonte aberto. Ou seja, por que ele pode
ser alterado para potencializar suas funções.

No blog InfoWester, Emerson Alecrim disparou: "A entrevista foi péssima.
Logo de início, Jô Soares me pareceu hostil com o assunto. Suas declarações
iniciais davam a entender que software livre é uma enganação, como se fosse
um produto cheio de vantagens no início para ser cobrado no final".

O exemplo do Linux

Segundo Alecrim, "Sérgio Amadeu se enrolou para desfazer os equívocos, mas
não era para menos: Jô Soares o cortava a todo momento, causando quebra de
pensamento". Mas Júlio Neves ainda conseguiu sintetizar a essência de sua
causa: "Uma coisa interessante para dizer sobre software livre é que ele é
baseado na interatividade".

Daí a necessidade de ter um código aberto. Amadeu acrescentou que o Linux -
"software livre mais famoso no mundo" - não é desenvolvido por uma empresa,
mas por uma comunidade de mais de 150 mil pessoas no mundo. Chega a rodar,
por exemplo, na Bolsa de Valores de Nova York e na Nasa.

Jô Soares, porém, não só questionou, sem argumentar, o modelo de colaboração
voluntária como também tachou os desenvolvedores de "franciscanos". Para
ajudar o apresentador a entender um pouco melhor do assunto, a mesa da
palestra na fisl8 contou com a participação de Fernanda Weiden (Google),
Roberto Freire Batista, o Piter Punk (NTUX Informática), Beraldo Leal (UNP),
Lucas Rocha (Nokia/GNOME) e Flávio Glock (Sociedade Pearl do Brasil).

Em opinião unânime, todos afirmaram que o trabalho feito por eles - seja na
área de desenvolvimento de softwares, no empacotamento ou na distribuição -
é fruto da paixão, da diversão, do prazer em compartilhar o conhecimento e
do fazer em grupo.

Cooperação

Lucas Rocha foi além: "Adoro programar - e é o que prefiro fazer no meu
tempo livre. É pura diversão". Segundo o representante da Nokia/GNOME, a
baixa remuneração da área não o desanima. "Gosto do espírito de cooperação,
de multiplicar o meu conhecimento e o meu aprendizado. Isso acaba abrindo
portas para o desenvolvimento das empresas."

"Jô Soares ainda não entendeu o que é software livre e talvez não se esforce
para isso, pois ou o assunto não lhe é interessante, ou ele tem uma visão
negativa de tudo isso", disse Emerson Alecrim. "Se é assim, não deveria ter
conduzido a entrevista."

Enfim, o que restou de mais amplo na entrevista com Jô foi um destaque de
Sérgio Amadeu. O software só é livre quando se baseia em quatro
características - na verdade, quatro liberdades: de uso para qualquer fim;
de estudo de suas propriedades; de mudança de suas funções; e de
distribuição.

FONTE: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=16474

--
malapires_em_jabber80'com
Linux user #441434

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