R H Barchilón escreveu:
> Não posso dizer que concordo interamente com o articulista, mas acho que ele
> acerta em constatar que o uso de aplicativos na web vai se tornar cada vez
> mais popular.

Eu não penso assim.

Veja bem, os meus 03 HDs em RAID5 possuem uma taxa de transferência
seqüêncial de 250Mbytes/s (700Mbytes/s em curtos períodos - "burst rate").

Isso significa que para ter o mesmo desempenho em um software on-line, eu
precisaria ter uma conexão de, no mínimo, 2.000Mbps (2Gbps). Ou 5.600Mbps
(5,6Gbps) de pico.

Todo usuário quer agilidade. Ninguém irá usar um software on-line que demora
10 vezes mais para executar em relação ao software que já está instalado na
máquina.

> e os aplicativos da web
> prometem em breve rodar offline e atualizar assim que reconectar

Um software on-line para rodar off-line? :-)

Você acabou de afirmar que é melhor manter o software instalado na própria
máquina.

Softwres on-line só fazem sentido se o computador estiver conectado à
internet em tempo integral. E ainda são muito mais lentos, o usuário
dependerá da garantia de uptime do servidor que hospeda o software, dos
provedores de internet, da integridade da rede, etc.

> Esse assunto foi debatido aqui em 2005, quando o Google fez um acordo com a
> Sun para investir no OOo e tirar todo o java que pudesse do código.

Isso aconteceu porque o JRE não é um software livre. Não faz sentido chamar o
OpenOffice.Org de Software Livre se ele depende de um componente "não livre".

Reprodução de mídia no Linux, wizards do writer, banco de dados e algumas
exportações ainda dependem do JRE.

Att,
Renato


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