Envio novamente meu relato de Voo no AC-15 para aqueles que 
eventualmente ão tenham lido!!!
Tarde de uma quinta feira.

Desligo-me da rotina e me desloco à região da grande Porto Alegre.
Estou indo conhecer o mais recente projeto do sr Altair Coelho em
vôo, o AC-15 GUAPO.
Após alguns contatos com o Renam (www .altaircoelho.com.br),
agendamos o encontro, algumas vezes adiado ora pelo clima, ora por
outros motivos.
Uma rápida visita a garagem (ou seria hangar/oficina) do Renam para
conhecer seu avião semifinalizado, a redução e o motor. Imagino que
ele deve passar horas agradáveis ali!
A mesma coisa na oficina do sr Altair que da mesma forma me recebeu
muito bem.
Chegamos!
Minha primeira impressão foi de robustez.
O AC-é alto (bom para pistas rústicas) e os montantes sobre a asa
lembram um pouco o pawnee.
O acesso à cabine e fácil por sua única porta a esquerda e sobra
espaço para dois adultos grandes com direito a um tanque suplementar
ou um porta objetos (aprox. 50 kg) na parte traseira.
O sr Altair gentilmente me pergunta se estou pronto: OK!
Partida na chave tipo carro, o AP 2.0 gira sereno e logo já estamos
taxiando rumo a cabeceira.
E um tanto estranho não ter check de magnetos, mistura, ar quente e
flaps.
Alinhado na pista, com a potencia aplicada gradualmente, em poucos
metros já estamos subindo com ângulo acentuado e com visível sobra de
potencia.
O sr Altair demonstra a suavidade dos comandos conduzindo o manche
apenas com o dedo indicador.
Abandonando o circuito sou convidado a experimentar a maquina: curvas
suaves com pouco uso de aileron e quase nada de leme. Muito 
tranqüilo.
Em vôo nivelado uma demonstração de eficiência: um pouco mais de
motor e imediatamente o AC-15 alcança 120 MPH, sem baixar o nariz ou
outro artifício. Instantâneo.
Na volta ao circuito uma curva de grande inclinação sem perder altura
e comenta que já não pousa mais, agora esta só chegando (!).
Nariz na pista com um pouco de motor, pouso suave (a bequilha e
fortíssima) sem aplicação de freios e livramos a pista na intersecção
após uma curta corrida/táxi ate o hangar.
Pronto, acabou (mas já!).
Creio que o AC-15 e um excelente avião: voa bem, os comandos são
leves e precisos e inspira muita confiança.
E incrível como as coisas são, como existem diferenças...
Como outros, há muito procurava um projeto com algumas
características: custo realmente baixo, materiais fáceis de obter e
manipular, características de vôo honestas entre tantas outras.
Ingressei em uma lista de discussão sobre um projeto de um avião
experimental com plantas em domínio publico e hoje estou aqui:
conversando sobre peças, soluções. Observando um exemplar quase
finalizado e tendo a oportunidade de voar no protótipo com o
projetista.
E disso que a aviação precisa: de pessoas e atitudes como estas!
Agradeço ao Renam por dedicar um dia do seu trabalho (deixado de
lado) e a o Altair (acho que já posso chamá-lo assim) que dividiu sua
criação por alguns instantes.
Sinto que nesse momento e minha obrigação compartilhar minhas
impressões a fim de incentivar a aviação experimental nos pais
através da construção desse projeto.
E quem sabe em um futuro próximo não teremos o primeiro encontro dos
construtores do AC-15 GUAPO!



Muito obrigado!

Marcelo.












 
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