uma comemoração que foi arduamente implementada aqui pelas terras 
potis pelo esforço pessoal do agitado Pedro Pereira, com intuito 
prático de ser um dia onde os artistas plásticos "independente de 
gêneros ou correntes estéticas" teriam um saudável motivo para se 
confraternizarem, termina sendo mais um motivo a mão para a classe 
entrar num pé de guerrilha sobre quais tendeñcias ou escolas cabe ser 
ou não evidenciadas no "dia do artista plástico".

 ????? 
 vlamir 

--- In [email protected], Franklin Serrão <[EMAIL PROTECTED]> 
wrote:
>
> Arte interativa X arte contemplativa    Alex RégisARTE - Reunião 
para traçar a programação do Dia do Artista Plástico, 8 de maio
> 
> 16/04/2008 - Tribuna do Norte 
> 
> Michelle Ferret - Repórter 
> 
>   "...Faço um quadro com moléculas de hidrogênio, fios de pentelho 
de um velho armênio, cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata 
torta ... meu conceito parece, à primeira vista, um barrococó 
figurativo neo-expressionista, com pitadas de arte nouveau pós-
surrealista, ao cabo da revalorização da natureza morta".  A 
canção "Bienal" foi composta por Zeca Baleiro na tentativa de 
descrever a mistura de obras, pensamentos e idéias que se encontravam 
na Bienal de Artes de São Paulo dos idos de 1996. Na época, uma 
grande discussão estava acirrada se seria o fim da pintura e das 
obras de arte conceituais. 
> 
> O assunto pode parecer passado, mas faltando pouco mais de quinze 
dias para a comemoração do Dia do Artista Plástico, ele encontrou em 
questão novamente com o tema das comemorações do 8 de 
maio: "Interativos e Não Contemplativos". A discussão tomou conta do 
auditório da Funcarte ontem pela manhã, no encontro promovido pela 
Capitania das Artes, através de sua coordenação de artes visuais, com 
artistas plásticos, estudantes e professores de artes. Entre artistas 
inquietos e outros nem tanto, o pintor, crítico e professor Vicente 
Vitoriano questionou: "O que é uma obra de arte interativa e não 
contemplativa? Uma fotografia não entra nesse universo?", com a 
resposta do  coordenador Ricardo Veriano, afirmando que uma 
fotografia poderia sim ser interativa, a discussão teve fim deixando 
dúvidas no ar. Afinal que obras poderão entrar na mostra? Uma pintura 
é só contemplativa ou pode ser interativa? 
> 
> Além dos artistas plásticos, estiveram presentes os coordenadores 
Ricardo Veriano e Candinha Bezerra, mas notou-se a ausência da 
curadoria formada por Plínio Sanderson e Célia Albuquerque. 
> 
>   Dúvidas na programação 
> 
> Enquanto se discute o que é ou não "arte interativa e arte 
contemplativa", de concreto mesmo até agora a programação vai oferece 
a realização da `Oficina de Performance' com o artista mineiro e 
também cenógrafo e cineasta Dácio Beraldo Bicudo, com o tema "Arte-
Urgente e Performance", que contará ainda com a participação do 
coletivo Maribondo Caboclo — grupo ligado à UFRN — e será aberto a 
inscrições. A oficina durará apenas um dia. Outra oficina preparada 
com o intuito de capacitar artistas na construção de portifólios será 
oferecida pelos artistas potiguares Jean Sartief e Sânzia Pinheiro.   
> 
> Além dessas atividades, outras movimentações acontecerão por toda a 
cidade, como as oficinas e instalações no Cemai - Centro Municipal de 
Artes Integradas da Zona Norte, e uma homenagem póstuma ao artista 
plástico Thomé Figueira que será organizado pelo filho Fabrício. 
> 
> "Estou elaborando uma exposição bem intensa sobre meu pai Além de 
suas obras terão montagens com suas imagens", contou na reunião 
Fabrício. 
> 
> Um catálogo virtual também está sendo preparado pelos organizadores 
e deverá ficar pronto até o dia 08 de maio. Também ampliando a 
programação, haverá uma mostra chamada "Arte Colateral", reunindo 
todos os artistas que ficaram de fora da programação oficial.
> 
> De Natal para o mundo
> 
> Entre tantas propostas, a II Mostra Internacional  "Now Every Shit 
is Art" (traduzindo, "Toda m... vira arte"), com a curadoria do 
artista Fábio di Ojuara traz o questionamento sobre a arte 
contemporânea e urbana num mundo calcificado por informações e 
padrões estéticos. A exposição começa no dia 05 de maio no Núcleo de 
Arte e Cultura, inserido na programação da Funcarte. 
> 
> A idéia do movimento começou em 2005, quando Fábio de Ojuara e 
outros artistas ficaram de fora do movimento 08 de maio e resolveram 
montar a exposição chamada "Salão dos Excluídos". Dessa época para cá 
o que mudou foi o envolvimento dos outros Países com o movimento 
criado por Ojuara, J, Medeiros, Falves Silva, Paulo Brusky (PE), José 
Nogueira (SP), entre outros. 
> 
> Numa construção coletiva e um diálogo fluente entre artistas de 
mais de 20 Países, a mostra trará  obras de 80 artistas dos Estados 
Unidos, França, Portugal, Alemanha, entre outros. 
> 
> Para conseguir construir o movimento, Ojuara estudou durante dez 
anos a essência do dadaimos, lendo e pesquisando obras de Marcel 
Duchamp e teve como base literária o livro "Argumentações contra a 
morte da arte", de Ferreira Gullar. "O poeta e escritor não concebe 
no livro o fim da arte, mas sim a transformação dela como força de 
linguagem. Ele aponta também a efemeridade como uma das mais nocivas 
características da arte de nossos tempos. Com base nesse estudo 
consegui costurar junto com  outros artista uma exposição em 2007 
reunindo 120 artistas de diferentes continentes", conta Ojuara.
> 
> A idéia ganhou força e desde 2005 que o artista participa de 
simpósios, bienais de arte, entre outras salas artísticas. "Fui 
convidado para participar de um simpósio na Áustria e também da 
Bienal de Veneza e percebo que a crise que a arte passa hoje é além 
do Brasil, ela está encruada no mundo inteiro", conta.
> 
> Para ele, o tema "Toda Merda vira arte" é uma faca de dois gumes, 
exatamente esse que divide a arte contemporânea hoje. "Compartilho 
com Ferreira Gullar e Duchamp o questionamento que a arte deve pular 
a barreira da estética e entrar no comportamento".
> 
> A referência de comportamento associado nas idéias de Ojuara é 
quando Marcel Duchamp pegou um vaso sanitário em 1917 e colocou numa 
galeria de arte. "Essa imagem para mim é a abertura de portas para a 
arte. Quando os muros são quebrados e o horizonte se abre quase que 
completamente", disse Ojuara.
> 
> As obras que irão compor a exposição são colagens, instalações, 
fotografias, entre outras. As de Ojuara são três quadros com colagens 
feitas a partir do lixo coletado na cidade. "Percebo que qualquer 
lixo pode ser transformado numa linguagem artística. E o nome, embora 
pareça, não é degenerativo e sim questionador", finaliza o artista.
> 
> Thomé Filgueira homenageado
> 
> Três meses depois de sua morte, os artistas plásticos da cidade 
farão uma justa homenagem a Thomé Filgueira.  Com o cuidado de seu 
filho Fabrício Filgueira, uma parte da galeria de artes da Funcarte 
irá abrigar obras de Thomé, além de uma montagem com fotos e textos 
preparada por Fabrício. 
> 
> Thomé faleceu no dia 14 de fevereiro e era considerado um artista 
que conseguiu criar uma linguagem própria dentro das artes plásticas 
do Estado. Nascido em 5 de dezembro de 1938, sua paixão pelas artes 
plásticas vinha desde criança. Foi membro da segunda geração dos 
modernistas potiguares e seu trabalho expressionista conseguia 
transcender a pintura das paisagens dos sertões e das cidades.
> 
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