Nessas horas só nos resta recorrer ao Fernando Anitelli, lider do grupo O
Teatro Mágico:

"Tem hora que a gente se pergunta
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?"

Ok, a banda é cristã demais o gosto de alguns, mas a frase tem tudo a ver
com a peleja - que chega a ser infantil!!!

abrass

Yuno

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» Antes de imprimir, pense no meio ambiente.


2009/12/15 Ørf <[email protected]>

>
>
> http://www.franklinjorge.com/blog/2009/12/15/a-etica-do-poeta-mentiroso/
> A ÉTICA DO POETA MENTIROSO
>
>
>
> *Por Rafael Duarte* *
>
> Há dois domingos, o Novo Jornal, veículo para o qual trabalho, publicou uma
> reportagem minha sobre o Beco da Lama. Embora abrangente, com espaço para
> freqüentadores, moradores, proprietários dos botecos e personagens que
> habitam aquele pedaço do Centro Histórico, o foco da matéria era a criação
> da Bamba, entidade recém-fundada por um grupo de freqüentadores do Beco, e
> sua relação com a Samba, sociedade organizada na mesma região há 15 anos. As
> duas convergem, pelo menos na teoria, para a luta em defesa do Centro
> Histórico e, por conta disso, a polêmica foi levantada em cima das razões de
> se criar uma nova entidade para o mesmo fim. A reportagem cumpriu seu papel
> de trazer à tona várias questões envolvendo as duas entidades e jogou luz à
> divisão política que existe, hoje, na região do Beco da Lama.
>
>  Era óbvio, como toda polêmica, que a matéria geraria reações diversas
> tanto a favor como contra. E foi assim. No entanto, nenhuma delas foi tão
> ardilosa e desqualificante como a acusação a mim imposta pelo poeta e
> diretor da Bamba, Plínio Sanderson. Baseado em ‘achismos’ e ‘ilações’
> mentirosas, o rapaz me incutiu a pecha de antiético por entender do texto
> que, segundo ele, eu entrevistei o presidente da Samba, Augusto Lula antes e
> depois de falar com Dunga, o diretor da Bamba. Na imaginação criada e
> divulgada de forma leviana por Plínio Sanderson, o repórter atuou como
> leva-e-traz para beneficiar a Samba.
>
>  Pois bem. Depois de ler e reler os ataques divulgados por email por
> Sanderson, que chegaram a mim através de um amigo porque mesmo tendo meu
> endereço eletrônico o rapaz não me enviou o texto, me lembrei do jornalismo
> mau-caráter praticado pela revista Veja, “a única revista americana escrita
> em português”, segundo o jornalista José Arbex Júnior.  Na falta do que
> dizer para atacar e acusar seus opositores, a Veja costuma se valer do mesmo
> artifício usado agora por Plínio Sanderson: a criação de factóides,
> mentiras.
>
>  E explico. Na semana da festa que celebrou a criação da Bamba, o
> jornalista Alexandro Gurgel publicou, no blog que assina
> grandeponto.blogspot.com.br  uma entrevista com Dunga sobre as razões da
> criação da Bamba. No texto, em formato ping-pong de perguntas e respostas, o
> diretor da Bamba critica a gestão da Samba e diz rigorosamente tudo aquilo
> que repetiu a mim, quase uma semana depois. Num jornal, como o senhor
> Sanderson deveria saber, há uma etapa chamada edição e, no final das contas,
> acabou ficando de fora algumas coisas, além é claro dos ataques pessoais de
> ambos os lados. E não foram poucos.
>
>  Portanto, Augusto Lula, quando entrevistado na única vez em que nos
> falamos na semana da reportagem, antes de Dunga, respondeu as perguntas
> fazendo referência aos ataques direcionados a gestão dele pelo diretor da
> Bamba e tornado público por Alexandro Gurgel através do blog ‘Grande Ponto’.
> Mas ainda assim fica uma dúvida: ou a relação de Plínio Sanderson com os
> blogs é apenas ‘poética’ ou o diretor da Bamba não acredita no sucesso do
> blog de seu amigo.  Alguém precisa comunicar ao poeta Sanderson o que se
> fala e o que se diz sobre a entidade que ele dirige com um grupo de amigos
> sob pena de cair no ridículo de inventar fatos para atacar quem quer que
> seja.
>
>  Desde que o ministro do STF, Gilmar Mendes, decidiu acabar com a
> obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, muita gente
> entendeu o ato como se a porteira estivesse escancarada para quem quisesse
> se arvorar no ofício. Alguns passaram a acreditar na possibilidade da
> concretização de um sonho ou desejo frustrado de se tornar profissional sem
> precisar passar pelos bancos das universidades; outros viram um espaço novo
> para a picaretagem pura e simples. Pouquíssimos, no entanto, atentaram para
> o fato de que, mesmo com toda a abertura possível, a prática jornalística
> decente e responsável deve obedecer a alguns critérios básicos que, ao
> servir para a profissão, servem igualmente para qualquer situação da vida: a
> checagem da informação e a pluralidade dos discursos que nada mais é, no
> jargão jornalístico, que ‘ouvir os dois lados da história’. Nenhum desses
> dois preceitos e princípios básicos foi respeitado pelo senhor Plínio
> Sanderson. Não é à toa que temos conceitos distintos sobre ética.
>
>
>
> **Rafael Duarte é Jornalista diplomado DRT 1250*
>
>  
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