Nessas horas só nos resta recorrer ao Fernando Anitelli, lider do grupo O Teatro Mágico:
"Tem hora que a gente se pergunta Por que é que não se junta tudo numa coisa só?" Ok, a banda é cristã demais o gosto de alguns, mas a frase tem tudo a ver com a peleja - que chega a ser infantil!!! abrass Yuno []s Yuno.Silva:.* » www.twitter.com/yunosilva ...............................................Natal RN Brasil... » yunosilva [::skype] » +55 84 8827-2006 [::celular oi] » +55 84 9120-9370 [::celular claro] » [email protected] [::msn + e-mail] » caixa postal 2052 || 59090-970 [::correio] :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: » A luta não continua, ela é permanente! » Antes de imprimir, pense no meio ambiente. 2009/12/15 Ørf <[email protected]> > > > http://www.franklinjorge.com/blog/2009/12/15/a-etica-do-poeta-mentiroso/ > A ÉTICA DO POETA MENTIROSO > > > > *Por Rafael Duarte* * > > Há dois domingos, o Novo Jornal, veículo para o qual trabalho, publicou uma > reportagem minha sobre o Beco da Lama. Embora abrangente, com espaço para > freqüentadores, moradores, proprietários dos botecos e personagens que > habitam aquele pedaço do Centro Histórico, o foco da matéria era a criação > da Bamba, entidade recém-fundada por um grupo de freqüentadores do Beco, e > sua relação com a Samba, sociedade organizada na mesma região há 15 anos. As > duas convergem, pelo menos na teoria, para a luta em defesa do Centro > Histórico e, por conta disso, a polêmica foi levantada em cima das razões de > se criar uma nova entidade para o mesmo fim. A reportagem cumpriu seu papel > de trazer à tona várias questões envolvendo as duas entidades e jogou luz à > divisão política que existe, hoje, na região do Beco da Lama. > > Era óbvio, como toda polêmica, que a matéria geraria reações diversas > tanto a favor como contra. E foi assim. No entanto, nenhuma delas foi tão > ardilosa e desqualificante como a acusação a mim imposta pelo poeta e > diretor da Bamba, Plínio Sanderson. Baseado em ‘achismos’ e ‘ilações’ > mentirosas, o rapaz me incutiu a pecha de antiético por entender do texto > que, segundo ele, eu entrevistei o presidente da Samba, Augusto Lula antes e > depois de falar com Dunga, o diretor da Bamba. Na imaginação criada e > divulgada de forma leviana por Plínio Sanderson, o repórter atuou como > leva-e-traz para beneficiar a Samba. > > Pois bem. Depois de ler e reler os ataques divulgados por email por > Sanderson, que chegaram a mim através de um amigo porque mesmo tendo meu > endereço eletrônico o rapaz não me enviou o texto, me lembrei do jornalismo > mau-caráter praticado pela revista Veja, “a única revista americana escrita > em português”, segundo o jornalista José Arbex Júnior. Na falta do que > dizer para atacar e acusar seus opositores, a Veja costuma se valer do mesmo > artifício usado agora por Plínio Sanderson: a criação de factóides, > mentiras. > > E explico. Na semana da festa que celebrou a criação da Bamba, o > jornalista Alexandro Gurgel publicou, no blog que assina > grandeponto.blogspot.com.br uma entrevista com Dunga sobre as razões da > criação da Bamba. No texto, em formato ping-pong de perguntas e respostas, o > diretor da Bamba critica a gestão da Samba e diz rigorosamente tudo aquilo > que repetiu a mim, quase uma semana depois. Num jornal, como o senhor > Sanderson deveria saber, há uma etapa chamada edição e, no final das contas, > acabou ficando de fora algumas coisas, além é claro dos ataques pessoais de > ambos os lados. E não foram poucos. > > Portanto, Augusto Lula, quando entrevistado na única vez em que nos > falamos na semana da reportagem, antes de Dunga, respondeu as perguntas > fazendo referência aos ataques direcionados a gestão dele pelo diretor da > Bamba e tornado público por Alexandro Gurgel através do blog ‘Grande Ponto’. > Mas ainda assim fica uma dúvida: ou a relação de Plínio Sanderson com os > blogs é apenas ‘poética’ ou o diretor da Bamba não acredita no sucesso do > blog de seu amigo. Alguém precisa comunicar ao poeta Sanderson o que se > fala e o que se diz sobre a entidade que ele dirige com um grupo de amigos > sob pena de cair no ridículo de inventar fatos para atacar quem quer que > seja. > > Desde que o ministro do STF, Gilmar Mendes, decidiu acabar com a > obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, muita gente > entendeu o ato como se a porteira estivesse escancarada para quem quisesse > se arvorar no ofício. Alguns passaram a acreditar na possibilidade da > concretização de um sonho ou desejo frustrado de se tornar profissional sem > precisar passar pelos bancos das universidades; outros viram um espaço novo > para a picaretagem pura e simples. Pouquíssimos, no entanto, atentaram para > o fato de que, mesmo com toda a abertura possível, a prática jornalística > decente e responsável deve obedecer a alguns critérios básicos que, ao > servir para a profissão, servem igualmente para qualquer situação da vida: a > checagem da informação e a pluralidade dos discursos que nada mais é, no > jargão jornalístico, que ‘ouvir os dois lados da história’. Nenhum desses > dois preceitos e princípios básicos foi respeitado pelo senhor Plínio > Sanderson. Não é à toa que temos conceitos distintos sobre ética. > > > > **Rafael Duarte é Jornalista diplomado DRT 1250* > > >
