----- Repassado por Roselis Medeiros da Silva/BRA/Petrobras em 27/04/2010 15:46 
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NOSSO QUERIDO PORTUGUÊS

Vilmar Serighelli
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Usar expressões estrangeiras é compreensível quando a língua materna nãompossui 
palavras equivalentes, mas insistir em repetí-las, suprimindo a língua-mãe, a 
título de modernidade é, no mínimo, DESPREZÍVEL. É aceitar a submissão. É 
resignar-se diante do dominador. É não amar a sua Pátria e o seu País. É querer 
parecer chique pagando o maior "mico". 
Você já se perguntou quantas palavras em português se enxertaram no idioma 
inglês, por exemplo? Quase nenhuma! Aliás, nem o nome do nosso País eles 
respeitam grafando-o com "Z".
Assim sendo...
Não fale coffee break, mas cafezinho.
Não fale performance, mas desempenho.
Não fale homepage, mas portal.
Não fale link, mas laço.
Não fale delete, mas apagar, eliminar.
Não fale xerox,mas cópia ou fotocópia.
Não fale diet, mas dietético.
Não fale fashion, mas moda.
Não fale back-up,mas cópia de segurança.
Não fale e-mail, mas endereço eletrônico ou correio-eletrô nico.
Não fale net, mas rede.
Não fale play-off, mas jogo final.
Não fale country,mas campo.
Não fale grife,mas marca.
Não fale grid de largada, mas posições de largada.
Não fale black-out, mas apagão.
Não fale hall,mas salão.
Não fale rush, mas congestionamento.
Não fale money,mas dinheiro.
Não falefree-shop, mas comércio livre.
Não fale feeling,mas sensação, sentimento.
Não fale trailer,mas exibição de filmes curtos.
Não fale check-up, mas exame geral (de saúde).
Não faleshow, mas espetáculo.
Não fale redial, mas rediscagem.
A lista poderia conter extensivamente esse esdrúxulo estrangeirismo que nada 
tem de modernidade. Até o basquetebol, aportuguesamento de basketball, poderia 
ser chamado bola-ao-cesto. França, Bélgica e outros países limitaram a invasão 
de termos estrangeiros (o inglês é que mais invade as línguas nacionais). 
Um dos sintomas da fraca defesa ante o imperialismo é não defender a nossa 
IDENTIDADE lingüística. Uma pena que nossos meios de comunicação, 
principalmente da mídia escrita, e os promotores de eventos, ao invés de serem 
os primeiros defensores da NOSSA língua, são os que mais utilizam esses 
estrangeirismos para dar ares de "chiqueza" às publicações e suas promoções. 
Daí para frente, é um Deus nos acuda, o descalabro é eminente, ao vermos 
crianças que não sabem escrever seus nomes, registrados de "Washingtons" , 
"Welligtons" , "Williamsons" , "Daphnne", "Stephann", "Chatterinne" e por aí 
vai. 
Sem falar naqueles prédios que sequer elevador têm e cujos nomes são pura 
propaganda enganosa: "califórnia dreams", "tween peacks", "joie worlds", etc, 
etc, blá-blá-blá. 
AME O BRASIL! Defenda a nossa língua portuguesa com nossos regionalismos, com 
nossos sotaques tão peculiares. É essa forma de expressão que dá 
características inimitáveis de fazer inveja a qualquer nação do mundo. 
Na semana que homenageamos a Literatura poderíamos repensar nossas atitudes 
lingüísticas. A soberania nacional merece respeito e o BRASIL AGRADECE. Você 
não acha? 

Que Deus nos guarde na palma de sua mão.

 
  
 
 
 









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