JC e-mail 3161, de 12 de Dezembro de 2006.

Compromisso do Minho pelo acesso livre ao conhecimento

A 2ª Conferência sobre Acesso Livre ao Conhecimento aconteceu nos dias 27 e 28 de novembro, na Universidade do Minho, em Portugal. O coordenador geral de Projetos Especiais do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Hélio Kuramoto, participou do evento

Ele destaca que após assistir a todas as apresentações, pode-se chegar às seguintes conclusões:

- Que o movimento Open Access to Knowledge está consolidado, sendo um caminho sem retorno;

- Que as ações do Ibict encontram-se totalmente de acordo com as iniciativas que vem sendo desenvolvidas em todos os países que apóiam o movimento;

- O fato de que existem cerca de 2,5 milhões de artigos científicos e que a meta é tornar a literatura científica disponível por meio do acesso livre;

- Que não basta o estabelecimento de recomendações, mas que é preciso, além de uma política de acesso livre, a definição de um mandato; e que o estabelecimento da política de acesso livre e do mandato só pode ser conseguido por meio do convencimento dos dirigentes das agências de fomento, das instituições governamentais, em especial as universidades e os institutos de pesquisas, além dos pesquisadores.

Hélio Kuramoto contou que durante o evento foi estabelecido o “Compromisso do Minho: O Acesso Livre à Informação Científica em Países Lusófonos”. Um documento, conforme Kuramoto, que reconhece que a disponibilização, em Acesso Livre, da literatura científica originada nos países lusófonos aumenta a visibilidade e o seu impacto na comunidade científica mundial, sendo esse apenas um dos pontos do documento.

Movimento por Acesso Livre

O movimento Open Access, conhecido em Portugal por Acesso Livre ao Conhecimento, tem como principal objetivo a disponibilização livre, na Internet, de literatura de caráter acadêmico ou científico (em particular os artigos de revistas científicas), permitindo a qualquer utilizador ler, descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral para fins de investigação ou ensino.

Os últimos dois anos assinalaram uma forte afirmação do movimento do Acesso Livre e a sua entrada na agenda política e social, para além das fronteiras do mundo científico. Estão atestando esta iniciativa os diversos documentos e tomadas de posição das sociedades científicas, universidades, centros de investigação e organizações governamentais, particularmente na Europa e nos EUA.

O Acesso Livre promove visibilidade, acessibilidade e difusão dos resultados da atividade científica de cada investigador, de cada organização e de cada país, potenciando o seu uso e subseqüente impacto na comunidade científica internacional (ver a já extensa bibliografia sobre o impacto/número de citações acrescido dos artigos em Acesso Livre). Recentemente começaram também a surgir estudos sobre o aumento do ROI (Return of Investment) na investigação que pode ser obtido através do OA (ver Houghton & Sheehan, 2006).

O Acesso livre em Portugal e na Uminho

Em Portugal, existem algumas iniciativas que se encontram na vanguarda do Acesso Livre em termos internacionais, nomeadamente o RepositóriUM - repositório institucional da Universidade do Minho, criado em 2003 (tendo sido o primeiro repositório institucional lusófono, e um dos primeiros em termos internacionais a usar a plataforma DSpace) -, além da política institucional de auto-arquivo, definida em dezembro de 2004, que determina aos membros da Universidade do Minho que depositem cópias das suas publicações no RepositóriUM. No momento em que a definiu, a Universidade do Minho foi a primeira universidade no mundo a instituí-la.

Leia o Compromisso do Minho em: http://www.ibict.br/anexos_secoes/compromissoDoMinho.doc

FONTE (Assessoria de comunicação do Ibict)
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