Leia o Compromisso do Minho em:
http://www.ibict.br/anexos_secoes/compromissoDoMinho.doc
A 2ª Conferência sobre Acesso Livre ao Conhecimento aconteceu nos dias 27 e
28 de novembro, na Universidade do Minho, em Portugal. O coordenador geral
de Projetos Especiais do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (Ibict), Hélio Kuramoto, participou do evento
Ele destaca que após assistir a todas as apresentações, pode-se chegar às
seguintes conclusões:
- Que o movimento Open Access to Knowledge está consolidado, sendo um
caminho sem retorno;
- Que as ações do Ibict encontram-se totalmente de acordo com as iniciativas
que vem sendo desenvolvidas em todos os países que apóiam o movimento;
- O fato de que existem cerca de 2,5 milhões de artigos científicos e que a
meta é tornar a literatura científica disponível por meio do acesso livre;
- Que não basta o estabelecimento de recomendações, mas que é preciso, além
de uma política de acesso livre, a definição de um mandato; e que o
estabelecimento da política de acesso livre e do mandato só pode ser
conseguido por meio do convencimento dos dirigentes das agências de fomento,
das instituições governamentais, em especial as universidades e os
institutos de pesquisas, além dos pesquisadores.
Hélio Kuramoto contou que durante o evento foi estabelecido o “Compromisso
do Minho: O Acesso Livre à Informação Científica em Países Lusófonos”. Um
documento, conforme Kuramoto, que reconhece que a disponibilização, em
Acesso Livre, da literatura científica originada nos países lusófonos
aumenta a visibilidade e o seu impacto na comunidade científica mundial,
sendo esse apenas um dos pontos do documento.
Movimento por Acesso Livre
O movimento Open Access, conhecido em Portugal por Acesso Livre ao
Conhecimento, tem como principal objetivo a disponibilização livre, na
Internet, de literatura de caráter acadêmico ou científico (em particular os
artigos de revistas científicas), permitindo a qualquer utilizador ler,
descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto
integral para fins de investigação ou ensino.
Os últimos dois anos assinalaram uma forte afirmação do movimento do Acesso
Livre e a sua entrada na agenda política e social, para além das fronteiras
do mundo científico. Estão atestando esta iniciativa os diversos documentos
e tomadas de posição das sociedades científicas, universidades, centros de
investigação e organizações governamentais, particularmente na Europa e nos
EUA.
O Acesso Livre promove visibilidade, acessibilidade e difusão dos resultados
da atividade científica de cada investigador, de cada organização e de cada
país, potenciando o seu uso e subseqüente impacto na comunidade científica
internacional (ver a já extensa bibliografia sobre o impacto/número de
citações acrescido dos artigos em Acesso Livre). Recentemente começaram
também a surgir estudos sobre o aumento do ROI (Return of Investment) na
investigação que pode ser obtido através do OA (ver Houghton & Sheehan,
2006).
O Acesso livre em Portugal e na Uminho
Em Portugal, existem algumas iniciativas que se encontram na vanguarda do
Acesso Livre em termos internacionais, nomeadamente o RepositóriUM -
repositório institucional da Universidade do Minho, criado em 2003 (tendo
sido o primeiro repositório institucional lusófono, e um dos primeiros em
termos internacionais a usar a plataforma DSpace) -, além da política
institucional de auto-arquivo, definida em dezembro de 2004, que determina
aos membros da Universidade do Minho que depositem cópias das suas
publicações no RepositóriUM. No momento em que a definiu, a Universidade do
Minho foi a primeira universidade no mundo a instituí-la.
(Assessoria de comunicação do Ibict)
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