GERASA: - Louco: se tomamos endemoninhado ao p� da letra, tamb�m tomamos louco. Rasgava as roupas, tinha uma for�a herc�lea, rebentava com as correntes com que o prendiam. Banido da sociedade, erra por lugares ermos, a gritar como se fosse um animal. Este tipo de pessoas � muito sens�vel quando se aproxima deles uma personalidade forte, como seria a de Jesus. No manic�mio, percebem o m�dico que os vai tratar de um simples visitante e t�m medo dele. Ao mesmo tempo que s�o atra�dos, t�m necessidade de repelir. E voltaria o dem�nio ap�stolo com "que tenho eu contigo, Jesus Filho de Deus Alt�ssimo?"... Seria uma n�tida incongru�ncia � luz da raz�o, pois naquela data Jesus ainda n�o tinha dito que era Deus e nem os ap�stolos sabiam. E vinha logo o dem�nio, afirmar a Sua divindade, tornar-se o seu melhor propagandista? Mas o problema desaparece, se nos lembrar-mos que manifestava o que conheceu parapsicologicamente ou captou por HIP ou telepatia, fen�menos humanos bem conhecidos e demonstrados. "Perguntou-lhe Jesus: qual � o teu nome? - Ele respondeu: Legi�o � o meu nome, porque somos muitos". Se j� discutimos a possess�o por um s� dem�nio, por uma legi�o � demais. � bem conhecida a megalomania compensadora de certos doentes, em vez do complexo de inferioridade - eu sou o maior - uma legi�o, de mim ningu�m ganha... Resist�ncia: - Diz Marcos que o homem suplicava "por Deus te conjuro que n�o me atormentes. Depois Ele dizia: Sai esp�rito imundo desse homem" 5, 7-8. S� no ver. 13 nos diz o evangelista que por fim os dem�nios sa�ram. Id�ntica resist�ncia temos em Lucas: - "Pe�o-te que n�o me atormentes. E era que Ele ordenava ao esp�rito impuro que sa�sse do homem", (8, 28-29) e s� no ver.33 finalmente o esp�rito deixou o homem. Marcos diz mesmo que ele estava louco, pois afirma que o homem ficou "no seu s�o ju�zo" (5, 15). Dem�nios querem casa? Era a ideia da �poca. A ideia de que os dem�nios precisam duma casa, � oriental. Ainda hoje isso acontece, os povos orientais consideram o possesso como a "casa" do dem�nio. Mas, porcos ao mar, dem�nios outra vez sem casa... Interpreta��es diversas: 1) Os dem�nios, maus por natureza, queriam causar dano aos donos dos porcos e desta maneira fazer com que a gente da regi�o se voltasse contra Jesus. Refut. - Isto equivale a dizer que Jesus foi enganado pelos dem�nios. 2) N�o havia dem�nios, mas era preciso provar materialmente que a doen�a, para aquela gente os dem�nios invis�veis, tinham deixado o homem. Portanto, seria a vontade de Jesus que produziu a corrida para provar isso. Refut. - Porque n�o a cren�a oriental de que os esp�ritos precisam duma casa para habitar? 3) Foram os pr�prios dem�nios que suplicaram a Jesus que os enviasse aos porcos e Ele, sabendo que iriam perecer, permitiu isso. Refut. - Neste caso seriam os dem�nios os enganados... Telergia melhor explica��o. Mas ser� que Jesus veio confirmar o erro? - Jesus n�o veio ensinar ou corrigir erros de ci�ncia. Falou a linguagem da �poca, pois tinha de ser entendido por contempor�neos. Cam�es escreveu h� 500 anos em portugu�s. A B�blia foi escrita h� 2000 em grego, hebreu e aramaico. Quando perguntaram a Jesus pelo fim do mundo, Ele escusou "olhai que ningu�m vos engane... falsos profetas... nem o Filho... s� o Pai". S.Paulo pensava que o fim do mundo seria imediato e isto n�o invalida a sua doutrina. Jesus era verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Tinha fome, sede, cansa�o e medo (no horto: Pai se � poss�vel, afasta de mim este c�lice...) Caiu com a Cruz de cansa�o ou porque n�o viu a pedra... Quando perguntava, era mesmo porque n�o sabia. E em mat�ria de ci�ncia sabia tanto quanto os homens da sua �poca, o que era muito pouco. Se se tivesse olhado sempre para a B�blia como livro de religi�o e n�o de ci�ncia, o pobre do Galileu n�o teria sofrido. E ele tinha raz�o, era a terra que se movia. Jesus n�o s� falava a linguagem da �poca, como usava um estilo para ser entendido por camponeses. As par�bolas s�o em estilo campesino: para Ele, a beleza m�xima eram os l�rios do campo e a suprema maldade, semear o joio no trigo. Jesus tinha de ser entendido por contempor�neos e falava, como se falava na Galileia um aramaico incorrecto (Vermes, p�g. 57 a 59). Que outra coisa poderia fazer? N�o ficaria bem a um brasileiro falar como um portugu�s. As imagens apresentadas faziam parte da bagagem cultural da �poca e n�o se v� porque Jesus n�o as havia de utilizar. Provas que Jesus e os evangelistas n�o usaram mais que a linguagem da �poca: Jesus falou em "sentar-se no reino dos c�us". Os evangelistas apresentam Jesus aceitando que a terra � plana e o universo geoc�ntrico (Mt.24, 27-29); (Mc.13, 24-27), dizendo que o sol se levanta (Mt.5, 45); que o gr�o de trigo morre quando cai � terra (Jo.12, 24); que a semente da mostarda � a mais pequena das sementes que existem no mundo (Mc.4, 31), mas que quando a planta cresce, fica a maior das �rvores do mundo (Mc.4, 32)... S. Jo�o, que escreveu para o p�blico culto de �feso, j� nos apresenta o conceito de endemoninhado de forma diferente (Jo.7,20) a multid�o queria matar. Ele disse e chamaram-no de louco: "Tu est�s possu�do pelo dem�nio, quem te quer matar?" (Jo.8,48-49). Todo aquele que apresentasse uma conduta estranha, era acusado de estar possu�do. Aconteceu com Jo�o Baptista (Mt.11, 18; Lc.7, 33) e com Jesus, ao anunciar que o que obedecesse � sua mensagem, n�o morreria nunca (Jo.8, 52). O Evangelho refere 54 casos de expuls�es e ora emprega a palavra grega iasthai (sarar) ora therap�uein (curar). S� oito vezes pareceria distinguir. N�o podemos tomar ao p� da letra, pois � o estilo reiterativo dos orientais. Em (Mt.18, 8): - "curai os enfermos, limpai os leprosos..." Leprosos tamb�m n�o s�o doentes? Mt.10, 1: - "E chamando os Doze, deu-lhes poder sobre os esp�ritos imundos, para os expulsarem e para curarem todo o mal e enfermidade". Patente a mesma ideia: m�dico e exorcista, cada qual com a sua fun��o. Os exorcismos n�o s�o realmente expuls�es de dem�nios, mas sim curas de enfermidades internas, sem causa externa vis�vel. Os exorcismos n�o s�o mais que curas que n�o se devem distinguir das outras dos Evangelhos, porque os exorcismos propriamente ditos, tinham a realiza��o de certos ritos que inclu�am quase sempre o uso de feiti�os e encantamentos, bem como a invoca��o de um nome que se reputava sagrado. Esta pr�tica esteve muito difundida entre os povos antigos. Nas curas de Jesus, nada nos indica que Ele tivesse usado esse tipo de ritos. O m�todo para curar os chamados possessos, era o mesmo que usava para qualquer doen�a: a sua personalidade, a sua palavra, a sua presen�a, a sua autoridade. Em parte alguma encontramos o uso de feiti�os, rituais, encantamentos, conjura��es... Exorcizar era o acto de expulsar os maus esp�ritos. No tempo do AT, a arte de exorcizar tinha-se convertido numa medida reconhecida como necess�ria � vida judia. Os exorcistas profissionais eram numerosos (He.19, 13-19), mas havia tamb�m os n�o profissionais, que praticavam s� em certas ocasi�es (Mc.9, 38; Lc.4,49; Mt.12, 27; Lc.11, 19). Exorcizar vem do grego exorkiso = conjurar. Este termo nunca foi usado por Jesus. Nos dois exemplos em que se encontra este termo � usado contra Jesus: Gerasa: - "Conjuro-te por Deus que n�o me atormentes" (Mc.5, 7). Caif�s: - "Conjuro-te pelo Deus vivo..." (Mt.26, 63). H� um exemplo de exorcismo em Actos 19, 13, em que os filhos do sumo sacerdote Esceva, que eram exorcistas (exorkistoi) e tentavam imitar Paulo: "Conjuro-te por esse Jesus a quem Paulo prega..." e o resultado n�o podia ser mais catastr�fico, atacados pelo possesso que os deixou muito feridos e despidos. Jesus dirigia-se aos esp�ritos usando certas palavras (Mc.1, 25) "Jesus increpou-o: - Cala-te e sai dele". Epitamao - increpar � uma proibi��o forte, um mandato e ordem severa, que tamb�m � usada por Jesus quando se dirige aos ventos (Mt.8, 26), ao mar (idem), �s ondas (Lc.8, 24), a Pedro (Mc.8, 32), � febre da sogra de Pedro (Lc.4, 39). O verbo phimoo - calar � utilizado quando Jesus se dirige aos ventos e ao mar da Galileia (Mc.4,34). Epitasso - mandar (nos dem�nios: Mc.1, 27; 9,25; Lc.4,36; 8, 31) � usado quando se dirige aos ventos e ondas (Lc.8, 25). Dizem-nos que os dem�nios sa�am (Lc.4, 41), mas tamb�m dizem - "deixou-a a febre" (Mc.1, 31); - "no mesmo instante a lepra foi-se embora" (Mc.1, 42; Lc.5, 15). E as tenta��es de Jesus? - enorme estado de fraqueza depois de 40 dias comendo mal e bebendo mal. Este � um n�mero que em linguagem b�blica significa "muito": 40 anos no deserto, chover 40 dias (No�), etc. Alucina��es, como homem que era. O dif�cil seria n�o as ter, quase milagroso e Jesus nunca fez um milagre em proveito pr�prio, mas sempre para comprovar a sua doutrina. �������������������������������� Maria Luisa Albuquerque [EMAIL PROTECTED] http://www.terravista.pt/Mussulo/1287 ICQ UIN - 2372290 �������������������������������� ============================================== Para sair da Lista CLAP-PT http://www.virtualand.net/listas/clap.html ponha seu endere�o e seleccione sair da lista ----------------------------------------------------------------- HISTORICO DA LISTA EM http://www.mail-archive.com/clap-portugal%40virtualand.net/ ----------------------------------------------------------------- Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal� http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/ ============================================== PORTAL VIRTUALAND: Seu Portal de Servi�os GRATUITOS http://portal.virtualand.net
