Eliane,
a diverg�ncia � altamente salutar. A unanimidade � que deve ser olhada com
desconfian�a. Respeito sua opini�o, por�m continuo defendendo que a ci�ncia
n�o precisa necessariamente ser atrelada a uma religi�o, a dem�nios ou
Quevedos. Por que, ent�o, voc� n�o estudam tamb�m o Alcor�o?
Um abra�o,
M�rcia - RJ


-----Mensagem Original-----
De: Eliane <[EMAIL PROTECTED]>
Para: <[EMAIL PROTECTED]>
Enviada em: segunda-feira, 10 de abril de 2000 10:00
Assunto: Re: [CLAP-PT] Re: [CLAP-PT.] Re:


Cara M�rcia,
N�o gostar da B�blia tudo bem, mais como ela existe tamb�m como cientistas e
racionais n�o devemos estud�-la?  E desde quando a religi�o nos torna
irracionais?
Se � a sua opini�o, parece que h� outras que divergem da sua.
Um abra�o,
Eliane.

-----Mensagem original-----
De: M�rcia Pontes <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Segunda-feira, 10 de Abril de 2000 03:20
Assunto: Re: [CLAP-PT] Re: [CLAP-PT.] Re:


N�o acredito em inferno e muito menos em Quevedo. Ah... e n�o gosto de
b�blia. Estou surpresa de encontrar, em uma lista de parapsicologia, cren�as
e valores t�o religiosos, cat�licos, apost�licos e romanos. Pensei que se
tratava de uma ci�ncia muito mais cient�fica e racional...
Uma abra�o,
M�rcia

-----Mensagem Original-----
De: geraldo santos <[EMAIL PROTECTED]>
Para: <[EMAIL PROTECTED]>
Enviada em: sexta-feira, 7 de abril de 2000 22:02
Assunto: Re: [CLAP-PT] Re: [CLAP-PT.] Re:


Caro Paulo,
     Arrumei um tempinho antes de viajar, ent�o d�
para tentar tratar um pouco das suas obje��es e passar
um texto que eu arrumei no folheto da missa do domingo
passado.

>Como vc colocou � um capricho
> Novamente fica claro que quem n�o escolhe o caminho
>de DEus � levado aoinferno.
>  Nesse caso n�o nos d� op��o : ou seguimos o que
>manda ou castiga . Que tipo de amor � esse?
      N�o sei se falamos a mesma l�ngua, mas n�o ligo
porque j� falei a sua essa l�ngua tamb�m... voc� n�o
sabe o quanto me custou, depois que eu me converti, de
aceitar essa id�ia do inferno. Simplesmente a negava,
pensava ela como uma inven��o da Igreja para mandar
nos fi�is pelo medo. Bem, as vezes isso acontece
mesmo, mas o livro do Leonardo Boff que eu te falei me
fez mudar de id�ia e entender essa quest�o do inferno.
Pensava como voc� tamb�m, que o inferno era um
castigo, que Deus mandava a gente para l�. O inferno
n�o � um castigo, vou repetir, � uma escolha nossa. Se
for capricho, � capricho nosso. Deus nos deixa livre
para ficar aonde quisermos. Esse � o mais belo tipo de
amor, aquele que deixa o ser amado livre. � importante
lembrar que o c�u � uma comunh�o nossa com Deus, que �
o nosso fim supremo. Comunh�o requer doa��o. Deus n�o
pode obrigar ningu�m a essa doa��o. Se a pessao �
ego�sta e quer ficar fechada em si, pode ficar sem ser
importunada. Isso � o inferno. N�o � um lugar onde tem
uns capetas safadinhos espetando a gente com uns
garfos. Mas � um lugar onde estamos s�s, do jeito que
escolhemos. Vou tentar fazer uma analogia. Imagine que
o seu pai d� uma festa para voc� na sua casa. Voc�
pode aproveitar a festa e se divertir muito ou voc�
pode ficar l� com cara de bobo, achando tudo uma
bosta.

> A todo momento colocam que seu Deus � capaz  de
>caprichos humanos. Continua sem conseguir demonstrar.
     Eu j� n�o falei que essas pessoas que colocam
isso n�o entenderam muito bem o esp�rito da coisa? Ou
ent�o s�o de uma �poca muito diferente da nossa? J�
n�o falei que a B�blia em seus momentos mais
inpirados, principalmente nos evangelhos e todos os
m�sticos enfatizam enormemente a transcend�ncia de
Deus? Acho que falei sobre isso. Essas pessoas
entendiam bem do que estavam falando. Assim como S�o
Tom�s, o maior fil�sofo crist�o, cuja filosofia � a
mais bem vista pela Igreja e que o tempo todo enfatiza
isso. Ele costumava dizer que de Deus s� podemos saber
que ele �. O resto � por analogias. Analogias s�o
esclarecedoras, mas uma analogia ruim ou um mal
entendedor podem confundir as coisas. � muito
importante estar ciente disso.
     N�o estou querendo te converter porque n�o estou
fundando nenhuma Igreja e nem tenho nenhum complexo de
sair convertendo os outros. Acho que cada um tem que
seguir a sua consci�ncia. Mas � dif�cil pelo menos
entender que o cristianismo n�o � s� isso que o meu
professor de pol�tica fica falando na sala?
   Bem, como voc� quer que eu demonstre? Quer que eu
cite alguma passagem da B�blia, algumas frases de
m�sticos, de S�o Tom�s, Santo Agostinho e do
magist�rio da Igreja? Se quiser, isso vai me dar um
pouquinho de trabalho, mas fa�o com todo o prazer.

>  Talvez vc n�o veja, mas � condicinamento Outra
>coisa que vou lembrar de novo: Se n�o seguimos os
conselhos nos resta o inferno. aonde est� a liberdade?
Ou segue ou � castigado.
    Talvez vc n�o veja, mas n�o � condicionamento. �
escolha mesmo. Acredite, eu j� vi as coisas como voc�
mas percebi que n�o era bem assim. Deus n�o fica dando
choque el�trico na gente para ver se a gente faz o que
ele quer. Se fosse assim ele j� teria feito a gente do
jeito que ele quer. Deus, atrav�s da revela��o e de
homens inspirados em todas as culturas nos mostrou o
melhor caminho para viver. Existem v�rios, mas existem
uns que nos trazem mais felicidade e realiza��o que
outros. Uma sociedade de pessoas honestas � mais feliz
que uma corrupta. Uma pessoa equilibrada e controlada
� mais feliz que uma pessoa desequilibrada que �
escrava de seus desejos. Uma pessoa que tem um sentido
na vida � muito, mas muito mais feliz que um disc�pulo
de Nietzsche preocupado apenas com o pr�prio prazer.
Acredite, eu sei o que estou falando.
     Vou repetir de novo e de novo, o inferno n�o �
castigo, n�o � um lugar constru�do por Deus, Deus
construiu o c�u. O inferno � n�s mesmo que
constru�mos, � um estado de esp�rito, � fruto da nossa
liberdade, que temos de negar Deus. Dante, um dos
maiores escritores que existiu costumava dizer que o
inferno existe porque Deus � amor. Porque amor
significa doa��o, comunh�o. Se Deus n�o fosse amor e
fosse caprichoso, ele colocava todo mundo onde ele
queria, no c�u. Mas como ele � Amor, as pessoas
precisam aceitar isso. Se n�o querem aceitar Deus,
ficam por si s�. E at� Simone de Beauvoir, mulher de
Sartre que foi o ateu mais ilustre desse s�culo, um
grande entusiasta da liberdade humana sem Deus, foi
inteligente o suficiente para perceber que um mundo
igual o nosso, feito apenas por pessoas e sem a
transcend�ncia, se vivido por uma vida eterna �
realmente um inferno.

>  Ainda n�o me responderam como foi feito esse estudo
>e qual metodologia usada.
    Bem, a metodologia � a seguinte: existe um fato
que pode ser milagroso, os cientistas estudam e v�em
se existe uma explica��o natural. Na maioria dos
casos, em todas as religi�es, existe sim, muito boas
inclusive. Mas em certos casos, que s� acontecem na
Igreja Cat�lica, por exemplo em Lourdes, mas tamb�m em
leitos de hospital e lugares mais solit�rios,
acontecem certos fen�menos, �nicos, que s� acontecem
l�, que n�o tem o m�nimo esbo�o de explica��o. E n�o
s�o s� cientistas cat�licos que pesquisam os fatos
n�o. Essas juntas sempre tem uns ateus, agn�sticos,
mu�ulmanos, judeus e por a� vai. E � uma coisa bem
legal, sempre � bom citar o caso do pr�mio Nobel da
medicina, Alexis Carrol, que era um racionalista
convicto e que foi a Lourdes rindo, achando que ia
desmascarar tudo e acabou se convertendo. E ele n�o
foi o �nico n�o.
       Bem, por hoje � s� em termos de pol�mica. Aqui
est� o texto que eu te falei, do pe. Virg�lio, ssp,
que eu achei no folheto da missa.

Esperan�a para todos
    Ningu�m pode duvidar: o amor de Deus pelo ser
humano chega a beirar a loucura. Loucura divina, que
se consome na entrega de seu Filho unico � morte, a
fim de que ningu�m acabe se perdendo. Nem mesmo
aqueles que, sem culpa pr�pria n�o tiveram a
oportunidade de conhecer o Cristo. Ou aqueles que,
mesmo o conhecendo, n�o conseguem acreditar nele.
    Para todos eles, Cristo deixa entrever um
vislumbre de luz e abre uma fresta de esperan�a: "Quem
age conforme a verdade se aproxima da luz." S� quem
"odeia a luz" ou quem despreza a f� � que se situa
contra Deus e recusa a salva��o. Mas aquele que anseia
pela luz da f� e age conforme a pr�pria consci�ncia-
n�o contaminada pelo orgulho e pelo ego�smo- disp�e-se
a receber o dom da salva��o.
      E assim Cristo, ao se encaminhar para o
sacrif�cio, abre a porta da esperan�a tamb�m para
tantos irm�os nossos que, pelos motivos mais variados,
n�o tiveram a ventura de conhec�-lo e acreditar nele.
      Essa � a consoladora resposta que devemos dar
aos que ainda caminham nas trevas sem culpa pr�pria. E
� tamb�m a resposta apropriada ao fanatismo de algumas
seitas -e at� de alguns cat�licos intransigentes- que,
com a maior facilidade, despacham para o inferno os
que morrem sem batismo e os que n�o se decidem a
crer...
      � verdade de f� que a condi��o para chegarmos �
salva��o � que acreditemos em Jesus Cristo de todo o
cora��o. Contudo, n�o temos o direito de entregar-nos
ao exclusivismo que n�o deixa nenhum espa�o �
miseric�rdia divina e condena sem apela��o os que a
essa Verdade n�o conseguiram chegar...
       Porque a Verdade em quest�o n� oe�conceito ou
id�ia que se possa manipular. Ela � Pessoa: a Pessoa
do pr�prio Cristo que disse: "Eu sou a Verdade!"
Aquela Verdade que tem o poder de libertar e salvar,
por identificar-se com o Amor e a Miseric�rdia.



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