MUITOS CASOS ANÁLOGOS — Refiro-me aqui e agora só ao aspecto, tão maravilhoso e que tanto chama a atenção dos especialistas, da recuperação instantânea dos ossos ou partes dos ossos que estavam faltando.

NUM INSTANTE CRESCE A PERNA Cândida Francisca era uma religiosa de Santa Inês. Em Milão, Itália. A perna esquerda, que havia quebrado, já cicatrizara mas ficara notavelmente mais curta que a direita.

Além do mais, havia já quase dois anos (22 meses) que jazia prostrada no seu leito, com lesões por todo o corpo. Os médicos desistiram. Desenganada.

Preparando-se para morrer, pediu um santinho do célebre cardeal Borromeu (1537-1584), arcebispo de Milão, cujo processo de canonização estava então em andamento. Enquanto a desenganada irmã rezava com o santinho nas mãos, instantaneamente sararam todas as lesões, recuperou as forças e pôde se levantar, caminhar, e dali em diante trabalhar e cumprir todas as suas obrigações normalmente, pois (e isto é o que agora frisamos) a perna esquerda alcançara naquele instante o exato tamanho da outra.

Este foi um dos milagres aprovados para a canonização de S. Carlos Borromeu36. Os processos de canonização S. acessíveis no Vaticano na "Congregação dos Ritos". Algumas fotocópias podem encontrar-se nas melhores bibliotecas alemãs, norte-americanas e canadenses, além de no monumental "Fonds des Canonisations", 798 volumes, da Biblioteca Nacional de Paris (e quando se trata de religiosos, nas casas generalícias das respectivas ordens).

OS OSSOS INTEIROS DAS DUAS PERNAS O fato foi testemunhado, no processo de canonização de S. José de Leonessa, pelo próprio médico que o verificara, e mais seis outras testemunhas oculares. Mais outro médico, entre outras numerosas testemunhas, juraram ter ouvido as testemunhas oculares.

Da. Clara Cricchi Dionisi declarou no processo ser ela mesma a mãe da criança: era seu quarto filho. Os três primeiros nasceram saudáveis, mas no quarto filho, José, logo que nasceu após um parto difícil, "verifiquei, e a parteira comigo, que não tinha qualquer força nas pernas. Porque na metade inferior do corpo, desde o quadril, percebia-se que na coxa, na perna e no pé não tinha ossos nem algo consistente". O dr. Herculano Ercolani, primeiro cirurgião de Leonessa (Abrúzios, Itália), analisou conscienciosamente o menino e por fim confirmou para a desolada mãe o duro diagnóstico: "Que quer que faça à criançinha? Não percebe que a parte inferior do corpo não tem ossos, nem consistência, nem força? (…) Não posso receitar nada, pois para este caso os medicamentos não fazem nada".

Dois anos mais tarde, o dr. Jacinto Ercolari, também cirurgião, filho do dr. Herculano então já falecido, viajou para interessar-se pelo caso do menino aleijado. "Pô-lo ao colo e apalpou-o uma e outra vez. Depois pegou-o pelas coxas, e em seguida a criança se dobrou (…) como se fosse de massa e (o médico) mostrou-me que na coxa, nas pernas e nos pés não existia absolutamente nenhum osso nem nada que oferecesse resistência; dobrou os membros, retorceu-os, enrolou-os juntos um ao lado do outro como se amarrota um lenço. Terminou dizendo que era impossível que o meu filho se curasse. Não havia processo de lhe fazer crescer os ossos que não existiam".

O dr. Jacinto acrescenta no processo: "À vista aparecia uma continuidade pura e simples da carne. Não tinha ossos, embora externamente parecessem indicados e os membros estivessem formados e configurados". E completa o pe. Francisco Rosi: "Sem qualquer coisa dura, mesmo sem nervos e cartilagens que poderiam, ao menos, vir a ser um início da formação de ossos, como o cirurgião Jacinto Rosi me disse". "Alí só havia" — como precisa o cônego Aloísio Carocci, da Colegiata de Leonessa — "uma porção de carne sem ossos e suscetível de se enovelar."

Continua a mãe: "Comecei logo a invocá-lo (a S. José de Leonessa), tanto em casa como na igreja, onde se rende culto ao seu venerável corpo (…) Por fim já não era capaz de agüentar a minha tristeza e as incriminações de meu marido. Peguei a criança e levei-a, sozinha porque me envergonhava, à igreja, ao túmulo do santo, quando lá não havia ninguém, e coloquei-a sobre seu altar. No Domingo e também na segunda-feira de Páscoa de 1739. A minha prece não foi escutada".

"Na terça-feira de Páscoa fiz a mesma coisa. Coloquei-o outra vez sobre o altar, ajoelhei-me perante o corpo do santo e disse: "Aí o tens, S. José, tomai-o morto ou curai-o, porque eu já não mais o quero assim’".

"Depois destas palavras, fui para a porta da Igreja (deixara o menino sobre o altar) com a intenção de abandoná-lo lá. Mas eis que o ouço chorar, e com receio de que alguma coisa pior lhe estivesse acontecendo voltei sobre os meus passos, ajoelhei-me ante o altar e rezei a S. José com maior fervor ainda".

"E então vi meu filho que, do altar, me estendia um pé, que antes nunca pudera mexer. Desci-o de lá, segurei-o como sempre debaixo dos braços, mas vi muito bem que ele apoiava perfeitamente os pés sobre os degraus do altar enquanto com uma das mãozinhas se agarrava ao meu vestido".

"Estourando de alegria, abracei-me a ele, agradeci a S. José este grandíssimo milagre, e fui correndo para casa para mostrá-lo a meu marido, dizendo: ‘Tens de fazer uns sapatos a este menino, pois S. José o curou por completo, como vês’. E comigo também ele chorou de alegria".

"O meu marido, que é sapateiro, fez-lhe os sapatos. E desde então sempre a criança andou e anda livremente. É bonito e forte, como todos vêem".

"No dia seguinte, quarta-feira de Páscoa, peguei meu filho José e ele caminhou até a casa do meu cunhado João Crisóstomo. Admirou-se este ao ver o pequeno, como também o pe. Francisco Rosi, capuchinho, que estava presente e o vira muitas vezes aleijado".

Alguns dias depois a sra. Clara Cricchi Dionisi e seu marido, sr. Marco Dionisi, receberam a visita do cirurgião dr. Jacinto Ercolani, o mesmo que desenganara o menino José como incurável. Verificou uma e outra vez que José tinha todos os ossos que antes faltavam completamente nos pés, nas pernas e nas coxas. Sem sair da sua admiração o médico viu a criança caminhar de um lado para outro sem a mínima dificuldade. O médico garantiu e "em toda Leonessa e seus arredores falou-se daquele verdadeiro e indubitável milagre"37.

ANGÉLICA MOREL Este caso foi estudado entre os milagres apresentados no processo para a canonização de Santa Joana Francisca Fremió de Chantal38. Angélica Morel sofria de deformação congênita de toda a perna direita. Faltava completamente a cabeça do fêmur. Ausência de rótula, com endurecimento do joelho, que ficava sempre rígido. Poderia dizer-se que não tinha calcanhar, tão extremamente disforme e reto estava o pé (pé eqüino em grau máximo). Com a conseqüente deformação progressiva: quando criancinha, a perna era só quatro centímetros menor que a outra, mas aos 15 anos de idade a perna direita, apesar de "esticada" pelo pé eqüino, era 12 centímetros mais curta que a esquerda. Além de muito mais magra e menos aquecida naturalmente. A perna bamboleava, se não a apoiava em algum lugar.

Usava um sapato muito especial, que apoiava sobre as pontas dos dedos, e com um acréscimo na ponta para compensar a diferença de tamanho das pernas, mas para caminhar tinha de fazer um grande esforço, "coxeava de maneira horrorosa, muito curvada", sentia horríveis dores e logo ficava esgotada.

Como a Ordem da Visitação havia sido fundada inclusive para doentes, foi aceita como postulante no Convento da Visitação, na cidade de Avalon. Mas logo surgiram enormes dificuldades quando se pensava em passá-la ao noviciado, e maiores ainda para permitir-se-lhe fazer os votos, porque à sua pouca idade se acrescentava o fato de que a doença era diagnosticada pelos médicos e cirurgiões como muito grave e incurável.

A mestra de noviças animou-a a fazer uma novena de orações perante o quadro da Fundadora, a Madre Fremió de Chantal, no dormitório. A jovenzinha postulante fez com muita esperança a novena. Não aconteceu absolutamente nada.

Mas Angélica Morel não desanimou. Com simplicidade começou dias depois uma segunda novena. No início da segunda novena notou, ao ajoelhar-se depois da Sagrada Comunhão, que podia apoiar-se em ambos os joelhos: o da perna direita também se dobrava e ficava na mesma altura que o joelho da perna esquerda, podia apoiar-se perfeitamente em ambos os joelhos. Ficou entusiasmadíssima. Todo o Convento ficou entusiasmado.

E o entusiasmo em contato com o sobrenatural foi tendo mais motivo dia a dia, até o fim da novena, vendo como a perna direita ia crescendo, endireitando, robustecendo. Terminada a novena estavam completamente iguais as duas pernas. O pé adquirira forma e tamanho normais. Surgiu a rótula. Surgiu a cabeça do fêmur. A perna direita tinha agora a mesma espessura e força da esquerda e era igualmente aquecida.

"Os médicos e cirurgiões que a observaram após a cura nem por um momento hesitaram em reconhecer que estava plenamente curada."

[continua]
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   Fernando De Matos:
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