"A MARCA" — Pierre de Rudder atendeu inclusive ao chamamento feito pelos médicos de Lourdes, agora Lourdes da França. Os drs. Vergez, Balencie e Dozous dirigiram os trabalhos do Bureau de Constations Médicales de Lourdes. E descobriram "a marca" (ou 4 marcas), essa espécie de rubrica que sempre é posta nos milagres de Lourdes para a verificação posterior:

1) Pierre De Rudder não recuperou o tendão do polegar do pé, mas apesar disso o polegar funcionava perfeitamente!

2) A perna esquerda ficou exatamente do mesmo tamanho que a direita, apesar do seqüestro de quatro centímetros de osso que o médico retirara quando do primeiro atendimento ao acidentado, apesar dos pedaços de osso necrosado que o médico retirou várias vezes, apesar da parte do osso que o acidente triturara e que ficou sem periósteo, apesar dos pedaços de osso que se perderam por supuração, apesar da grandíssima surpresa que se reservava para 22 anos depois…

3) Na época da cura de Pierre De Rudder não podia haver verificação por radiografia, que não existia então. Mas 22 anos mais tarde, em 16 de junho de 1897, por iniciativa de pe. Callewaert, reitor do Seminário Maior de Bruges, foi realizada pelo dr. Seligmann, professor do Ateneo Real. E descobriram outra "marca": os ossos haviam soldado justapostos. Na extenS. de um decímetro os ossos da tíbia e do perônio estavam justapostos no sentido antero-posterior. Os ossos superiores estavam na frente. Apesar disso a perna tinha exatamente o mesmo tamanho e a mesma verticalidade que a perna direita! Pierre De Rudder absolutamente não mancava.

4) E ainda mais outra "marca": em qualquer restauração natural de fratura de ossos, o cálcio vai lentamente formando um calo ósseo, até juntar após muito tempo os fragmentos. No caso de Pierre De Rudder os fragmentos soldaram-se diretamente um ao outro, sem o calo ósseo característico.

NÃO DÁ PARA ACREDITAR… — No dia 22 de março de 1898, aos 75 anos de idade, 23 anos após a cura milagrosa, Pierre-Jacques De Rudder morre de pneumonia. É enterrado no cemitério junto à Igreja. Colocam lá um grande crucifixo de ferro forjado com uma inscrição que alude ao grande milagre de que toda a cidade era testemunha.

E continuaram as verificações: no dia 24 de maio de 1899, um ano após sua morte, exumaram o esqueleto e retiraram os ossos das duas pernas para submetê-los à mais exaustiva análise. O próprio dr. Hoestenberghe fez a necrópsia. Verificaram que os ossos da tíbia e do perônio consolidaram--se justapostos: "estando desviados (..), sem ajustamento das suas partes fragmentadas, as substâncias lisas e sem perdas de substâncias ósseas. Verdadeiramente a Virgem de Oostakker havia posto sua assinatura ("a marca"!) sobre este osso". E necessariamente, pela análise, os ossos tiveram de se consolidar de modo instantâneo.

Posteriormente, treze anos após a morte de Pierre de Rudder, o dr. Léon Reverchon, professor na Faculdade de Medicina de Lile, com a colaboração do dr. Glorieux, de Bruges, sobre os ossos das pernas de Pierre de Rudder, que se conservam, até hoje, na Cúria do Bispado de Bruges, tira cinco filmes radiográficos, bem detalhados, que mostraram que a solidificação foi instantânea e perfeita, e com a mesma estrutura óssea que a da outra perna.

Nova análise radiográfica em l951, pelo prof. dr. L. Elaut, confirmando plenamente as verificações anteriores.

A ComisS. Médica de Lille, reunindo mais de cem médicos sob a presidência do dr. Duret, declara: "Com certeza, De Rudder foi curado instantaneamente de uma fratura supurada; a reparação óssea, revelada pela autópsia, não pode ter sido feita por meios naturais"24.

Em 25 de julho de 1908 foi dado o veredicto da ComisS. Canônica nomeada e com a assinatura de mons. G.-J. Vaffelaert, bispo de Bruges. "Considerando que a explicação natural da cura instantânea de uma leS. orgânica tão grave é impossível, porque o trabalho biológico da regeneração dos novos tecidos, necessários à consolidação de uma fratura, exige absolutamente um lapso de tempo apreciável; considerando que, pelo mesmo motivo, é impossível explicar só pelas forças da natureza a cicatrização instantânea de uma ulceração profunda e gangrenada; considerando que essa explicação natural é impossível ainda mais por se tratar neste caso de uma fratura de oito anos, completa e com complicações, com seqüestro considerável de fragmentos, que é curada com recuperação instantânea e durável da função do membro, sem calo, sem encolhimento, sem desvio (da verticalidade geral da perna)(…); nós julgamos e declaramos que a cura de Pierre De Rudder, acontecida em Oostakker em 7 de abril de 1875, é milagrosa e deve ser atribuída a uma especial intervenção de Deus obtida por intercesS. da Santíssima Virgem Maria".

… MAS HÁ QUE ACREDITAR — Imediatamente a cura, a primeira reação. Refere a viscondessa de Bus: Em Bruxelas "estávamos à mesa quando pelas duas horas recebemos uma mensagem de um de nossos caseiros (Auguste Stubbe) comunicando a milagrosa cura. Lendo o aviso, o visconde de Bus ficou muito comovido, e disse: ‘Eu não acreditei jamais nos milagres; mas se De Rudder está curado, é um verdadeiro milagre e eu crerei’". O senador visconde Christian De Bus, até então liberal (chamava-se liberal ao partido anticatólico) converteu-se ao catolicismo e reconheceu publicamente que toda a vida estivera errado.

Termina o relatório do dr. Affenaert: "O que não podiam fazer os médicos, pôde Maria. Vendo tal prodígio eu, que era incrédulo, percebo que passo a acreditar".

O dr. Van Hoestenberghe escreveu referindo-se ao famoso romancista e "liberal" Emile Zola, que debochava dos milagres de Lourdes: "Eu era um incrédulo, como o senhor. O milagre em De Rudder abriu-me os olhos, até então fechados à luz (…) Eu declaro ao senhor sob minha honra, eu não tenho a menor dúvida, eu creio absolutamente".

Como outros vários médicos que antes eram espiritualmente cegos. Aos médicos podemos acrescentar o sr. Trapeniers, escolhido pelo dr. Royers para colaborar na sua pesquisa precisamente porque até então se declarava "liberal", e que com a realização do inquérito terminou convertendo-se lealmente ao catolicismo.

E não-médicos: Destacava-se em Jabbeke, precisamente por seu convicto e proclamado ateísmo, o sr. De Weisch. Vendo e apalpando a cura milagrosa de Pierre De Rudder, declarou que "a incredulidade é impossível (…), é necessário aceitar os ensinamentos da Igreja", e de fato dali em diante procedeu sempre como verdadeiro e autêntico católico.

O mesmo aconteceu com o encarregado do ônibus de Grand a Oostakker: sempre se declarara, perante os peregrinos que transportava, um cético em religião; mas, vendo que o doente da perna quebrada, que ele mesmo carregara, uma hora mais tarde estava perfeitamente curado, declarou-se católico e assim permaneceu.

Vinte anos mais tarde perguntaram ao pároco de Jabbeke se havia na cidade algum incrédulo ou ao menos alguém que não praticasse a religião. Respondeu: "Não, não há nenhum atualmente".

RACIONALISTAS E MODERNISTAS S. DOENTES? — Ou estão culpavelmente cegos. Por que não olham para os fatos? Só é compreensível se estão psicologicamente e gravemente doentes…

*** "O fato da cura de Pierre De Rudder não pode ser verdadeiro, porque seria um bofetão em todas as leis da biologia e da patologia".

— Fica completamente ridícula a posição dos racionalistas. Perversidade ou doença psicológica. É um fato, portanto é verdadeiro.

— E o aspecto que frisamos neste capítulo. O fato supranormal, o milagre, nada tem contra as leis da biologia ou da patologia. É a intervenção de outra força, superior.

*** Aceleração das forças da natureza?

— Ridícula invenção dos teólogos modernistas. Porque em todo o organismo humano não há tanto cálcio circulante como para poder formar um calo ósseo nem sequer de um milímetro cúbico. É precisamente por isso que o organismo precisa de tanto tempo para soldar qualquer ossinho quebrado.

— Portanto, soldar instantaneamente tíbia e perônio, quebrados, após seqüestro, e separados três centímetros, sem periósteo etc., equivale à criação de toda essa quantidade de cálcio e dos outros componentes e estrutura das partes de osso que foram reparadas e introduzidas. Criar é outra força, superior às das criaturas. Criar, só o Criador.

*** Ou é aporte?

— Tal aporte nunca o fez a natureza. Nunca em ambientes de espíritos, fadas, demônios, nem de nenhuma outra qualquer criatura, real ou imaginária. Tais aportes só em ambiente religioso divino. Após a verificação dos fatos, por um ou outro caminho chegamos à mesma transcendência… "exagerada" como poderia parecer antes da pesquisa.

*** Quando se publicaram as fotografias dos ossos das pernas de Pierre De Rudder25, verificando que as extremidades do osso quebradas solidificaram justapostas, logo os racionalistas e "liberais" negaram que fosse milagroso o fato da cura de Pierre De Rudder: apresenta "uma restauração óssea muito defeituosa".

*** E a bobagem é repetida pelos modernistas. O celebérrimo teólogo de hoje, pe. Evely (merecidamente famoso como teólogo puro, porque quando trata de fatos…) tem o disparatado atrevimento de arrasar a restauração óssea da perna de Pierre De Rudder como se tivesse sido feita "por um medíocre cirurgião de vilarejo"26.

— Acaso algum excelente cirurgião, o melhor cirurgião do mundo, todos os cirurgiões juntos, seriam capazes de fazer tal restauração, tão rápida, e naquelas circunstâncias?! Restauração óssea muito mais do que "muito defeituosa": simplesmente não existe na natureza uma tal restauração. É "a marca" (uma das marcas), um sinal manifesto, insuperável, irretorquível de que se deve a outra força. Transcendente. Os modernistas, tão hábeis em disquisições apriorísticas, não conseguem aceitar a realidade? Por quê? Simplesmente porque, para facilitar a verificação, e exaltando o prodígio, oferece "a marca", característica dos milagres de Lourdes?

[continua]
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   Fernando De Matos:
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