TEOLOGIA SEM CI�NCIA! � E ainda � mais triste que essas tolices dos advers�rios aprioristas do milagre S. repetidas e ampliadas pelos diretores e escritores duma cole��o considerada de grande prest�gio dentro da teologia cat�lica de hoje! Prest�gio por outros motivos merecido, mas s� na teologia�, como se fosse poss�vel ser bom te�logo, em tantos temas relacionados com os fatos, sem profundos conhecimentos de parapsicologia.

*** Assim o pe. Laffitte tem a ousadia de negar a pr�pria realidade da cura de Pierre De Rudder! Al�m dos preconceitos modernistas s� apresenta tr�s "argumentos" na ordem dos fatos: 1) A afirma��o do m�dico dr. Van Haestenbergghe de que, "pegando a perna pelo calcanhar, haja podido faz�-lo girar sobre seu eixo mais de uma volta, o que � uma impossibilidade material". 2) O dr. Van Haestenbergghe fala da perna direita, sendo que a fratura evidentemente foi na perna esquerda. 3) "Contrariamente ao exame cl�nico feito j� no dia seguinte � cura, um colega encontrou a parte interna da t�bia inteiramente lisa, sendo que o osso apresentava um acidente na sua estrutura"27.

*** Exatamente o mesmo ataque � realidade hist�rica, pelos mesmos motivos, foi lan�ado pelo pe. Van Tricht28.

*** Com essas mesmas obje��es Marcuse, um obscuro fil�sofo alem�o, poder�amos tamb�m cham�-lo te�logo pante�sta (tudo � Deus) ou monista (s� existe Deus), queria em 1902 defender sua desastrada frase: "O fato da cura de Pierre De Rudder n�o pode ser verdadeiro, seria um bofet�o em todas as leis da biologia e da patologia".

*** E acrescenta (com todo atrevimento e m� vontade, pois s� assim � poss�vel tanta falta de informa��o): para este caso de Pierre De Rudder "n�o se pode descobrir outra explica��o que um embuste refinado, maquinado �ad maiorem Dei gloriam� (�� maior gl�ria de Deus�, lema que nos norteia e de que nos orgulhamos os jesu�tas). Durante 25 anos deixaram este fato dormindo na sombra (?!�), e se traz aos olhos do p�blico ent�o somente quando a morte de P. De Rudder havia impossibilitado todo o controle do caso e todo o exame posterior (gritante falsidade: sabemos que o caso foi amplamente controlado durante toda a vida de Pierre De Rudder desde o pr�prio momento do milagre, e examinado conscienciosamente tamb�m depois da sua morte). Eu creio (� preciso muita f� �s avessas!) que esta circunst�ncia exterior basta por si s�, sem entrar na an�lise do fato como tal (!!), para julgar suficientemente (?) este milagre e seus atores"29.

*** E o escritor dessa com�dia bufa, Marcuse, logo encontrou propagandistas entre os racionalistas. Mesmo o grande naturalista Haeckel, como todos os racionalistas quando entram nestes temas, perde completamente o esp�rito cient�fico e arrastado pelo preconceito (Haeckel � o "te�logo" m�ximo, se pud�ssemos chamar teologia, estudo sobre Deus, aos estudos do absurdo monismo materialista: para eles s� existe a mat�ria, n�o existiria nem Deus, nem alma, nem faculdade PG, nada espiritual) tem a ousadia de louvar Marcuse por ter desmascarado esse "piedoso embuste" em Oostakker e de hav�-lo exposto "em toda sua estupefaciente nudez"30.

� Em primeiro lugar, sobre um fato de que tant�ssimas pessoas falaram e escreveram, durante tantos anos, nada tem de surpreendente que hajam escorregado alguns erros perif�ricos, sem import�ncia. O contr�rio � que seria absolutamente inexplic�vel, um grande milagre! N�o � poss�vel, sem doen�a ou m� vontade, que racionalistas e modernistas n�o saibam nem sequer isso�

� Al�m disso, na �poca das verifica��es ningu�m afirmou isso de "girar sobre seu eixo mais de uma volta". O exagero deve-se, sim, ao dr. Van Haestenberghe. Mas foi numa carta, nada menos que quase 30 anos mais tarde, em 21 de agosto de 1892; a fratura foi em 1867! Tratava-se de um giro at� que o calcanhar ficasse para a frente�, o que j� � uma prova palmar de que o osso estava destru�do, fragmentado, e de que sua cura instant�nea, portanto, era (agora bem aplicado) "uma impossibilidade material" para as for�as da natureza: foi um prod�gio claramente devido a outra for�a, superior.

� Igualmente foi na mesma carta, e somente nessa carta, tantos anos posterior, que o dr. Van Haestenberghe afirma que inspecionou a perna direita. Ambos os erros do dr. Van Haestengerghe tiveram origem na leitura duma descri��o pouco precisa, piedosa sem muita pretenS. cient�fica, num livro a respeito dos milagres de Lourdes escrito pelo pe. Scheerlinck, que substituiu anos depois ao pe. Slock como p�roco de Oostakker31. E com a mesma fonte repete o erro oito anos mais tarde outro autor tamb�m mais piedoso do que propriamente cient�fico, o c�nego Couvreur, em Paris32.

� Nessa mesma fonte piedosa se apoiou o Pe. Van Tricht, copiando-a ao p� da letra, sem mais verifica��es contra o que seria justo exigir de um historiador, mas bem de acordo com o gosto (melhor: mau gosto) dos te�logos modernistas.

� Mas o pr�prio dr. Van Haestenberghe nas suas anota��es, tomadas quando fez todas suas an�lises cl�nicas, e quando fez todos os curativos, e quando realizou todas as verifica��es depois da cura, e quando concluiu pelo milagre indiscut�vel apesar de sua incredulidade anterior, fala sempre da perna esquerda. Por que racionalistas e modernistas se aferram a no m�ximo tr�s vezes, anos depois em que se fala da perna direita contra centenas de vezes em que as testemunhas imediatas falam da perna esquerda? Pode-se duvidar da m� vontade em uns, ou da doen�a psicol�gica nos outros?

� Al�m do mais, na esquerda ou na direita, pouca import�ncia tem. O muit�ssimo importante � a realidade inquestion�vel, realmente cient�fica, da cura instant�nea de uma fratura naturalmente incur�vel.

� E para quem n�o tem animadverS., para quem tem esp�rito aberto � realidade, onde est� a contradi��o em que um m�dico veja que a parte interna da t�bia na sua apar�ncia pela parte externa da perna, vendo e mesmo tocando sobre a pele, apare�a lisa, em contraposi��o � fratura �ssea exposta, anterior ao milagre, apesar de que o osso como tal dentro da perna, como outros colegas do m�dico descobririam ap�s muitos anos, estava soldado justaposto?

� De fato nas fotografias das pernas de Pierre De Rudder em vida n�o se percebe diferen�a nenhuma entre uma e outra perna. Cfr., por exemplo, a fotografia publicada por Deroo33, bem diferente das fotografias dos ossos e nas radiografias, em que a diferen�a � palmar. Veja-se, por exemplo, a fotografia detalhada publicada por Beertrin34. Uma reprodu��o, em cobre, dos ossos est� exposta em Lourdes, e uma fotografia dessa reprodu��o est� publicada, por exemplo, em Deroo35. Racionalistas e modernistas n�o as viram em nenhum livro? Fecharam os olhos em Lourdes?

� Quanto � "h�bil simula��o" pela qual "De Rudder h� exibido ap�s a peregrina��o (�) sua perna direita que n�o fora jamais ferida" (Verhas), o menos que se pode dizer � que "n�o h� ningu�m t�o cr�dulo como o incr�dulo" (Lacordaire). Nem t�o apriorista como o racionalista. Nem t�o ing�nuo ou mesmo t�o rid�culo como o te�logo modernista que se deixa arrastar por eles. Como ent�o explicam que durante os 23 anos seguintes todos viram perfeitamente curado o mesmo Pierre De Rudder que antes durante oito anos e dois meses todos conheceram com� digamos "uma das pernas" em estado mais do que lament�vel? Como explicam as marcas nos ossos, que plasmaram at� hoje a cura, e cura necessariamente instant�nea?

� O p�roco de Oostakker teve um pequeno descuido escrevendo direita em vez de esquerda, mas com toda verdade fez constar que todas as testemunhas no castelo da marquesa de Courtebourne, como tant�ssimas outras testemunhas antes e depois, constataram que indiscutivelmente "a perna estava radicalmente curada. As duas extremidades do osso haviam-se rejuntado instantaneamente, a chaga havia desaparecido, e n�o se via o menor tra�o de articula��o; uma pequena marca azul mostrava o lugar da perna onde o osso havia sido fraturado".

O texto grifado acima prova que Pierre De Rudder mostrou mesmo sua perna esquerda e n�o s� a direita, porque de fato muitos dos que observaram a perna milagrosamente curada de Pierre De Rudder falam dessa m�nima depresS. azulada (outros falam mais genericamente de cicatrizes), mais uma "marca" que se perpetuou at� sua morte.

[continua]
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   Fernando De Matos:
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