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O profundo significado de todas as palavras que
destaquei é o mesmo que há que aplicar às mesmas palavras usadas antes por
outros papas. Agora se trata da autorizada aplicação aos
modernistas de hoje do que já S. Pio X (papa de 1903 a 1914) dizia a respeito da
ação ou eco dos modernistas do início do século XIX: “a síntese de todas as
heresias”, nenhuma verdade do cristianismo ficaria em pé32. S. Pio X exigiu que todos os professores de
teologia católica, no início de cada curso, jurassem solenemente: “Admito e
reconheço como sinais certíssimos
(não diminuindo-os a indícios de pouco valor, como querem os modernistas!)
da origem divina da religião cristã os argumentos externos (argumentos e externos, não opiniões subjetivas, como
querem os modernistas!): da Revelação, isto é, fatos divinos (fatos e divinos, não sentimentos nem forças
naturais, como querem os modernistas!): em primeiro lugar os milagres e as profecias (estas quando superam o prazo
existencial, quando S. milagre; deixa de lado, porque apologeticamente menos
significativos, os fatos especialmente providenciais, o uso das forças da
natureza: os únicos que os modernistas admitem); e aceito que S. sobremaneira acomodados (nada de
subjetivismos) à inteligência de todas as épocas inclusive à dos homens de nosso tempo” (mentalidade
moderna, e isso inclusive durante a máxima difuS. das tergiversações do
racionalismo, nos inícios do século XX!)33. *** Eu sei que também aqui e agora muitos
modernistas… Já ouvi que ordens de papas antigos não obrigam hoje, e que não é
dogma de fé. — Em primeiro lugar Paulo VI, que reafirmou os
severíssimos pronunciamentos de S. Pio X, não é papa antigo. E na realidade nem
Pio X o é, porque suas admoestações e ordem de que os professores de teologia
façam o juramento antimodernístico estão ainda em vigor. — E em segundo lugar: DEFINIÇÃO DOGMÁTICA — S. Pio X está glossando um dogma de fé definido
pelo “Syllabus” (1864) de Pio IX (papa de 1846 a 1878) contra o racionalismo. O
próprio papa Pio IX já antes havia explicado esse dogma na encíclica “Qui
pluribus” de 1846 (DS 2779). O mesmo dogma foi explicado e glossado também pelo
Concílio Ecumênico Vaticano I (1870), que usa precisamente a mesma fórmula do
“Syllabus”: Quando o Concílio Vaticano I, na sesS. III, tratou da fé como
“obséquio racional da inteligência”, ensinou que Deus junto com sua graça
interna quis dar-nos “também argumentos (não indícios no sentido em
que os modernistas tomam o termo sinal) externos (não subjetivos) de
credibilidade, em primeiro lugar
(deixando para segundo plano os fatos providenciais, contra a opinião dos
modernistas) os milagres e profecias,
que S. sinais certíssimos (“sinais
certíssimos”, não ao modo dos modernistas) da divina Revelação, acomodados à inteligência de todos” (DS
3034), isto é, basta não ter preconceitos ou má intenção. *** Eu sei que também aqui e agora… Já ouvi dizer
que a encíclica “Qui Pluribus” e o texto citado do Vaticano I não S. definições
dogmáticas. — Acontece que essa encíclica e esse texto citados
S., como disse, explicações de
grandíssima autoridade a respeito dos textos das solenes definições dogmáticas do
“Syllabus” de Pio IX34 e do próprio
Concílio Vaticano I: “Se alguém disser que milagres não podem ser feitos, e por
conseguinte, que todas as narrações de
milagres, inclusive as contidas na Sagrada Escritura, devem ser consideradas
entre as fábulas e mitos, ou que os
milagres nunca podem ser conhecidos com certeza, ou que com eles não se pode demonstrar a origem
divina da Revelação, seja anátema” (é herege) (DS 3034; ou D — só Denzinger
— 1813). *** Muitos modernistas querem fazer valer que
bastaria um milagre, a Ressurreição de Cristo — que alguns também negam; e então
falam de uma aérea possibilidade de milagre sem concretizar nenhum —, para já
ficar cumprido o dogma. — É sutileza ridícula. É precisamente para que
ninguém se deixe arrastar por essas sutilezas que fiz que as explicações
autorizadas precedessem aos textos dogmáticos. — Por outra parte, na proclamação de um dogma,
precisamente por ser um dogma, as palavras estão muito bem medidas. Não podem
ser esvaziadas do seu verdadeiro significado. * Na definição dogmática em questão chama logo a
atenção e tem de ser muito significativa a insistência com que se usa o plural:
“milagres” (“nulla miracula”), * “todas as narrações de milagres”, — que S.
tantíssimas. E a definição evita restringir o número. * Está claro no texto que não se pretende aprovar
todas, evidentemente, mas também é evidente que na aprovação devem incluir-se
muitas de “todas as narrações de milagres”, * “os milagres”, — De novo sem fórmulas
restritivas. * “inclusive as contidas na Sagrada Escritura” —
que S. muitas. Também evidentemente não se pretende aprovar todas, mas a
aprovação é bastante abrangente. Sem que por isso, evidentemente também, se
excluam os gêneros literários com referência a algumas
narrações. * E aos milagres bíblicos devem acrescentar-se
muitos outros, dado que se emprega o termo inclusive após o termo todas. Portanto, ou modernista ou católico… Só por supina
ignorância especificamente no tema dos milagres, ou por uma “irreflexão
teológica” gravissimamente patológica dada a função que exercem, os modernistas
se livram de ser hereges declarados e contumazes. Não posso deixar de lembrar uma frase, dura e até
um pouco exagerada na sua ironia, do prestigioso parapsicólogo dr. Schatz: “A
teologia nega a Deus! E o afirma a parapsicologia!”35. E
agora o indeterminismo! Inamovíveis…
ou derrubados DERROTADOS… — Na discusS. científico-filosófica os católicos
tradicionalistas, defensores do milagre, derrotaram completamente os
racionalistas, que pretendiam preconceituosa ou doentiamente acabar com os
milagres militando sob o estandarte do determinismo
absoluto. Derrotados no debate até a vergonha, mas os
racionalistas ficaram satisfeitos: na “vida real” recebiam — e recebem — pleno
apoio das pessoas cultas. Qualquer pessoa medianamente culta, sem estudar por si
mesma o problema, só ouve as vozes dos racionalistas, porque eram prestigiados
cientistas por outros motivos. E hoje os remanescentes dos racionalistas — e
muitas pessoas cujos preconceitos ou traumas foram exaltados por uma verdadeira
lavagem cerebral ambiental — também estão satisfeitos pelo apoio que
inesperadamente recebem do eco: os teólogos católicos
modernistas. Numa palavra, os racionalistas conseguiram seu
objetivo. Podem estar satisfeitos pelo estrago que fizeram, mais os modernistas
do que os próprios racionalistas. Qualquer pessoa medianamente culta, hoje,
“sabe” (?, ouvir falar não é saber) que “todos” (?) negam a existência do
milagre. …
TROCARAM DE ESTRATÉGIA — Receosos
de que a mentira “tem pernas curtas”? O fato é que logo que alguns cientistas do mais
alto prestígio no campo da física começaram a falar do indeterminismo, os
racionalistas deixaram o determinismo absoluto ao eco dos modernistas
protestantes da época e dedicaram-se, no começo do século XX, a arquitetar
deturpações precisamente no lado oposto, o contingentismo ou indeterminismo
absolutos. Continuavam no afã, apriorístico e doentio, mas
muito bem organizado, de dinamitar os milagres, “critério único, suficiente,
necessário e acomodado a todas as inteligências” como sustentáculo da fé
racional na Revelação divina. Não se pode duvidar que esperavam ter também na
nova tática pleno apoio no eco dos modernistas… Mas nesta esperança, desta vez,
falharam. Ou ainda não a conseguiram. Poucos modernistas, antigos ou modernos,
conseguem repetir os conceitos e termos da física quântica… Façamos um sobrevôo
para termos uma viS. de conjunto. FÍSICA
QUÂNTICA: UM PONTO DE PARTIDA —
Max Planck (1858-1947), prêmio Nobel de física em 1918, professor de física
teórica na Universidade de Berlim, tinha 42 anos, no final de 1900, quando
descobriu os quanta: a energia
radiante, embora apresente um aspecto de onda contínua no espaço (ondas
hertzianas, luz etc.), na verdade está constituída de uma estrutura separada, é
uma estrutura de pequenas quantidades separadas de corpúsculos tão minúsculos
que parecem imateriais: os quanta. A energia se propaga no espaço concentrada
realmente nesses pontos, nesses pedacinhos ou quanta. Surgiu do interior da natureza física uma
constante fixa, universal, minúscula, expressa por um número, é o “quantum fundamental” ou também “quantum de ação” e representa a menor
coisa possível na natureza.
* Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal®: http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/ ******************************************************************* |
