OS PAPAS MODERNOS ALERTAM OS MODERNISTAS — Nunca houve na Igreja uma revolução tão perniciosa como a ação — ou melhor, o eco — dos modernistas. E assim Paulo VI (papa de 1963 a 1978) qualificou essa repetição pelos teólogos católicos modernistas como “autodemolição” do catolicismo, enquanto pedia à Igreja que pusesse fim “ao caminho da perdição”. Nessa mesma encíclica “Humani Generis”, de 1950, Paulo VI insiste expressamente em que “existe um grande número de sinais externos e fúlgidos que permitem (…) provar a origem divina da religião cristã”31.

O profundo significado de todas as palavras que destaquei é o mesmo que há que aplicar às mesmas palavras usadas antes por outros papas.

Agora se trata da autorizada aplicação aos modernistas de hoje do que já S. Pio X (papa de 1903 a 1914) dizia a respeito da ação ou eco dos modernistas do início do século XIX: “a síntese de todas as heresias”, nenhuma verdade do cristianismo ficaria em pé32.

S. Pio X exigiu que todos os professores de teologia católica, no início de cada curso, jurassem solenemente: “Admito e reconheço como sinais certíssimos (não diminuindo-os a indícios de pouco valor, como querem os modernistas!) da origem divina da religião cristã os argumentos externos (argumentos e externos, não opiniões subjetivas, como querem os modernistas!): da Revelação, isto é, fatos divinos (fatos e divinos, não sentimentos nem forças naturais, como querem os modernistas!): em primeiro lugar os milagres e as profecias (estas quando superam o prazo existencial, quando S. milagre; deixa de lado, porque apologeticamente menos significativos, os fatos especialmente providenciais, o uso das forças da natureza: os únicos que os modernistas admitem); e aceito que S. sobremaneira acomodados (nada de subjetivismos) à inteligência de todas as épocas inclusive à dos homens de nosso tempo” (mentalidade moderna, e isso inclusive durante a máxima difuS. das tergiversações do racionalismo, nos inícios do século XX!)33.

*** Eu sei que também aqui e agora muitos modernistas… Já ouvi que ordens de papas antigos não obrigam hoje, e que não é dogma de fé.

— Em primeiro lugar Paulo VI, que reafirmou os severíssimos pronunciamentos de S. Pio X, não é papa antigo. E na realidade nem Pio X o é, porque suas admoestações e ordem de que os professores de teologia façam o juramento antimodernístico estão ainda em vigor.

— E em segundo lugar:

DEFINIÇÃO DOGMÁTICA — S. Pio X está glossando um dogma de fé definido pelo “Syllabus” (1864) de Pio IX (papa de 1846 a 1878) contra o racionalismo. O próprio papa Pio IX já antes havia explicado esse dogma na encíclica “Qui pluribus” de 1846 (DS 2779).

O mesmo dogma foi explicado e glossado também pelo Concílio Ecumênico Vaticano I (1870), que usa precisamente a mesma fórmula do “Syllabus”: Quando o Concílio Vaticano I, na sesS. III, tratou da fé como “obséquio racional da inteligência”, ensinou que Deus junto com sua graça interna quis dar-nos “também argumentos (não indícios no sentido em que os modernistas tomam o termo sinal) externos (não subjetivos) de credibilidade, em primeiro lugar (deixando para segundo plano os fatos providenciais, contra a opinião dos modernistas) os milagres e profecias, que S. sinais certíssimos (“sinais certíssimos”, não ao modo dos modernistas) da divina Revelação, acomodados à inteligência de todos” (DS 3034), isto é, basta não ter preconceitos ou má intenção.

*** Eu sei que também aqui e agora… Já ouvi dizer que a encíclica “Qui Pluribus” e o texto citado do Vaticano I não S. definições dogmáticas.

— Acontece que essa encíclica e esse texto citados S., como disse, explicações de grandíssima autoridade a respeito dos textos das solenes definições dogmáticas do “Syllabus” de Pio IX34 e do próprio Concílio Vaticano I: “Se alguém disser que milagres não podem ser feitos, e por conseguinte, que todas as narrações de milagres, inclusive as contidas na Sagrada Escritura, devem ser consideradas entre as fábulas e mitos, ou que os milagres nunca podem ser conhecidos com certeza, ou que com eles não se pode demonstrar a origem divina da Revelação, seja anátema” (é herege) (DS 3034; ou D — só Denzinger — 1813).

*** Muitos modernistas querem fazer valer que bastaria um milagre, a Ressurreição de Cristo — que alguns também negam; e então falam de uma aérea possibilidade de milagre sem concretizar nenhum —, para já ficar cumprido o dogma.

— É sutileza ridícula. É precisamente para que ninguém se deixe arrastar por essas sutilezas que fiz que as explicações autorizadas precedessem aos textos dogmáticos.

— Por outra parte, na proclamação de um dogma, precisamente por ser um dogma, as palavras estão muito bem medidas. Não podem ser esvaziadas do seu verdadeiro significado.

* Na definição dogmática em questão chama logo a atenção e tem de ser muito significativa a insistência com que se usa o plural: “milagres” (“nulla miracula”),

* “todas as narrações de milagres”, — que S. tantíssimas. E a definição evita restringir o número.

* Está claro no texto que não se pretende aprovar todas, evidentemente, mas também é evidente que na aprovação devem incluir-se muitas de “todas as narrações de milagres”,

* “os milagres”, — De novo sem fórmulas restritivas.

* “inclusive as contidas na Sagrada Escritura” — que S. muitas. Também evidentemente não se pretende aprovar todas, mas a aprovação é bastante abrangente. Sem que por isso, evidentemente também, se excluam os gêneros literários com referência a algumas narrações.

* E aos milagres bíblicos devem acrescentar-se muitos outros, dado que se emprega o termo inclusive após o termo todas.

Portanto, ou modernista ou católico… Só por supina ignorância especificamente no tema dos milagres, ou por uma “irreflexão teológica” gravissimamente patológica dada a função que exercem, os modernistas se livram de ser hereges declarados e contumazes.

Não posso deixar de lembrar uma frase, dura e até um pouco exagerada na sua ironia, do prestigioso parapsicólogo dr. Schatz: “A teologia nega a Deus! E o afirma a parapsicologia!”35.

E agora o indeterminismo!

Inamovíveis… ou derrubados

DERROTADOS… — Na discusS. científico-filosófica os católicos tradicionalistas, defensores do milagre, derrotaram completamente os racionalistas, que pretendiam preconceituosa ou doentiamente acabar com os milagres militando sob o estandarte do determinismo absoluto.

Derrotados no debate até a vergonha, mas os racionalistas ficaram satisfeitos: na “vida real” recebiam — e recebem — pleno apoio das pessoas cultas. Qualquer pessoa medianamente culta, sem estudar por si mesma o problema, só ouve as vozes dos racionalistas, porque eram prestigiados cientistas por outros motivos.

E hoje os remanescentes dos racionalistas — e muitas pessoas cujos preconceitos ou traumas foram exaltados por uma verdadeira lavagem cerebral ambiental — também estão satisfeitos pelo apoio que inesperadamente recebem do eco: os teólogos católicos modernistas.

Numa palavra, os racionalistas conseguiram seu objetivo. Podem estar satisfeitos pelo estrago que fizeram, mais os modernistas do que os próprios racionalistas. Qualquer pessoa medianamente culta, hoje, “sabe” (?, ouvir falar não é saber) que “todos” (?) negam a existência do milagre.

… TROCARAM DE ESTRATÉGIA — Receosos de que a mentira “tem pernas curtas”?

O fato é que logo que alguns cientistas do mais alto prestígio no campo da física começaram a falar do indeterminismo, os racionalistas deixaram o determinismo absoluto ao eco dos modernistas protestantes da época e dedicaram-se, no começo do século XX, a arquitetar deturpações precisamente no lado oposto, o contingentismo ou indeterminismo absolutos.

Continuavam no afã, apriorístico e doentio, mas muito bem organizado, de dinamitar os milagres, “critério único, suficiente, necessário e acomodado a todas as inteligências” como sustentáculo da fé racional na Revelação divina.

Não se pode duvidar que esperavam ter também na nova tática pleno apoio no eco dos modernistas… Mas nesta esperança, desta vez, falharam. Ou ainda não a conseguiram. Poucos modernistas, antigos ou modernos, conseguem repetir os conceitos e termos da física quântica… Façamos um sobrevôo para termos uma viS. de conjunto.

FÍSICA QUÂNTICA: UM PONTO DE PARTIDA — Max Planck (1858-1947), prêmio Nobel de física em 1918, professor de física teórica na Universidade de Berlim, tinha 42 anos, no final de 1900, quando descobriu os quanta: a energia radiante, embora apresente um aspecto de onda contínua no espaço (ondas hertzianas, luz etc.), na verdade está constituída de uma estrutura separada, é uma estrutura de pequenas quantidades separadas de corpúsculos tão minúsculos que parecem imateriais: os quanta.

A energia se propaga no espaço concentrada realmente nesses pontos, nesses pedacinhos ou quanta.

Surgiu do interior da natureza física uma constante fixa, universal, minúscula, expressa por um número, é o “quantum fundamental” ou também “quantum de ação” e representa a menor coisa possível na natureza.

 [Continua]

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Fernando De Matos:
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