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Século
IV Durante a violenta perseguição aos cristãos
ordenada pelo imperador Diocleciano, nos anos 303 a 313. As autoridades romanas
em três oportunidades pretenderam obrigar S. Félix, bispo inglês, a oferecer
publicamente sacrifícios aos ídolos. S. Félix, nas três oportunidades, com um
sopro ou mesmo cuspindo contra elas derrubou nos seus templos as estátuas dos
ídolos Sérapis, Mercúrio e Diana28. * No capítulo anterior vimos a invulnerabilidade
de S. Julião aos tormentos infligidos contra ele pelo cada vez mais furioso
governador de Antioquia, Marciano, enviado pelo imperador Maximino II no intento
— como se fosse possível! — de extirpar o cristianismo. Impressionado pela constância na fé e pelos
milagres de invulnerabilidade de S. Julião, que presenciara, o adolescente
Celso, o único filho do governador Marciano, havia pedido o batismo. Exatamente
como Marcionella, a esposa do governador. E Anastásio, que S. Julião havia
revitalizado em desafio lançado pelo mesmo irritado
governador. Foram levados junto com S. Julião ao templo de
Júpiter, perante ingente multidão. Estavam também lá convocados todos os
sacerdotes de todos os templos dos numerosos ídolos da
cidade. Por ordem de Marciano, os quatro prisioneiros
cristãos teriam de prostrar-se de joelhos e oferecer incenso a Júpiter, o deus
supremo e pai dos deuses na mitologia romana. A expectativa era enorme. A
multidão, de acordo com diversos aspectos do que estava vendo, às vezes
prorrompia em gritos airados, às vezes recolhia-se em profundo
silêncio… E com efeito. Os quatro prisioneiros cristãos
prostraram-se de joelhos…, em profunda oração. Com os olhos levantados para o
céu para que todos compreendessem que estavam rezando a Jesus Cristo e não a
Júpiter, a cuja solene estátua tinham depreciativamente virado as costas.
Repentinamente o enorme ídolo de Júpiter sumiu engolido pela terra que se abriu
numa grande cratera. A estátua de Júpiter nunca mais foi encontrada. Inclusive
os sacerdotes de Júpiter, conjuntamente com os outros sacerdotes e seus
idolozinhos que muitos portavam nas mãos, caíram todos na cratera. Com muita
dificuldade conseguiram sair assustados, extenuados e completamente sujos de
terra e lama. Houve inúmeras conversões à fé em Jesus Cristo. Seis séculos mais
tarde ainda saíam chamas da profunda cratera29. Século
V Quando S. Porfírio (353-420) voltava de
Constantinopla a Gaza, como bispo desta cidade, os cristãos receberam-no
portando pequenas cruzes e cantando hinos religiosos. Os pagãos, cada vez em
maior número, foram unindo-se ao cortejo, gritando e burlando dos cristãos. Os
cristãos foram ficando cada vez mais silenciosos. Os gritos e burlas dos pagãos chegaram ao ápice
quando passavam diante de uma belíssima estátua da deusa Vênus acima de um
grande altar. De mármore. Então S. Porfírio voltou-se para a estátua, fez o
sinal-da-cruz, e a estátua ruiu despedaçando-se e despedaçando o altar em
pequenos fragmentos. Nos dias seguintes, o número dos que se faziam
instruir e batizar aumentava vertiginosamente. Os próprios habitantes de Gaza
destruíram completamente os templos de Vênus, do Sol, de Apolo, de Júpiter e de
muitos outros deuses. Organizaram queima pública de livros de idolatria e
superstições. Por sua
vez, a imperatriz de Constantinopla, Eudoxia, doou uma grande quantidade de
prata para a construção de uma maravilhosa igreja — “a Eudoxiana”, muito
visitada pelo seu esplendor nos séculos seguintes — em forma de cruz,
precisamente onde estivera o templo de Vênus. Quando ativamente o povo
trabalhava na construção da nova igreja, freqüentemente gritava “Cristo
há vencido”30. Século
X No ano 900. S. Leão, arcebispo de Rouen, apóstolo
de Bayonne na fronteira ao sul da França, e de Vizcaia e Navarra no norte da
Espanha. Em Bayonne, pregando na frente do templo de Marte,
o santo arcebispo reprovou os assistentes por adorar e considerar deus um
simples astro sem vida. A multidão reagiu aos gritos. S. Leão percebeu que não
conseguiria pregar o Evangelho e que a multidão logo iria embora, não mais
querendo escutá-lo. Então o santo recolheu-se um instante numa oração
silenciosa, de forma que todos compreendessem que estava invocando o Deus que
pretendia pregar, Jesus Cristo. Depois caminhou uns passos desafiante em direção
à estátua de Marte. Assinalou-a com o braço estendido. A multidão, sem de tudo
deixar de gritar, observava agora mais bem curiosa. S. Leão manifestando o mais
absoluto desprezo pelo ídolo, soprou contra a enorme estátua, e esta desabou por
terra desfeita em pó. Por este milagre, muitos sacerdotes de Marte e
grande quantidade de pessoas do povo converteram-se ao cristianismo31. CONCLUS. — Sobre o determinismo das propriedades essenciais
e comuns, pode ficar manifesto que o proceder inesperado — que nada tem a ver com o
inexistente indeterminismo absoluto — se deve incontestavelmente a Outra Força.
As circunstâncias mostram com a evidência máxima, por entre a onda tumultuosa
dos eventos, a Mão Soberana que realiza o milagre.
* Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal®: http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/ ******************************************************************* |
