MESMO DESLUMRADOS, O RECONHECEM — Schrödinger é mais um dos grandes físicos que, perante a dificuldade de precisar as leis na microfísica e a conseqüente formulação estatística, confunde-as, como tantos outros físicos deslumbrados pelas recentes descobertas da nova física, com ausência de leis da natureza! Também ele caiu no disparate de afirmar que tudo era acaso ou probabilidades na natureza meramente material.

Perante a regularidade do comportamento biológico, porém, o próprio Schrödinger teve de reconhecer: “Em biologia deparamos com uma situação totalmente diversa. Um único grupo de átomos, existente num só exemplar, produz efeitos ordenados, maravilhosamente de acordo entre si e com o ambiente, segundo as leis mais rigorosas” (…)

“Não é necessário possuir uma imaginação de poeta, mas somente uma reflexão científica sóbria e clara, para reconhecer que nos encontramos, obviamente, diante de acontecimentos cujo ulterior desenvolvimento, segundo leis rigorosas, é dirigido por um mecanismo (o princípio de vida: a alma vegetal, animal ou racional) inteiramente diferente daquele mecanismo probabilístico (?) da física”40.

O PRÓPRIO MAX PLANCK CONTRA — Melhor filósofo, e como bom cientista não preconceituoso contra o milagre, o próprio pai da “nova física” reclamou da manifesta contradição em que caíram os seguidores da “nova filosofia”.

Planck dintinguia claramente entre a realidade do mundo em si mesmo e o esquema que nós idealizamos para expressar nossas descobertas sobre o mundo. As aparentes contradições estão só na imperfeição do esquema.

Planck compreendia claramente que o próprio princípio de indeterminação de Heisenberg, contra o que poderia parecer, ao obrigar a fundamentar qualquer afirmação e previS. sobre probabilidades estatísticas, é prova do determinismo.

Planck via-se obrigado a aplicar o cálculo de probabilidades a determinados fenômenos porque estava diante de um grande número de realidades elementares, os quanta, difíceis de ser seguidos individualmente e influenciáveis com só observá-los. Sabia, porém, perfeitamente que cada quantum tinha uma identidade bem determinada e obedecia às leis físicas. A dificuldade de encontrar as leis que regem cada quantum é uma dificuldade prática, não de princípios41.

Diríamos paradoxalmente que inclusive na física infra-atômica há uma desordem perfeitamente ordenada, um indeterminismo plenamente determinado.

TAMBÉM O PRÓPRIO EISNTEIN CONTRA — Continuando seus estudos após o estardalhaço produzido pela sua teoria da relatividade restrita, Einstein aprofundou seu pensamento.

Longe de defender o indeterminismo absoluto, Eisntein o rejeita plenamente. Se o indeterminismo ou contingentismo absoluto existisse, se tudo no mundo fosse obra do acaso — pergunta a imensa inteligência de Einstein —, então de onde vem à ciência esse poder de se estruturar em edifícios cada vez mais complexos? Por que o mundo é inteligível? Nenhum indeterminista pode responder a essa pergunta.

Essa pergunta fundamental e irretorquível contra o indeterminismo ou contingentismo absolutos é tradicional e conhecidíssima na filosofia clássica ou perene. Também a fizeram muitos cientistas de observação antes de Einstein.

Assim, por exemplo, o grande biólogo Jean Rostand, recentemente falecido, teve de objetar, até um tanto sarcasticamente, aos seus colegas biólogos…, mas aprioristicamente racionalistas: O Acaso? “É preciso encontrar outra explicação”42.

E antes, em pleno ambiente racionalista e apesar das próprias tendências, também Darwin (1809-1882) teve de reconhecer, quando escrevia o seu “A Origem das Espécies”43: É impossível “conceber este imenso e maravilhoso universo, incluindo o homem com sua capacidade de olhar para o passado remoto e para o futuro distante, como resultante de um acaso cego ou da necessidade”.

Einstein, portanto, simplesmente concorda e confirma a “pergunta fundamental” ou “argumento irretorquível” que a reta filosofia sempre soube e que sempre pairou no ambiente entre as pessoas inteligentes e sinceras.

Einstein aspira a uma teoria geral, um sistema de equações universais que se apliquem a tudo e a cada acontecimento físico. Einstein pretende, como ele mesmo diz abertamente, formular as leis gerais da natureza, deduzindo-as unicamente dos elementos intrínsecos aos fenômenos, com perfeita independência das deturpações do observador e sem que este se deixe enganar pela sua apreciação subjetiva44.

OS RACIONALISTAS “CONFUNDEM ALHOS COM BUGALHOS” — É também muito importante desmascarar mais um erro de base, que destrói completamente a posição dos racionalistas:

*** Eles pretendem negar o milagre apoiando-se no cálculo de probabilidades! Na realidade a lei estatística parte do suposto que todos os fatos que com ela se medem S. igualmente possíveis. Os racionalistas partem do suposto que o milagre, por definição um fenômeno supranormal ou sobrenatural, é um fenômeno natural, simplesmente um acontecimento igual a qualquer outro, só que “altissimamente improvável no caráter estatístico das leis”, pura casualidade dentro das possibilidades estatísticas de um indeterminismo geral, alta improbabilidade mas prevista no cálculo de probabilidades45.

— Pressupostos completamente apriorísticos. Falsos. Quando ou quem há demonstrado que os milagres S. igualmente possíveis que os fatos comuns ou mesmo parapsicológicos?! O fenômeno supranormal ou milagre é outra coisa, muito superior. O cálculo de probabilidades não  pode ser aplicado conjuntamente aos fatos comuns, aos parapsicológicos e aos milagrosos. Os racionalistas “desconhecem” o método científico exclusivista característico deles próprios!

— Há casos em que todas as circunstâncias apontam para Deus com absoluta certeza, e supõe preconceito plenamente anticientífico e cegueira doentia total pretender nesses casos refugiar-se em aéreas teorias do cálculo de probabilidades.

O MILAGRE FICA INATINGIDO — J. Palácios, prêmio March de ciências, conclui até com um tom irônico contra os racionalistas: “O indeterminismo (no sentido em que o havemos explicado) só se manifesta no mundo dos corpúsculos, e a ninguém lhe ocorrerá analisar os milagres com a câmara de Wilson, com o tubo contador ou com o betatron (todos para análises na microfísica). No mundo macroscópico no qual nos movemos continuam em vigor as leis da física clássica e tudo fica como estava (antes da física quântica e das formulações estatísticas…) A física moderna não deixa as coisas à mercê do acaso”.

“Até no mundo dos corpúsculos há de haver algo desconhecido que fixa as regularidades estatísticas que observamos. Podemos estar seguros de que, sem milagre, é impossível que se duplique a radioatividade de um miligrama de rádio, apesar de tratar-se de uma propriedade (formulada como se fosse) puramente estatística”46.

MOVIMENTO BROWNIANO? TELECINESIA? — Concordávamos páginas acima em que seria louco quem esperasse o movimento browniano da microfísica, ou mesmo uma sucesS. de telecinesias parapsicológicas, na macrofísica, por exemplo para construir um muro… ou um simples pedestal de tijolos, que fosse.

Mesmo que na formulação estatística um muro levantar-se “sozinho” seja uma possibilidade, na realidade é impossível naturalmente; se alguma vez acontecesse o fenômeno, só o preconceito louco de um racionalista não buscaria a causa no sobrenatural, milagre evidentemente.

Igualmente com a telecinesia: mesmo nas melhores circunstâncias ou numa máxima emisS. de telergia, o êxito é diretamente proporcional ao peso do objeto.

Assim, como exemplo destacável entre os casos já analisados no livro “As Forças Físicas da Mente”, citemos as experiências de Crawford com o grupo Goligher: “Existe uma distância crítica, só dentro da qual é possível a levitação” (mais exato seria dizer telecinesia; por levitação se entende do próprio corpo da pessoa —…) Parece haver uma altura crítica (…— sendo a melhor) mais ou menos a 20 cm do solo, pelo menos com mesas pesando de dois e meio a cinco quilos; o gasto de energia psíquica (telergia é termo preferível) é então o mínimo. Para uma levitação (telecinesia) até uma altura notavelmente maior (…), ou para uma manifestação impressionante (…), a estabilidade da mesa é bem menor, oscilando devagar de um lado para outro (…), com dificuldade (…), eleva-se aos solavancos (…) A altura máxima das levitações (telecinesias), quanto eu pude constatar, é ao redor de  1,20 m (…— Na altura crítica, de uns 20 cm, a telecinesia pode ser) mais fácil, ou pelo menos mais regular e mais prolongada. Tudo o que ultrapassa essa altura exige esforço perceptível”47.

E precisamente essa estreita limitação de peso e altura, assim como o esforço requerido, constituem mais uma evidente diferença com o milagre. Um grupo de mulheres não conseguiria com a força muscular movimentar a pedra do sepulcro de Jesus Cristo (Mc l6,1-3). Muito menos telecineticamente. E recorrer como os racionalistas ao movimento browniano e ao cálculo de probabilidades constitui a maior das bufonarias.

Mais fatos supranormais.
Cadáveres inamovíveis

SANTOS QUIRINO E BALBINA — O papa S. Leão IX (1002-1054), acedendo ao pedido de sua irmã, abadessa de Nuyss, concedeu que os corpos dos irmãos S. Quirino e Santa Balbina, mártires do século II, fossem trasladados ao Mosteiro de Nuyss.

Quando a carroça chegou ao Dabo, o mulo “empacou”. Os condutores tiveram de ficar lá até o dia seguinte. Na madrugada o problema foi ainda maior. Os dois ataúdes, descarregados na véspera, agora não havia esforço humano que conseguisse levantá-los do chão. A abadessa de Nuyss mandou erigir uma capela no lugar, com um bonito sepulcro onde os corpos dos santos irmãos ficaram para a veneração pública48.

S. DROGO — Morreu em Sebourg, região de Hainault (entre Bélgica e França), em 1189. S. Drogo vivera em Sebourg seis anos como pastor de ovelhas e quarenta anos como eremita, edificando a todos pela sua penitência e santidade. Nascera em Epinoy, de Artois, e de lá seus parentes reclamavam o venerado corpo.

Mas o santo, junto de Deus, não permitiu que suas relíquias abandonassem os amigos que tivera durante toda a vida, os habitantes de Sebourg. Quando chegou a carroça que haveria de fazer o transporte, o ataúde ficou tão pesado que não houve modo de levantá-lo do chão. Convocaram quantos homens fortes cabiam ao redor do ataúde para tentar levantá-lo, e o esforço de todos foi reiteradamente inútil. Os parentes tiveram de conceder que fosse enterrado lá mesmo, em Sebourg. Agora o ataúde com toda facilidade foi levado à igreja, onde até hoje é mostrado o sepulcro de S. Drogo.

O lugar onde o ataúde se fizera inamovível é chamado até hoje Monte Alegre S. Drogo (ingeniosa transformação de “Mons Jovis” = “Monte de Júpiter” em latim, para “Mont Joie” = “Monte Alegria” em francês). Anualmente celebra-se uma procisS. comemorativa em Sebourg, onde há uma rua com um cruzeiro dedicados ao santo, além da “fonte de S. Drogo” à qual o santo levava suas ovelhas49.

 [Continua]

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Fernando De Matos:
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