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DOMINA
UM NAVIO — S. Hilarião († 372),
de Tebas (Palestina), abade eremita, com muitos companheiros estava viajando de
Dalmácia, num navio. Já estavam longe da terra firme, quando um barco de piratas
se lhes aproximava velozmente. Os tripulantes sabiam e apavorados comunicavam
que eles próprios, como também todos os passageiros, seriam uns levados para
serem vendidos como escravos, outros menos fortes arrojados ao
mar. S.
Hilarião, então, em pé na coberta, primeiro manifestamente rezou, depois
estendeu suas mãos contra os piratas e clamou com voz forte: “Até aí, e não mais
adiante”. O barco pirata parou instantaneamente, numa freada impossível, e
imediatamente lançou-se em marcha à ré como impulsinado por fortíssimo
vento58. O grande historiador Nicéforo Calixto († 1350), na
sua crítica “História Eclesiástica”, garante que o fato cumpre todas as
exigências de verdade histórica. ATÉ AS
ROCHAS OBEDECEM — Uma enorme
rocha, desprendida do alto do monte, rolava impetuosamente pela ladeira com
eminente perigo de matar e ferir muitos dos trabalhadores que faziam o
acabamento, e mesmo destruir grande parte do hospital recém-construído em
Calábria. Aos gritos da multidão todos saíram apavorados do prédio: o perigo
para os homens foi, então, ainda muito maior. S. Francisco de Paula (1416-1507) simplesmente (?)
levantou com toda calma os braços para o Céu e deu uma ordem em nome de Jesus
Cristo. A enorme rocha se deteve imediatamente e se fixou no seu lugar para
sempre, enquanto que outras pedras bem menores, mas também apresentando perigo
de matar e ferir as pessoas que poderiam alcançar, ficaram uns instantes
suspensas no ar e logo suavemente voltaram e se fixaram na ladeira do
monte. O fato é
mencionado na Bula de Canonização, e assim a veracidade histórica está garantida
pelas pesquisas realizadas no processo59. Também
os Bolandistas, com sua incontestável autoridade histórica, citam este
milagre60. QUE
FORÇA A MANTÉM? — O mesmo S. Francisco de Paula, em outra ocasião,
simplesmente (?) com o sinal-da-cruz segurou uma rocha que estava começando a
rolar ameaçadoramente desprendida da “parede” de um precipício. “Esta rocha está
suspendida em tal situação e de tal maneira que parece uma impossibilidade
natural. Parece que deve rolar, mas lá está agarrada ainda”61. NOSSA
SENHORA DE ANTUÉRPIA — Um
comerciante transportava tranqüilamente a Antuérpia uma talha representando a
Sma. Virgem Maria. Mas quando chegou ao rio Escalda a imagem parecia tão pesada
que não havia modo de movê-la. Pouco a pouco foram aglomerando-se os habitantes
de Antuérpia para ver o prodígio. Quando tiveram de desistir, chegaram à concluS. de
que a Sma. Virgem queria ficar por lá mesmo junto ao Escalda. E, assim,
compraram a imagem ao comerciante. Então com toda a facilidade os habitantes
levaram a imagem à igreja próxima, de S. João Batista. A tradição local secular conta, como um dos primeiros documentos, com uma valiosa referência ao milagre, independente e contemporânea, por escrito, em 1434.62 O milagre de Nossa Senhora de Antuérpia está longe
de ser o único deste tipo, como veremos no livro “As Aparições, outra
Perspectiva. A Ciência Purifica a Fé”. Seleciono mais um por tratar-se de uma
imagem brasileira de muita veneração nos países vizinhos: mais uma vez Nossa
Senhora como laço de união entre seus filhos da América Latina, aspecto muito
destacado, como se mostra no livro citado, na “Menina de Tequatlaxupeuh”,
padroeira de toda a América Latina. NOSSA
SENHORA DE LUJAN — Foi em 1630.
Um português que morava em Sumampa (Córdoba, Argentina) pediu a um amigo
compatrício, que morava no Brasil, uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. A
imagem, cuidadosamente embalada num caixote, foi transportada por mar até o
porto de Buenos Aires. De lá empreenderam uma longa viagem por terra
transportando o caixote com a imagem num carro puxado por dois
bois. Já se passaram três dias da penosa viagem, quando
atravessado o rio Luján acampam, para passar a noite, no rancho de outro
português. No dia seguinte, logo ao amanhecer, trataram de
prosseguir a viagem. Impossível. Por mais esforços que bois e carreteiros
fizessem, o carro não saía do lugar. Pensando que poderia ser cansaço dos bois,
experimentaram com mais alguns pares de bois descansados. Mas de nada adiantou.
Passava o tempo. Multiplicavam-se os esforços. Correu a notícia. Aglomerava-se o
povo. Retiraram com toda a facilidade o caixote com a
imagem. Os bois puxaram o carro com toda a facilidade. Carregaram de novo com
toda a facilidade o caixote. E não havia modo de que os bois nem todas as
pessoas ajudando fizessem avançar um palmo o carro. Mais experiências, esforços…
Por fim todos compreenderam que Nossa Senhora não queria que Sua imagem saísse
de lá. Felizes por terem presenciado o milagre e
agradecidos pela escolha feita por Nossa Senhora, determinaram que a imagem
ficaria ali, na fazenda do português sr. Rosendo de Oramas. E com toda devoção e
facilidade levaram-Na à casa, onde desde então é venerada com grande amor
filial, sob o nome de Nossa Senhora de Luján, hoje num esplêndido santuário. Foi
declarada padroeira principal de Argentina, Uruguai e Paraguai63. Falta abater alguma dúvida nesta polêmica de
vários séculos sobre o que é e se é possível o milagre? No próximo livro discutiremos se a metodologia
empregada no estudo dos milagres é ou não científica. Até lá, querido leitor. E então continuaremos
avançando de velas enfunadas no grande oceano dos fenômenos
supranormais… [FIM (e do volume electrónico em nosso
poder...)] * Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal®: http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/ ******************************************************************* |
