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Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: [EMAIL PROTECTED]
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Informa��es recentes sobre Transgenicos, vindas do pessoal da ASPTA.

Andre Lima
ISA
-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]] Em nome
de David Hathaway
Enviada em: S�bado, 13 de Mar�o de 1999 21:36
Para: Recipient list suppressed
Assunto: Procons/MJ contra liberacao de transgenicos


DEFESA DO CONSUMIDOR UNIFICA POSI��O SOBRE TRANSG�NICOS

Nos dias 11 e 12 de mar�o ocorreu em Bras�lia, no Audit�rio do Minist�rio
da Justi�a, a 22� Reuni�o Nacional dos Procons Municipais e Municipais das
Capitais (programas oficiais de orienta��o e prote��o ao consumidor),
coordenada pelo Departamento de Prote��o de Defesa do Consumidor
do Minist�rio da Justi�a, que reuniu a maioria desse �rg�os p�blicos
respons�veis, no �mbito governamental, pela defesa do consumidor. Tamb�m
foram convidadas algumas entidades civis, integrantes do F�rum Nacional das
Entidades Civis de Defesa do Consumidor, como o IDEC - Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor, a ADOC - Associa��o de Defesa e Orienta��o do
Cidad�o do Paran� e o Movimento das Donas de Casa da Bahia.

Um dos temas discutidos foi a quest�o dos alimentos transg�nicos no Brasil,
avaliando-se os diversos aspectos de interesses dos consumidores
(rotulagem, seguran�a e processo de libera��o). Ap�s a apresenta��o das
posi��o do DPDC/Minist�rio da Justi�a, pelo seu  diretor Nelson Lins de
Albuquerque Jr, seguida pela das entidades civis, por Marilena Lazzarini e
do pronunciamento de v�rios representantes dos procons, os participantes
passaram a discutir a elabora��o de uma Mo��o que expressasse as conclus�es
que chegaram os participantes e reivindicasse medidas a serem tomadas em
rela��o ao tema.

A CTNBio - Comiss�o T�cnica Nacional de Biosseguran�a - enviou uma
representante, Leila Oda, que exp�s as posi��es do referido �rg�o e como
vem sendo conduzidas as autoriza��es dos transg�nicos no Brasil.  Pela
conclus�o dos participantes, as informa��es fornecidas pela citada
representante, apenas refor�aram a reivindica��o da defesa do consumidor
para que esse processo seja redirecionado.

Ao final do encontro, foi aprovado o texto que traz seis pontos,
considerados os mais importantes em rela��o aos transg�nicos, que passar�o
a ser divulgados a outros segmentos e nortear�o o trabalho das institui��es
de defesa do consumidor no Brasil.

Para maiores informa��es sugerimos contatar:

Minist�rio da Justi�a: DPDC (061) 218 3769 - 218 3942
IDEC: (011) 3063 3717 - 881 6073 - 3872 7188 <[EMAIL PROTECTED]>

Abaixo o texto final:

22� REUNI�O NACIONAL DOS PROCONS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DAS CAPITAIS

MO��O SOBRE ALIMENTOS TRANSG�NICOS

As institui��es participantes da 22�  Reuni�o dos Procons Estaduais e
Municipais das Capitais, representadas pelos seus dirigentes, v�m, atrav�s
desta mo��o, manifestar a sua posi��o frente a quest�o dos alimentos
geneticamente modificados, cuja introdu��o comercial � pretendida no
Brasil, afirmando a necessidade de que nesse processo n�o sejam
desrespeitados os direitos b�sicos dos consumidores, especialmente os
relacionados a sa�de, seguran�a e informa��o.

Consideram a autoriza��o dos alimentos transg�nicos no pa�s precipitada do
ponto de vista da prote��o dos consumidores, e reivindicam, como condi��es
a serem atendidas previamente a qualquer autoriza��o de plantio,
industrializa��o e comercializa��o desses produtos, as seguintes
provid�ncias:

1. Elabora��o de um regulamento t�cnico que garanta a seguran�a do
consumidor em rela��o a esses produtos e que discipline a a��o dos �rg�os
governamentais de controle e das empresas interessadas na aplica��o dessa
tecnologia.

2. Elabora��o de um regulamento t�cnico de rotulagem plena desses produtos,
cumprindo o preconizado no C�digo de Defesa do Consumidor e assegurando aos
consumidores todas as informa��es para que possam exercer o seu direito de
escolha de maneira informada.

3. Que em f�runs internacionais, particularmente nas negocia��es que se
operam no �mbito do Codex Alimentarius/Comit� de Rotulagem, a delega��o
brasileira leve a posi��o de apoio � rotulagem plena desses produtos.

4. Aprofundada avalia��o dos riscos dos alimentos transg�nicos � sa�de
humana, medida apontada por diversos cientistas nacionais e estrangeiros
como imprescind�vel para eliminar as incertezas do consumidor sobre a
seguran�a dos mesmos.

5. Exig�ncia de Estudo de Impacto Ambiental/RIMA para a libera��o desses
produtos, conforme determina a legisla��o ambiental brasileira que obriga a
realiza��o de tal estudo em casos que envolvam a introdu��o de organismos
geneticamente modificados no meio ambiente.

6. Que haja um per�odo de car�ncia para a introdu��o dos transg�nicos no
Brasil, at� que se tenha estudos conclusivos sobre a seguran�a alimentar e
do meio ambiente em rela��o a esses produtos.

Bras�lia, 12 de mar�o de 1999.


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