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Engraçado...parece que a questão da Justiça Ambiental
está sempre dependendo das cifras monetárias de um governo
despótico e dos sofistas da política hodierna!!! Se a falta
de recursos econômicos for argumento válido para a não
condenação do Estado (relativa a desconsideração e
esculhambação dos interesses difusos e coletivos), estaremos,
novamente, diante de uma democracia disfarçada; diante de um
Judiciário que sustenta uma espada muito pesada e afiada para um povo
massacrado por profundas formas de injustiça social (dentre elas a falta
de oportunidades de conhecimento e emprego) e dependência econômica
(não por escolha própria, mas por herança
política!).
Como regra, o
Poder Público não respeita o direito da presente e futura
geração ao meio ambiente saudável pq este meio ambiente
não faz parte de sua conveniência e oportunidade; não
está enquadrado em suas previsões
orçamentárias! Deste modo, a Administração
está livre para brincar de gato e rato nos Tribunais: aqui surge um
estranho princípio da Administração Pública moderna
(não recepcionado pela CF/88), qual seja: "Quem não tem
dinheiro, não precisa se preocupar com a proteção do meio
ambiente; a degradação ambiental está
liberada!!!"
Prudente de
Morais Filho foi feliz em afirmar:
" O
Ministério Público não recebe ordens do Governo, não
presta obediência aos Juizes, pois age com autonomia em nome da sociedade,
da Lei e da Justiça."
Ruy Brabosa
também costumava ser certeiro:
"Ter
compreendido a função primacial do Poder Judiciário em
nosso país e em nossa democracia; Ter exaltado o seu papel até
quase sublimá-lo; Ter colocado este Poder fora do alcance da
subordinação e dependência dos Executivos e Parlamentares,
sempre partidários e facciosos – esta é a maior
Glória de Rui."
Enquanto a economia neoliberal, insana por novas fontes de lucro e de poder,
arrumar solo fértil na Justiça, continuaremos engolindo formas
vergonhosas e explícitas de fragilização do Direito, do
Judiciário e da própria Justiça; p. ex. as Medidas
Provisórias!
OBS: Em breve, o Estado não estará cumprindo
nenhum de seus deveres e nós, enquanto morremos nas filas dos hospitais,
etc., continuaremos pagando os impostos p/a que estes deveres sejam
cumpridos!!!
Rodrigo Andreotti Musetti
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