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Amigos,
A área da segurança pública
não pode ser alvo da ação de indivíduos empiristas.
O Presidente da
República e seus ministros de Justiça, bem como o governador do
estado de São Paulo e seus secretários de segurança (o do
primeiro e o deste mandato), têm adotado medidas desastrosas para o setor,
que revelam o inconfessável desprezo ideológico que a atual
gestão federal e do estado paulista possuem pelo aparelho de
prevenção, investigação e repressão ao crime,
que pretendem comandar.
Ocorre que a população, a economia nacional e o
tecido social, são mais importantes que a vontade política deste
ou daquele plantonista no poder, por mais vaidoso e idiossincrático que
este seja, ou maior o volume de bajuladores que o cerquem...
Quando presidia a Comissão do Meio Ambiente da
OAB/SP(até 1997), realizei uma série de seminários e
fóruns abordando a Segurança Pública sob o enfoque dos
interesses difusos, linkando-a com a questão ambiental. Pudemos reunir
cientistas e cidadãos, policiais experimentados, advogados, engenheiros e
arquitetos, desvinculando-os de certos "núcleos de estudos" ou
"centros" disso e daquilo... ou "comissões de defesa"
daquiloutro... enfim, aparelhos ideocráticos pouco engajados na
solução dos problemas e mais interessados em criá-los, os
quais têm desviado a atenção da opinião
pública e governantes do real enfoque da segurança
pública.
Muitas das conclusões daqueles encontros
refletiram-se em iniciativas governamentais, como a instalação
pela Prefeitura de São Paulo de melhorias urbanísticas,
criação de áreas verdes e instalação de
núcleos para a prática de esportes e congraçamento
comunitário nas áreas de periferia cujo solo é
irregularmente ocupado. Dados recentes extraídos do Jardim Ângela,
em São Paulo, revelam que nosso diagnóstico estava correto.
Ressalte-se, a propósito que a Professora
Hermínia Maricato (FAU-USP) já havia trabalhado com esse
vínculo violênica urbana x uso irregular do solo urbano, enfocando
comunidades como o Jardim Ângela, sendo suas considerações
objeto de análise de muitos dos que participaram dos
eventos.
Descobri, outrossim, que a Segurança Pública
deve ser tratada como DISCIPLINA JURÍDICA AUTÔNOMA, vinculada
ao Direito Público e à Tutela dos Interesses Difusos.
Essa matéria, portanto, deve ser libertada das
mãos dos criminalistas, cujo enfoque, voltado mais para a análise
das condutas delituosas, aplicação e execução das
penas, pouco tem contribuído para a solução estrutural e
sistêmica demandada.
Sugiro leitura á
matéria publicada hoje na revista virtual Consultor Jurídico ( http://cf3.uol.com.br:8000/consultor/chama1.cfm?numero=1887
) como start para uma nova abordagem sobre este tema, devendo magistrados,
policiais, advogados, promotores, ambientalistas, administradores
públicos e privados, se articularem no sentido de forçarem
nossos governantes a se despojarem de sua vaidade pessoal e apêgo
ideológico, para adotarem medidas em favor do Brasil.
Aguardo um retorno e
comentários.
Um abraço.
AFPP
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[DTOAMBIENTAL] =?iso-8859-1?Q?Seguran=E7a_P=FAblica_-_hora_de_mudar_o_enfoque?=
Antonio Fernando Pinheiro Pedro Thu, 21 Oct 1999 15:15:41 -0700
- [DTOAMBIENTAL] Seguran?a P?blica - hora de... Antonio Fernando Pinheiro Pedro
- Antonio Fernando Pinheiro Pedro
