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Pessoal,
Para ler e refletir...
AFPP
-----Mensagem original-----
De: Roberto J. Pugliese <[EMAIL PROTECTED]> Para: Undisclosed.Recipients <Undisclosed.Recipients> Data: Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2000 13:17 Assunto: soberania nacional Companheiros,
Leiem com atenção e divulgem em defesa do patrimonio
nacional e da soberania brasileira.
>O Riocentro da Petrobras >Aloysio Biondi (*) > >Primeiro, uma palavrinha aos incredulos, ou credulos. Na mesma >semana em que a Petrobras teve a sua imagem destroçada com o >vazamento na Baia de Guanabara, la longe, na Alemanha, o >Chanceler Schroeder pedia a criacao de uma comissao independente >para investigar a venda, em 1992, de uma refinaria da ex-Alemanha >Oriental ao grupo estatal frances Elf-Aquitaine. Motivo: indicios >de suborno e pagamento de propinas, da ordem de 45 milhoes de >dolares ao governo e ao proprio entao Chanceler democrata-cristao >Helmut Kohl. E mais: tudo por ordem do ex-presidente socialista, >frances, Miterrand. >O episodio envolve paises tidos como respeitaveis e lideres tidos >como acima de qualquer suspeita ateh recentemente. Por isso >mesmo, eh um caso exemplar para relembrar aos brasileiros que a >guerra secular para dominar ou garantir forte participacao no >setor petrolifero nunca terminou. Assassinatos, golpes de Estado >e invasao de paises nunca foram descartados nesse conflito. Essas >estrategias extremadas rarearam nos anos recentes, já que a "onda >neoliberal" levou paises de governos apatridas, como o Brasil, a >começarem a entregar o seu petróleo aos paises ricos e suas >multinacionais. >No Brasil a estrategia de destruir a Petrobras esta sendo posta em >pratica pela Agencia Nacional de Petroleo, confiada ao genro do >presidente Fernando Henrique Cardoso, o senhor David Zylbersztahn. >Primeiro houve os leiloes para "venda" de areas petroliferas >descobertas pela Petrobras realizados no ano passado, e com novos >leiloes marcados para estes primeiros meses do ano. >Recentemente Zylbersztahn anunciou a venda de refinarias, >oleodutos, gasodutos, postos de gasolina da Petrobras - sob os >argumentos mais cretinos do mundo. A esta altura, porém, o clima >de apatia em relacao as privatizacoes sofreu substancial >modificacao, pela serie de motivos que todos conhecem: desde os >bloqueios nas rodovias a epoca das chuvas do comeco do ano, a >crise militar provocada pela tentativa de transferir o controle >das industrias de avioes Embraer, estatal privatizada para grupos >franceses. Diante dessa “virada”, nada melhor do que um fato de >impacto para desmoralizar a Petrobras, jogar a sociedade contra >ela, mostra-la incompetente, indiferente a populacao. >Algo parecido com o atentado do Riocentro, que a extrema direita >planejou para inculpar as esquerdas e dificultar os planos de >redemocratizacao do Pais. As circunstancias que cercam o >vazamento de petroleo mostram a necessidade de uma investigacao >independente, a cargo do Ministerio Publico. >Eis os principais "misterios" a elucidar: >Pressao - o bombeamento começou a 1 da madrugada. Com o "rombo" >no oleoduto, a quase totalidade do petroleo comecou a ser >despejada no mar. >Logicamente, a pressao que o petroleo, fluindo, exerce sobre as >tubulacoes (como a agua no encanamento de uma casa) caiu, no >trecho situado do rombo em diante. A alta direcao da Petrobras >diz que a queda de pressao nao foi detectada por um defeito do >programa do computador, dando a impressao de que esse sistema eh >altamente refinado, moderno. >Ora, sistemas para medir e controlar a pressao existem ha seculos. >Ateh as locomotivas Maria Fumaca tinham obviamente pequenos >aparelhinhos, "reloginhos" para mostrar o nivel da pressao nas >caldeiras de vapor para evitar explosoes. Os dispositivos de >controle de pressao existem tanto no ponto de partida do >oleoduto, como no ponto de chegada, junto aos tanques de >armazenamento. Pergunta: os dois sistemas, nas duas pontas, >falharam? >Combustivel - para o motorista saber se o tanque de seu veiculo >estah cheio ou precisa ser reabastecido, qualquer automovel, >caminhao, trator dispoe, desde priscas eras, do marcador do nivel >de combustivel, como os da Petrobras, igualmente dispoe desses >marcadores, para possibilitar o controle do nível armazenado - e >para detectar vazamentos eventuais. Nao funcionaram, tambem? >Demora - diz a direcao da Petrobras que um tecnico "desconfiou" >de algo errado por volta das 3 horas da madrugada. Mas o >bombeamento, segundo ela propria, prosseguiu ateh as 5h30. Eh >nesse ponto, exatamente, que se reforca a suspeicao de que tudo >foi feito para ampliar ao maximo possivel os estragos >devastadores do vazamento, garantindo assim a sua presenca >durante dias e dias nas manchetes dos jornais e, principalmente >na televisao, para desmoralizacao total da Petrobras. Alem de >prolongar o vazamento, a alta direcao da Petrobras retardou >sempre todas e quaisquer medidas corretivas; Mutirao - ate >predios com grande movimentacao de pessoas, hoje, tem "brigadas >contra incendio", planos de emergencia para sinistros. >Empresas como a Petrobras, que lidam com material combustivel >explosivo, obviamente sempre tiveram um e outro. Alem da >refinaria, a Petrobras tem oleodutos, gasodutos, campos de >pocos de petroleo no Estado do Rio. >Tem equipe de seguranca, "brigadas" nesses locais. Por que, >ao tomar conhecimento do desastre - as 5h30 o bombeamento foi >suspenso - todo esse pessoal nao foi mobilizado para reduzir os >efeitos do acidente? >Enganacao - aqui e preciso ressaltar que a direcao da Petrobras >induziu os meios de comunicacao a aceitarem uma explicacao falsa >para o problema e que, mais uma vez, desmoraliza a empresa. Na >versao oficial, tudo aconteceu porque ela "nao tem uma politica >para o meio ambiente". Que fosse. Mas esse e um argumento sem >vergonha; o que evita desastres e a politica de seguranca da >empresa. E, essa, a Petrobras sempre foi forcada a ter. Por que >ela nao foi posta em pratica? >Ocultacao - a direcao da Petrobras deveria ter estabelecido >comunicacao com os governos do estado e municipios para um >"mutirao ampliado" (participacao do Corpo de Bombeiros, etc.) >e mobilizacao da sociedade. >Mas o fato somente foi revelado a imprensa ja a noite - dando >tempo, mais uma vez, para que os efeitos do desastre fossem >irreversiveis. >Contencao - para a mancha de petroleo nao se deslocar no mar, ha >o recurso das redes de boias, que absorvem e contem o produto. >Ela nao foi utilizada no primeiro dia. Por que? Depois, >verificou-se que o material disponivel era suficiente. Demorou-se >para tomar a decisao de importar um reforco que uma semana depois >ainda nao tinha chegado. >O acidente - finalmente, cabe investigar as causas do acidente. >Segundo tecnicos da Petrobras, em entrevista a imprensa, houve um >"deslocamento do terreno" em que o oleoduto estava assentado e >ele se rompeu. Por que nao se pode aceitar a explicacao? Para >explorar petroleo no fundo do mar, realmente a Petrobras teve que >desenvolver tecnicas sofisticadissimas, inclusive a "invencao" de >metais novos, que "combinem" duas qualidades (em linguagem de >leigo), precisam ser "fortes" para resistir a correntes >submarinas, ondas, ventos - mas tambem precisam de flexibilidade >(molecular) para nao quebrarem diante de pressoes exageradas ou >deslocamentos de terreno. >Poucos brasileiros sabem, mas a Petrobras e campea mundial, >premiada por instituicoes internacionais, como lider absoluta na >exploracao de petroleo no fundo do mar, gracas a tecnicas que >tem desenvolvido desde meados dos anos 60. Agora, a direcao da >Petrobras alega que o oleoduto se rompeu porque o terreno ali >e do tipo diferente, de "calcareo", e sofreu um grande >deslocamento para o qual os materiais do oleoduto nao eram >adequados. Santa desculpa. As grandes descobertas da Petrobras >no litoral do Rio se devem exatamente as tecnicas de perfuracao >do "calcareo". Ha 25 anos, a Petrobras opera ali, conhece o >"calcareo". E o oleoduto foi construido ha apenas dez anos. >Um incredulo rejeitara a hipotese de que a incrivel extensao do >desastre ecologico tenha sido planejada. Aos incredulos e bom >lembrar que tampouco os cidadaos alemaes e franceses suspeitavam >de Kohl e Miterrand. Como parecia inverossimil que o atentado do >Riocentro fosse um plano militar. Somente o Ministerio Publico >pode dar uma resposta aos credulos. E impedir o esquartejamento >da Petrobras. > >(*) Publicado na "Bundas", primeira semana de fevereiro cordialmente, ROBERTO J. PUGLIESE [EMAIL PROTECTED]
[EMAIL PROTECTED] http://www.ilhanet.com.br/pugliese http://www.ilhanet.com.br/idcdh ( S. Francisco do Sul, Sc. Brasil ) |
[DTOAMBIENTAL] En: soberania nacional
Antonio Fernando Pinheiro Pedro Thu, 17 Feb 2000 19:25:41 -0800
