Gente,
Observem o
impacto antropo-ambiental contido nessas
estatísticas...
Na próxima eleição, vou
exigir EIA-RIMA dos candidatos que se apresentarem...
AFPP
.
Amigas/os:
Eis uma excelente carta publicada no Estadão, com uma
sólida argumentação e dados estarrecedores
sobre o crime em SP:
Estado de S
Paulo
22 de fevereiro de
2000
Fórum dos
Leitores
12 mil assassinados na SP de
Covas
Assim que o nosso Governador acredita que os cidadãos e
empresários deixam o Estado unicamente porque aparentemente
recebem rios de dinheiro doado pelos colegas dele
além-fronteiras, caso se mudem para outros Estados.
O Sr Covas faria bem em refletir o que significam os
12 mil paulistas assassinados por
ano:
É um em cada 2.750
cidadãos do Estado ou um de cada
2.166 Paulistanos.
Num Morumbi lotado, pode-se prever que 55
dos assistentes não estarão lá no
próximo ano, integrando estatísticas de
violência. Ou que uma de cada 440
famílias co-habitantes poderá retirar um
dos seus membros do IML depois de extraídas as balas do seu
corpo. Ou que, a cada 10 anos,
é quase certeza de cada um enterrar amigo ou parente falecido
desta maneira.
Porque será que os 82 mil Policiais Militares do Estado
não conseguem dar conta do recado? Bom, temos que considerar
que a sangria deste grupo é dez vezes pior: um de cada 234 PMs morre assassinado num ano e o grupo
dos feridos é um em 25. Deve ser até
impossível repor essa perda com pessoas adequadamente
treinadas e dispostas a aceitar o risco, bem superior ao que correm
os combatentes em zonas de guerra.
Sr Covas, quem tem a possibilidade, simplesmente DEVE deixar
São Paulo. Situação parecida foi vivida
pelos milhões de emigrantes que deixaram as suas terras
e não foi por outro motivo que estamos aqui eu e
milhões de paulistas, e tal vez até o Sr.
Hoje, a única coisa que nos protege
dos assassinos são as nossas armas
–e justamente estas nos querem
tirar. Vai entender. É despiste dos grossos
que não engana ninguém.
Frank Sarnighausen
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Rafael Moura-Neves MAM BHist