-----Mensagem original-----
De: Franklin Mattos <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quarta-feira, 8 de Março de 2000 12:06
Assunto: [DTOAMBIENTAL] PETROBRÁS - TEXTO

Pessoal,
Estou divulgando a pedidos do Alfredo Sirkis
Por favor enviem os comentários para: [EMAIL PROTECTED]
com cópia para a lista. OK
Abraços
Franklin

Subject:   Texto petrobras
   Date:  Thu, 2 Mar 2000 17:51:47 -0300
   From:"Alfredo Sirkis" <[EMAIL PROTECTED]>
     To:   "Ruth Saldanha" <[EMAIL PROTECTED]>
 
 

           COMPROMISSO DA PETROBRAS COM A SOCIEDADE

 

 

O acidente ocorrido em janeiro na Baía da Guanabara colocou a Petrobras diante do
grande desafio não só de recuperar e compensar os danos causados ao meio ambiente
e de prevenir sua repetição como também de realizar uma profunda transformação
buscando atingir uma excelência ambiental em relação a suas operações industriais,
suas relações com as comunidades e ecossistemas vizinhos e sua própria forma de
encarar o futuro da empresa.

Do seu diálogo com as Organizações Não Governamentais (ONGs) ambientalistas, a
partir do acidente na Baía da Guanabara, resultou este pacto de compromissos com a
sociedade brasileira. A Petrobras de acordo com a sua política de aprimoramento
contínuo e coerente com a filosofia de empresa - cidadã parceira da sociedade se
compromete a:

1 - Certificar pela normas ISO 14.000 e BS 8800, padrões internacionais da excelência
ambiental, todas as suas unidades (industriais e operacionais) até o final do ano de
2002. Fixar como meta sua transição de uma empresa de petróleo para uma de energia
com uma progressiva ênfase em fontes limpas, renováveis e sustentáveis.

 
A certificação 14.000 não é suficiente. É preciso garantir, tecnica e operacionalmente, auditoria independente constante, sob o controle das ONGs, de forma transparente e segura. Por mais que a empresa possa dizer que fará, são muitos anos de uma tradição de estar acima das preocupações ambientais.

 2 – Requerer aos órgãos competentes as licenças ambientais de todas aquelas
unidades instaladas antes do estabelecimento de sua obrigatoriedade legal.

Isto é o mínimo. Estamos acostumados ao que parece óbvio, se no passado não exigiram licença, não vão querer que façamos tudo agora. É PRECISO EXIGIR SIM.

3 – Apresentar, no final de março de 2000, a revisão do Plano de Ação de Excelência
Ambiental de todas as unidades operacionais, propondo ações de curto prazo
abrangendo uma auditoria externa independente, um diagnóstico ambiental, uma
análise de risco e um plano de prevenção de poluição em todas suas instalações de
risco. Isto contemplará a revisão dos planos de Contingência que, de acordo com
metodologias internacionais, deverão abranger treinamentos de empregados, órgãos
públicos e da própria sociedade civil, levantamento social das regiões circunvizinhas às
suas unidades, realização de simulados e treinamentos para lidar com a fauna. A
revisão dos Planos de Contingência implicará na revisão das Análises de Riscos.

4- Apresentar os trabalhos desenvolvidos no cumprimento do disposto neste
documento e no atendimento à Resolução CONAMA 265 a uma Comissão de Controle
Social (CCS) formada por entidades da sociedade civil, órgãos ambientais, e
representantes da empresa. A Comissão de Controle Social (CCS) reunir-se-á em maio
e depois disso de três em três meses sob a coordenação do Serviço de Comunicação
Institucional da empresa.

5 - Divulgar com total transparência o resultado das sindicâncias internas relativas ao
acidente na Reduc, seus antecedentes e as providências resultantes das mesmas.

Divulgar e informar. É preciso ter cuidado para que essa divulgação não vire marketing barato que acaba enganando a todos.

6 – Apresentar na primeira reunião da CCS a relação das multas ambientais aplicadas
pelo Estado do Rio de Janeiro que se encontram em discussão judicial e as razões
pelas quais a Petrobras recorreu destas.

7 – Analisar e desenvolver projetos de recuperação de áreas degradadas, geração de
renda em comunidades carentes atingidas, despoluição e valorização da Baía da
Guanabara, com a participação de ONGs socioambientais, universidades e associações
comunitárias, independente das outras ações adotadas pela empresa, fruto dos
trabalhos junto aos grupos coordenados pelos órgãos ambientais. A Petrobras será
uma parceira permanente da recuperação da Baía da Guanabara.

Da mesma forma aqui, é preciso garantir que não será transformada em publicidade barata como ocorre aqui no ES com a CVRD e a CST, onde as açoes de reparação de danos viram propoganda.

Sebastião Alves
 

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