Vida: Preservar para vender 


No direito existe a clara defini��o de bens que est�o fora do com�rcio devido � impossibilidade natural, legal, �tica e moral de serem estimados economicamente, a  n�o ser para fins indenizat�rios.
 
A atividade econ�mica tem especial dificuldade para aceitar esse fato.
 
A vis�o econ�mica exclusiva para que tudo possua a priori valor pecuni�rio, � a vis�o predat�ria de todo equil�brio social, humano e ambiental.  O fim � o lucro.  E o lucro faz de seus fins a justificativa de seus meios (ambientes).
 
O artigo "Fundos para �rea do Meio Ambiente", em suma, refere-se � coloca��o das etiquetas de pre�o em tudo pelo Minist�rio do Meio Ambiente.
 
"formas de calcular o valor de bens naturais ou o pre�o da sua destrui��o"
 
"O governo deve basear a sua pol�tica ambiental em instrumentos econ�micos
de mercado"
 
"Assim, � melhor trabalhar para dar rentabilidade aos
neg�cios ambientais, promovendo a ecoefici�ncia, a ci�ncia e a tecnologia"
 
"... fomentar a cria��o de uma esp�cie de moeda de troca
ambiental"
 
A palavra de ordem do Minist�rio do Meio Ambiente agora � preservar para vender por melhor pre�o.  Ou a quest�o n�o foi declarada como sendo de lucro?
S� n�o vai entender quem n�o quiser.
VIDA  � ao lucro.
 
Celso Galli Coimbra
 
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Gazeta Mercantil - S�o Paulo

25.02.2000

Fundos para �rea de meio ambiente

Por Regina Scharf*

O Minist�rio do Meio Ambiente (MMA) est� disposto a migrar de uma posi��o de fiscalizador para a de fomentador do desenvolvimento sustent�vel.  Para isso, quer incentivar a cria��o de fundos de investimento que privilegiem empreendimentos ecologicamente corretos, f�runs empresariais de interc�mbio de experi�ncias de sucesso e todo tipo de neg�cio que alie lucro e preserva��o ambiental.

A decis�o foi anunciada ontem por S�rgio Braga, secret�rio de Desenvolvimento Sustent�vel do MMA, na abertura do semin�rio 'Desenvolvimento Sustent�vel: Gest�o e Neg�cios', promovido pela Gazeta Mercantil, em S�o Paulo.
Participaram do encontro l�deres empresariais, como o presidente da Companhia Sider�rgica Paulista (Cosipa), Omar Silva Jr., e o secret�rio de Recursos H�dricos do Cear�, Hyp�rides Pereira de Macedo.

'O governo deve basear a sua pol�tica ambiental em instrumentos econ�micos de mercado', disse Braga. 'Quando ele (governo) d� incentivos fiscais � a sociedade que paga.  Assim, � melhor trabalhar para dar rentabilidade aos neg�cios ambientais, promovendo a ecoefici�ncia, a ci�ncia e a tecnologia'.

Ele cogita, inclusive, fomentar a cria��o de uma esp�cie de moeda de troca ambiental,
que exigiria regulamenta��o. Ele exemplifica: 'se estabelec�ssemos que o cidad�o poderia ter no m�ximo dois carros, quem quisesse ter quatro compraria um t�tulo comercializ�vel que alimentaria um fundo para patrocinar o transporte coletivo'.

Sua secretaria fechou um conv�nio com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE) para estudar formas de calcular o valor de bens naturais ou o pre�o da sua destrui��o, par�metros que poderiam influenciar tomadas de decis�o e c�lculos de custos de investimentos p�blicos.

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Sindicato dos Economistas no Estado de S�o Paulo
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