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A Privatiza��o do Meio Ambiente na
Gazeta Mercantil
Cap�tulo
VI
Do Meio Ambiente
Gazeta Mercantil - S�o Paulo
25.02.2000 Fundos para �rea de meio ambiente Por Regina Scharf* O Minist�rio do Meio Ambiente (MMA) est� disposto a migrar de uma posi��o de fiscalizador para a de fomentador do desenvolvimento sustent�vel. Para isso, quer incentivar a cria��o de fundos de investimento que privilegiem empreendimentos ecologicamente corretos, f�runs empresariais de interc�mbio de experi�ncias de sucesso e todo tipo de neg�cio que alie lucro e preserva��o ambiental. O Minist�rio do Meio Ambiente pode fazer
apenas o que lhe autoriza a norma constitucional.
ONDE h� permissivo constitucional que autorize o
governo a " todo tipo de neg�cio que alie lucro e
preserva��o ambiental " ? Saliente-se a express�o " todo tipo
".
ONDE h� permissivo constitucional que autorize " o governo basear a sua
pol�tica ambiental em instrumentos econ�micos de mercado "
?
Se n�o s�o todos que t�m lugar nesse
mercado e nem o mercado � de uso comum do povo, pelo que se possa referir a meio
ambiente, no art. 225 da CF ?
ONDE h� permissivo constitucional para
colocar dentro de com�rcio (em sentido jur�dico) o
meio ambiente ?
ONDE h� permissivo constitucional para
privatizar o meio ambiente, colocando-o dentro de
com�rcio, para " todo tipo de neg�cio que alie lucro e preserva��o ambiental "
?
Lucro para quem ?
Para todo o povo ?
E de onde se retira a premissa de que lucro,
especialmente o privado, e preserva��o ambiental s�o poss�veis, e beneficiar�o
a todos ?
A Constitui��o manda o poder p�blico assegurar e defender para todos o direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, como bem de uso comum ao povo e essencial � sadia
qualidade de vida e, para a efetividade dessa obriga��o, incumbe-lhe
preservar e restaurar os processos ecol�gicos essenciais e prover o manejo
ecol�gico das esp�cies e ecossistemas, seguindo-se mais seis incisos com regras
de procedimento para esse fim, no Art. 225 da CF.
Meio ambiente est� fora de
com�rcio e seu desenvolvimento � de sustentabilidade p�blica
hier�rquica.
De acordo com as normas constitucionais as a��es
relativas ao meio ambiente dependem de leis gen�ricas
da Uni�o e regulamentares dos Estados, e n�o de " decis�es " anunciadas em
semin�rios por secret�rios que desconhecem as leis:
" A DECIS�O foi anunciada ontem por
S�rgio Braga, secret�rio de Desenvolvimento Sustent�vel do MMA, na abertura do
semin�rio 'Desenvolvimento Sustent�vel: Gest�o e Neg�cios', promovido pela
Gazeta Mercantil, em S�o Paulo. Participaram do encontro l�deres empresariais,
como o presidente da Companhia Sider�rgica Paulista (Cosipa), Omar Silva Jr., e
o secret�rio de Recursos H�dricos do Cear�, Hyp�rides Pereira de
Macedo."
Esse foi o an�ncio de privatiza��o do meio ambiente feita em um semin�rio promovido pela Gazeta mercantil e com a participa��o de l�deres empresariais. Supostamente toda a sociedade estava representada e todos v�o obter lucros com essa " privatiza��o ". Celso Galli Coimbra
OABRS
11352 ------------------------
Gazeta Mercantil - S�o
Paulo 25.02.2000 Fundos para �rea de meio ambiente Por Regina Scharf* O Minist�rio do Meio Ambiente (MMA) est� disposto a migrar de uma posi��o de fiscalizador para a de fomentador do desenvolvimento sustent�vel. Para isso, quer incentivar a cria��o de fundos de investimento que privilegiem empreendimentos ecologicamente corretos, f�runs empresariais de interc�mbio de experi�ncias de sucesso e todo tipo de neg�cio que alie lucro e preserva��o ambiental. A decis�o foi anunciada ontem por S�rgio Braga, secret�rio de Desenvolvimento Sustent�vel do MMA, na abertura do semin�rio 'Desenvolvimento Sustent�vel: Gest�o e Neg�cios', promovido pela Gazeta Mercantil, em S�o Paulo. Participaram do encontro l�deres empresariais, como o presidente da Companhia Sider�rgica Paulista (Cosipa), Omar Silva Jr., e o secret�rio de Recursos H�dricos do Cear�, Hyp�rides Pereira de Macedo. 'O governo deve basear a sua pol�tica ambiental em instrumentos econ�micos de mercado', disse Braga. 'Quando ele (governo) d� incentivos fiscais � a sociedade que paga. Assim, � melhor trabalhar para dar rentabilidade aos neg�cios ambientais, promovendo a ecoefici�ncia, a ci�ncia e a tecnologia'. Ele cogita, inclusive, fomentar a cria��o de uma esp�cie de moeda de troca ambiental, que exigiria regulamenta��o. Ele exemplifica: 'se estabelec�ssemos que o cidad�o poderia ter no m�ximo dois carros, quem quisesse ter quatro compraria um t�tulo comercializ�vel que alimentaria um fundo para patrocinar o transporte coletivo'. Sua secretaria fechou um conv�nio com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat�stica (IBGE) para estudar formas de calcular o valor de bens naturais ou o pre�o da sua destrui��o, par�metros que poderiam influenciar tomadas de decis�o e c�lculos de custos de investimentos p�blicos. ============================================= Rede CTA-Consultant, Trader and Adviser Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro! Sindicato dos Economistas no Estado de S�o Paulo [EMAIL PROTECTED] |
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