Prezados Senhores,
 
Meu computador vai parar de funcionar. Todo dia chega informações sobre vazamento de óleo. Já está vazando óleo no leitor de CD.
Será que ninguém consegue por a Petrobrás no seu devido lugar. O BANCO DOS RÉUS.
 
Meus Deus, é uma vergonha.
No Rio, no ES, em SP, PR em cada canto que ela está, tem um vazamento e é sempre a mesma história.
 
Estamos a um dia do Dia Mundial das Águas e é sempre lá que vaza.
E ainda querem comemorar 500 anos. De que????
 
Sebastião Francisco Alves
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Data: Terça-feira, 21 de Março de 2000 06:30
Assunto: [DTOAMBIENTAL] vazamento São Sebastião

Aos colegas listeiros e, especialmente, aos membros do Ministério Público.
 
 
MEIO AMBIENTE
Petrobras recebe multa máxima de R$ 92,7 mil da Cetesb e nega prejuízo por erro de avaliação
Vazamento de 7.250 litros de óleo atinge 17 das 36 praias de Ilhabela



JOSÉ BENEDITO DA SILVA
da Folha Vale

O vazamento de óleo ocorrido no Tebar (Terminal Marítimo Almirante Barroso), em São Sebastião, na quinta-feira, já atingiu 17 das 36 praias de Ilhabela.
Ao todo, 7.250 litros de óleo vazaram de um navio-tanque e não 450 como havia sido divulgado pela Petrobras um dia após o acidente.
A quantidade oficial foi anunciada ontem pela Petrobras após reunião com representantes da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).
Segundo a Petrobras, a estimativa inicial foi fornecida pelo navio-tanque Mafra, que pertence à Fronape (Frota Nacional de Petroleiros) e transportava o óleo.
A empresa afirma que o erro de avaliação não acarretou prejuízo, já que em qualquer tipo de acidente é disponibilizado todo o aparato de segurança para conter os danos ambientais.
O acidente é o mais grave envolvendo o Tebar desde agosto de 98, quando um vazamento de 15 mil litros de óleo do petroleiro Maruim, da Petrobras, atingiu 31 praias em São Sebastião e Ilhabela e causou o pior desastre ambiental do arquipélago em dez anos.
O vazamento havia atingido, até ontem, uma extensão de cerca de 60 km, entre o extremo sul e o extremo norte de Ilhabela. O município tem 119 km de costa.
A mancha mais distante do terminal, segundo Nivaldo Simões, coordenador da Defesa Civil de Ilhabela, atingiu ontem a praia de Bonete, a 35 km em linha reta de distância do Tebar. Devido à distância, a Petrobras contratou moradores da praia para fazer a contenção e remoção do óleo.
Ventos fortes e o mar agitado têm dificultado a limpeza -que envolve mais de cem homens da Petrobras, Cetesb e prefeitura- e ajudado a espalhar o óleo em torno do arquipélago.
Devido ao vazamento, a Petrobras será multada pela Cetesb em 10 mil Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo). A punição é a maior fixada pelo órgão -em torno de R$ 92 mil- e é a 15ª aplicada ao Tebar desde 94.
Além da multa, a Cetesb decidiu exigir relatório sobre as causas do vazamento, a quantidade e o tipo de produto, a estrutura utilizada na contenção, remoção e limpeza dos locais atingidos, a destinação dada aos resíduos durante a operação e as medidas de prevenção adotadas.
Segundo classificação adotada pela ITOPF (sigla que equivale em português a federação internacional de armadores que controlam a poluição em tanques marítimos), o acidente é do nível 2 (médio), que vai de 7.000 litros de óleo até 700 mil litros.
De acordo com o engenheiro Paulo Roberto Jansen, da Inspetoria Geral da Fronape, avaliação feita pelo órgão constatou que o vazamento foi causado por um problema em uma das válvulas da bomba que transporta o óleo do navio para o terminal.
"Fizemos o último teste no final de fevereiro e não detectamos nenhum problema no navio", disse o engenheiro, que afirmou que as investigações sobre as responsabilidades do acidente ainda não estão encerradas.
Um técnico da Fronape acompanha a embarcação em viagem a Campos para tentar descobrir porque a válvula deu problemas.



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