Qd fomos montar nosso cluster pesquisamos o tema. Na epoca, a mais de
um ano atr�s, a superioridade do Athlon era latente. Por exemplo,
escrevi um pequeno artigo que logo deve ser publicado (segue trecho
abaixo). Mas a discuss�o hoje n�o � t�o simples. As compara��es que
sites como Tom's Hardware, por exemplo, colocam s�o feitas para
Windows que usa muito mais inteiro que ponto flutuante na maioria de
seus aplicativos. Talvez observando uns "joguinhos" da' para ter uma
id�ia, mesmo assim n�o pode-se tirar conclus�es definitivas, pois,
como o P4 "castrou" seu decoder, quando vc usa um compilador
espec�fico (ou programa adequadamente, o que o pessoal acha mais
dif�cil :-) que quebra as instru��es em "peda�os" menores, o P4 pode
ser uma boa pedida se os pre�os estiverem parelhos, sen�o � prefer�vel
um Athlon, que tem clocks menores e � mais eficiente no processamento
por clock (nao confunda com o nome fantasia, tipo 2100, etc, isto � um
revival dos velhos tempos, quando a AMD e Cyrix colocavam seus
processadores n�o pelo clock, mas pela suposta equival�ncia com os
produtos da intel).
Novamente, procure os processadores dispon�veis no mercado e compare o
"conjunto" (placa m�e, chipset, etc) para aplica��es semelhantes �s do
seu interesse. Procurar avalia��es sobre os processadores topo de
linha n�o �, na pr�tica, muito �til.
[...]
O Pentium 4 Willamette possui um ``pipeline'' muito extenso, com
20 est�gios. Como muitas vezes se t�m instru��es dependentes sendo
processadas ao mesmo tempo, o processador precisa ``escolher'' quais
destas ser�o consideradas. Por exemplo, tem-se em certo programa uma
tomada de decis�o: se A > B, C = 10; sen�o C = 0. O processador pode
comparar se A � maior que B ao mesmo tempo que usa um dos resultados
para C (10 ou 0) no decorrer da tarefa. A cada decis�o errada, no caso
do Pentium 4, h� uma perda de 20 ciclos.
Um ``cache'' L1 � muito pequeno (8K) se comparado ao L1 de um Athlon
moderno (128K), assim o processador a todo momento precisa de dados do
cache L2 e da mem�ria para continuar. ``Benchmarks'' mostram que
acessos � mem�ria, com dados de tamanho m�dio de 8K, s�o bastante
r�pidos no Pentium 4, acima disso (16 ou 32K) um Pentium III 650MHz
praticamente empata; os decodificadores extras foram cortados, o que
leva a um consumo muito maior de ciclos para decodificar e processar
as instru��es x86 (3 bytes). Por exemplo, uma instru��o de 64 bytes
precisaria de 21 ciclos para ser decodificada e mais 21 para ser
processada, em um Athlon ter-se-ia de 7 a 11 ciclos.
Mesmo com estas e outras altera��es discut�veis na arquitetura, o
n�mero de ciclos que o processador consegue atingir compensa as
defici�ncias. Esta capacidade de atingir altos ``clocks'' deve-se
em grande parte � t�cnica empregada de produzir contatos de cobre com
0,13 m�crons. A AMD ainda usa 0,18 m�crons, com contatos por alum�nio,
o que dificulta o aumento do ``clock'' sem provocar aquecimento
exagerado. Atualmente (Janeiro de 2002), enquanto o Pentium 4 baseado
no ``core'' Northwood (com 512MB de cache L2), atinge 2,2 GHz, o
AthlonXP 2000+, com core Palomino (256MB de cache L2), n�o ultrapassa
1,67 GHz. Mesmo com este diferen�a por volta de 32\% no n�mero de
ciclos por minuto, o AthlonXP 2000+ consegue ganhar do novo Pentium em
alguns �tens.[...]
on Thursday, 19 Sep 2002 00:37:24, Augusto Flavio wrote:
[...]
> Eu compraria de olhos fechados um athlon XP 2100 .
>
--
Ataualpa Albert Carmo Braga [EMAIL PROTECTED]
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