Valeu Fred! Esse cara só podia ser mineiro! Só falta ser cruzeirense...hehe
Agora brincadeiras á parte, obrigada por esclarecer de forma tão
consistente! Costumo dizer que o maior problema na criação dos filhos é
justamente a questão da liberdade...Não se tem de um dia para o outro,
se conquista com ações e muito aprendizado, nas pequenas coisas.
Já coloquei como minha meta para 2010 a migração do meu blog para o
wordpress, sei que não será fácil, mas também sei que o pessoal está
sempre ligado para ajudar.
É isso aí!
Um bom dia de busca de liberdade e trocas a todos!
Jenny
Frederico Goncalves Guimaraes escreveu:
Olá Lu, Jenny e demais,
Consta no registro %L16181 do Livro da Grande Teia que,
em 16/11/09, Luciana escreveu o seguinte:
Bem Jenny, estamos falando, a princípio, da filosofia do software
livre. Ser livre é diferente de ser proprietário, certo?
Aproveito essa reflexão da Lu para tentar responder a sua pergunta
sobre a importância do tema para o usuário final, Jenny.
Em primeiro lugar, devemos sempre nos lembrar que software livre (como
o próprio nome indica) é uma discussão sobre liberdade, mais do que
conceitos técnicos. Assim, o ideal é que sejamos livres ao máximo,
utilizando o mínimo de produtos e serviços privativos (palavra que
aprendi com o Alexandre Oliva e passei a adotar).
Esse conceito se estende para várias áreas, além do software em si. Por
exemplo, um dos motivos de eu insistir para que as pessoas utilizem o
identi.ca ao invés do Twitter é justamente porque o primeiro é baseado
em uma aplicação livre e eu tenho liberdade de fazer o que quiser com
os meus dados, ao contrário do segundo.
Mas isso quer dizer que devemos ser absolutamente livres em tudo? Bom,
no "mundo real"® isso é complicado. Pelos mais diversos motivos. Seja
pela impossibilidade de realizar determinado trabalho exclusivamente com
ferramentas livres, falta de conhecimento sobre o assunto, ou mesmo a
boa e velha preguiça.
Assim, um ditado que sempre uso pra situações como essa é "o ótimo é
inimigo do bom". Ou seja, se formos esperar o "cenário perfeito", onde
você vai saber tudo de software livre, todas as aplicações vão lhe
atender e você não vai ter nenhum problema com isso, então nunca vamos
fazer a migração. Portanto, acredito que possamos nos libertar "aos
poucos".
Obviamente não devemos usar isso para nos acomodar. Eu defendo que
devemos sempre estar no nosso limite, ou seja, tentar ao máximo usar
produtos e serviços livres. E termos "atitudes livres" também. Isso
quer dizer, compartilhar o que aprendemos, ajudarmos os outros e
trabalhar sempre para a "libertação" das pessoas.
Portanto, Jenny, tenha tranquilidade no que você faz. Cada um tem o seu
próprio ritmo e o importante é trabalhar na sua "libertação" de forma
segura e consciente. Os resultados são bem mais proveitosos. :-)
Um abraço e até mais.
Frederico
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